13 março 2009

Abrazos de Almodóvar

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Pedro Almodóvar diz que o novo filme, Los abrazos rotos, é uma declaração de amor pelo Cinema. Palavras ditas na apresentação do filme em Espanha, pois por cá só chega em Setembro.

O realizador define o filme como um "drama com pinceladas de thriller que contém uma grande história de amor". Em Los abrazos rotos o protagonismo cabe a Penélope Cruz que interpreta uma jovem aspirante a actriz. Um filme que conta ainda com Lluís Homar, Blanca Portillo e José Luis Gómez.

Só me resta dizer que mal posso esperar.

Nota: Na imagem, o trailer.

07 março 2009

Kubrick

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"I have a wife, three children, three dogs, seven cats. I'm not a Franz Kafka, sitting alone and suffering." (Stanley Kubrick)

Génio. Visionário. Perfeccionista. Difícil. Stanley Kubrick "desapareceu" há 10 anos.

04 março 2009

Nixon's last chance!

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Ainda a propósito de Frost/Nixon, o recordar de uma capa de revista que ficou na história.

"I did this cover in the spring of 1968, before Nixon was nominated ..."

03 março 2009

Woody NY

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Whatever Works, o novo filme de Woody Allen, vai ter direito a estreia mundial na noite de abertura do Festival de Cinema de Tribeca, em Nova Iorque, a decorrer de 22 de Abril a 3 de Maio.

É o regresso do realizador à sua cidade, depois de quatros filmes na Europa. Um regresso temporário, já que Woody já tem novos projectos em Londres e Paris. Whatever Works conta com interpretações de Larry David, Evan Rachel Wood e Patricia Clarkson.

Um filme que o próprio descreve como "uma história romântica entre gente excêntrica que ao encontrar-se cria muitos conflitos e problemas".

Como disse na altura em que vi Vicky Cristina Barcelona, já tinha saudades de ver Woody em Nova Iorque. Resta saber se também vou gostar do resultado desse regresso.

02 março 2009

Slumdog Millionaire

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Interessa-me pouco analisar narizes alheios, mas se Slumdog Millionaire pretendia ser uma fábula moderna numa Índia multicultural e plena de contradições, parece-me que o objectivo é falhado. Porque sob uma frágil capa de filme global e de denúncia social, a obra de Danny Boyle revela-se vulgar e pouco interessante. Uma obra que depressa perde o seu rumo, aliada a um argumento desenvolvido de forma mecânica e previsível.

Não crítico tanto as opções técnicas que Danny Boyle escolheu para contar Slumdog Millionaire. Se é verdade que a montagem e a forma como filma a Índia se tornam repetitivas e revelam opções meramente estéticas, considero mais grave a forma como (não) desenvolve as suas personagens. Porque se a história de um miúdo pobre que se torna milionário de um dia para o outro podia ser um belo conto de amor e fé, na realidade estamos perante um filme que descura o conteúdo pela forma, marcado por ideias superficiais e estereótipos. Quanto à falta de verosimilhança de muitos aspectos do argumento, não me incomoda demasiado. Como costumo dizer, acredita quem quer. Neste caso, não quis acreditar.

01 março 2009

Cinemateca 03/09

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Alguns sublinhados de Março:

Dia 03 - 15h30 - VIVA ZAPATA! de Elia Kazan
Dia 03 - 22h00 - OS VERDES ANOS de Paulo Rocha
Dia 07 - 19h00 - VAMPYR de Carl Th. Dreyer
Dia 10 - 21h30 - BEND OF THE RIVER de Anthony Mann
Dia 11 - 21h30 - AU HASARD BALTHAZAR de Robert Bresson
Dia 12 - 15h30 - YOUNG MR. LINCOLN de John Ford
Dia 14 - 15h30 - MONKEY BUSINESS de Howard Hawks
Dia 14 - 19h00 - AGE OF CONSENT de Michael Powell
Dia 16 - 15h30 - EAST OF EDEN de Elia Kazan
Dia 17 - 21h30 - THE FAR COUNTRY de Anthony Mann
Dia 20 - 15h30 - REBEL WITHOUT A CAUSE de Nicholas Ray
Dia 20 - 21h30 - THE MAN FROM LARAMIE de Anthony Mann
Dia 28 - 21h30 - LETTER FROM AN UNKNOWN WOMAN de Max Ophuls

28 fevereiro 2009

Imaginação

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... ou porque motivo os filmes não devem ser contados e sim vistos. Versão Canal+.

Um dos vídeos está acessível ao clicar na imagem, o outro está aqui.


PS - E como prometido, a solução do misfit blue anterior.

27 fevereiro 2009

The Reader

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O leitor é Michael Berg que, em 1995, recorda o passado, quando no final dos anos 50, quando tinha apenas 15 anos, conheceu uma mulher mais velha, Hanna Schmitz. Juntos começam uma relação que se veio a revelar plena de descobertas. O início sexual para Michael. A literatura para Hanna. Leituras que se tornam um hábito durante o Verão em que decorre o romance, até que um dia, Hanna desaparece.

Alguns anos depois, Michael, agora um estudante de Direito, assiste ao julgamento de várias mulheres alemãs, elementos das SS, acusadas de serem responsáveis pela morte de centenas de mulheres judias durante um incêndio numa igreja. Entre as mulheres no banco dos réus está... Hanna Schmitz. Michael não conta a ninguém que conhece aquela mulher. E durante anos esconde esse segredo até que, em 1995, finalmente conta a sua história à autora do livro que levou à condenação de Hanna, para lhe entregar um legado da mulher que amou tantos anos antes.

The Reader parte de um romance de Bernhard Schlink. Um livro e um filme sobre segredos e sobre a procura de identidade de uma Alemanha no pós-guerra. Mas mais do que um livro e um filme sobre o Holocausto, esta é uma história sobre uma geração que procura expiar, quem sabe compreender, os actos da geração anterior. Para contar esta história, o realizador Stephen Daldry volta a utilizar as elipses e as trocas temporais, mas o que funcionava em The Hours, aqui revela-se acessório. Enquanto via o filme, só pensava em como o livro devia ser fantástico. Como debaixo de todo aquele artifício estava uma excelente ideia. A procura da expiação, a metáfora do analfabetismo, aquela pergunta a certa altura "What would you have done?", a culpa. Essas ideias estão no filme, mas a mensagem fica enfraquecida pelas escolhas do realizador. Porque o filme de Daldry, arrebatador nos primeiros momentos, acaba por se perder no seu próprio trocadilho cronológico chegando ao final, quando a catarse devia tomar lugar, já sem qualquer força.