Conta uma agência noticiosa indiana (citada pela Reuters) que duas das crianças indianas protagonistas do filme Slumdog Millionaire vão receber uma nova casa e sair das favelas de Bombaim.
O governo regional de Maharashtra decidiu compensar Rubina Ali e Azharuddin Ismail, que interpretam os protagonistas do filme de Danny Boyle enquanto crianças, depois de ter "descoberto" que as duas crianças viviam num bairro pobre de Bombaim. Rubina Ali, com nove anos, vivia com a família numa "casa" com uma única divisão, enquanto a Azharuddin Ismail, de dez anos, habitava numa tenda à beira da estrada.
E as que não entraram no filme de Danny Boyle? O governo ainda não as descobriu?
26 fevereiro 2009
Ecos do Oscar
25 fevereiro 2009
Frost / Nixon
Em 1977, Richard Nixon era um homem exilado. Na memória de todos os americanos estava ainda a guerra do Vietname, o escândalo Watergate e a recordação da primeira vez que um Presidente se demitira do cargo. Cicatrizes numa sociedade em convulsão agravadas pelo facto de Richard Nixon ter sido perdoado pelo presidente Gerald Ford e nunca ter respondido perante a justiça. Nesta altura, três anos depois da demissão, Nixon escrevia as suas memórias e procurava uma redenção. É neste contexto que o apresentador britânico de talk-shows, David Frost, tem a ideia de contactar o antigo presidente para uma série de entrevistas.
Apesar da pouca credibilidade que atribuía a David Frost, Richard Nixon aceitou, a troco de muitos dólares, fazer essa série de entrevistas exclusivas. Os próprios colegas de profissão de Frost não o levaram a sério, pois nenhuma cadeia de televisão quis comprar as entrevistas que David Frost acabaria por pagar do próprio bolso. Quando finalmente chegou o dia da primeira entrevista, depois de várias semanas de investigação, tornou-se claro que seria complicado chegar ao pedido de desculpas tão ansiado pelo povo americano. O experiente político moldava as respostas e controlava o tempo disponível, deixando Frost sem reacção. Até que chegou o último dia de entrevistas, sobre o caso Watergate.
Frost/Nixon inspira-se nas verdadeiras entrevistas que se tornaram as mais vistas de sempre no mundo da televisão. Ron Howard consegue fazer um filme discreto, sóbrio, mas que arrisca pouco, sendo demasiado próximo do formato teatral que deu origem ao argumento (peça de Peter Morgan). Baseando-se nas interpretações sólidas dos dois protagonistas, Ron Howard encosta-se e não resiste mesmo a pontuar o filme com alguns artifícios desnecessários. Ainda assim, deve ser dos melhores filmes que já assinou (mas tenham em conta a limitação do elogio). E funciona bem a centralização do filme nestes dois homens e a reflexão que é feita através deles, dos seus destinos, do poder dos media.
O que acaba por ser mais tocante no filme é o retrato de Nixon. Aquele momento em que elogia Frost, dizendo-lhe "You have no idea how fortunate that makes you, liking people. Being liked. Having that facility. That lightness, that charm. I don't have it, I never did" é, para mim, o momento que resume tudo. Que nos mostra como aquele homem sabe que não foi amado, como sempre lhe faltou aquela lightness, aquela qualidade inata dos grandes líderes. E como, do início e até ao fim, as câmaras de televisão lhe ditaram a derrota.
24 fevereiro 2009
Mode: Edit #48
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

The Man with the Golden Gun (Guy Hamilton, 1974)

E a sugestão do José...
Enter the Dragon (Robert Clouse, 1973)

23 fevereiro 2009
And the Oscar goes to...
E pronto. Slumdog Millionaire é o grande vencedor da noite com 8 Oscares em 10 nomeações. Além de Melhor Filme venceu também, entre outros, o galardão de Melhor Banda Sonora apesar de haver, entre os nomeados, melhor música. Venceu ainda na categoria de Melhor Realizador com Danny Boyle, à primeira nomeação, a levar a estatueta para casa e a deixar pelo caminho cineastas como David Fincher e Gus van Sant.
Sean Penn arrecadou o prémio para Melhor Actor por Milk. Apesar de não ser o meu actor favorito, sempre lhe reconheci o talento e mereceu ser uma (quase) surpresa da noite. Fez também um dos melhores discursos da cerimónia. Quanto à Melhor Actriz, o Oscar é de Kate Winslet que, à sexta nomeação, leva finalmente a estatueta pelo papel em The Reader. Heath Ledger venceu, sem surpresas, o Oscar póstumo como Melhor Actor Secundário pelo papel de Joker, em The Dark Knight. E a espanhola Penélope Cruz venceu o prémio de Melhor Actriz Secundária por Vicky Cristina Barcelona. Sempre disse que ela era o filme.
Também como era esperado, o Oscar para Melhor Filme de Animação foi para Wall-E. A Pixar volta a ganhar a estatueta depois de ter também vencido com Ratatoille no ano passado. Numa cerimónia com poucas surpresas, o derrotado da noite acaba por ser The Curious Case of Benjamin Button com apenas 3 Oscares em 13 nomeações. Esta foi ainda a noite de Hugh Jackman que provou ser um anfitrião versátil. Dançou, fez rir e até cantou.
Lista completa de premiados:
Melhor Filme: Slumdog Millionaire
Melhor Realizador: Danny Boyle, Slumdog Millionaire
Melhor Actor: Sean Penn, Milk
Melhor Actriz: Kate Winslet, The Reader
Melhor Actor Secundário: Heath Ledger, The Dark Knight
Melhor Actriz Secundária: Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Melhor Argumento Original: Dustin Lance Black, Milk
Melhor Argumento Adaptado: Simon Beaufoy, Slumdog Millionaire
Melhor Filme Estrangeiro: Departures, Yojiro Takita (Japão)
Melhor Filme de Animação: WALL-E, Andrew Stanton
Melhor Curta-Metragem de Animação: La Maison en Petites Cubes, Kunio Katô
Melhor Documentário: Man on Wire, James Marsh
Melhor Documentário (Curta-Metragem): Smile Pinki, Megan Mylan
Melhor Curta-Metragem: Spielzeugland aka Toyland, Jochen Alexander
Melhor Fotografia: Anthony Dod Mantle, Slumdog Millionaire
Melhor Direcção Artística: The Curious Case of Benjamin Button
Melhor Montagem: Slumdog Millionaire
Melhor Guarda-Roupa: The Duchess
Melhor Caracterização: The Curious Case of Benjamin Button
Melhor Efeitos Visuais: The Curious Case of Benjamin Button
Melhor Montagem de Som: The Dark Knight
Melhor Mistura de Som: Slumdog Millionaire
Melhor Banda Sonora: A.R. Rahman, Slumdog Millionaire
Melhor Canção: Jai Ho, Slumdog Millionaire
22 fevereiro 2009
Oscares 2009
Este ano, realizadores e filmes coincidem nas nomeações. É a quinta vez que tal acontece desde 1944. The Curious Case of Benjamin Button tem 13 nomeações, ficou a uma de igualar o recorde de All About Eve e Titanic. Mas há muitos filmes para os quais o número 13 deu sorte. Gone With the Wind, From Here to Eternity, Forrest Gump, todos venceram a estatueta para Melhor Filme.
Na realização, Stephen Daldry volta a ser nomeado pelo filme The Reader. Três filmes realizados, três nomeações, nunca antes aconteceu.
Meryl Streep alcança a 15ª nomeação e segura o recorde. Atrás dela estão Katherine Hepburn e Jack Nicholson, com 12 nomeações cada. Penélope Cruz é a quarta actriz a ser nomeada por um papel bilingue. Em Vicky Cristina Barcelona, balança entre o inglês e o castelhano. E se Kate Winslet não conseguir o prémio para Melhor Actriz, junta-se a Deborah Kerr e Thelma Ritter com 6 nomeações e nenhum Óscar.
Na animação, Wall-E consegue 6 nomeações e iguala o feito de Beauty and the Beast, embora não esteja nomeado para Melhor Filme. E A Valsa de Bashir é o primeiro filme de animação de sempre a conseguir um lugar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Algumas curiosidades sobre a 81ª cerimónia da Academia de Hollywood que acontece logo à noite. O wb torce pelo filme de David Fincher, que também é muito mais realizador do que Danny Boyle alguma vez será. Se não for Fincher e o seu filme, que seja Gus van Sant. Acredito na vitória de Kate Winslet (embora não tenha apreciado o filme) e na de Penélope Cruz (que é o filme). Quanto aos actores, Sean Penn é Harvey Milk e, perdoem-me os fãs mais acérrimos, seria um dos momentos da noite se afinal Heath Ledger não vencesse a estatueta. Mas vai vencer.
17 fevereiro 2009
Mode: Repeat #16
May i be your favorite Salsa dancer?
(Que voltem cá depressa, porque nunca os vi ao vivo.
Podem clicar na imagem para ouvir a música que voltou a tocar incessantemente por aqui.)
15 fevereiro 2009
Blog things
Não tenho visitantes (muito) estranhos. Há quem tenha as mais mirabolantes buscas no Google, eu não. Normalmente procuram pelo nome - Wasted Blues ou Blues blog - mas há excepções originais:
* blues mais tocado nas cenas romanticas dos filmes
* bollywood "passos de dança"
* Unending Love, de Rabindranath Tagore
* paris j taime wasted blues
* blog po de arroz e clix
* recorte de jornal sobre uma cheia
Sou uma desgraça para responder a desafios de bloggers.
Cheguei a instalar os seguidores, até me dar conta que aquilo não serve para nada. Prefiro a funcionalidade das actualizações dos blogs.
Tenho uma média actual de 80 visitas por dia. Já foram mais, já foram menos.
Já fiz duas longas pausas no blog. É nas pausas ou nos regressos que tenho mais comentários.
Tento sempre responder aos comentários, parece-me boa educação.
Tenho dezenas e dezenas de Mode: Edit por publicar.
Já tive referências/homenagens em blogs que admiro e que me deixaram sem palavras.
Ainda vou publicar um Top 10 de 2008.
14 fevereiro 2009
12 fevereiro 2009
Grapefruit
Na imagem vemos James Cagney, Mae Clarke e... uma toranja. Uma fotografia de 1959 que recorda uma cena famosa do filme Public Enemy (1931) onde Cagney desfazia o fruto na cara da actriz.
Há várias histórias sobre esse momento. Mas a que tem merecido mais crédito conta que os dois combinaram e ensaiaram a cena para pregar uma partida à equipa de filmagens e ver as reacções. Não era suposto a cena ser incluída na montagem final, mas o realizador gostou tanto que decidiu manter o improviso.
A decisão levou a que várias organizações femininas protestassem contra o abuso de Mae Clarke. Mas o marido da actriz terá pensado de outra forma. Segundo contava James Cagney, o marido de Clarke gostou tanto da cena que comprava bilhetes de cinema, para várias sessões, para ver apenas aquele momento.
Graças à toranja também, durante muitos anos, sempre que James Cagney ia a um restaurante, recebia o fruto de graça, cortesia da casa.
PS - cliquem na imagem para recuar até 1931.
11 fevereiro 2009
I'm Not There.
I'm Not There. é um filme multi-facetado. Literalmente. Inspirado pela música e pelas muitas vidas de Bob Dylan, o realizador Todd Haynes mostra-nos como é possível à arte revelar a verdade sem que para isso apenas imite uma concepção de realidade. Mais do que um retrato de Bob Dylan, Haynes procura mostrar, por isso, as várias facetas do músico. Levando à letra a ideia de que todos nós temos máscaras, aqui cada uma dessas máscaras é encarnada por actores (e actriz) diferentes. Cate Blanchett, Christian Bale, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger, Richard Gere and Ben Whishaw tornam-se Dylan num filme que nunca menciona o seu nome, num puzzle de narrativas que se cruzam entre si mas que se mantém independentes umas das outras. Desta forma, vemos Dylan vagabundo. Dylan poeta. Dylan trovador. Dylan profeta e voz de uma geração. Dylan actor. E Dylan estrela de rock.
Para ajudar a esta mistura de géneros e narrativas, Todd Haynes cruza o preto e o branco com cor, imagens de arquivo com homenagens cinéfilas, e cria um filme fascinante e original no seu retrato e (des)construção. Dissertando sobre um homem que se recriava constantemente, sobre essa fuga de nós próprios e o eterno processo do Ser, I'm Not There. deixa-nos, no final, com mais questões do que respostas. Compõem estas peças um homem só? Acho que não. Mas todos essas facetas são essenciais para que consigamos começar a entender a complexidade de uma figura como a de Bob Dylan. Confesso que só agora iniciei essa viagem com mais atenção ao caminho.
10 fevereiro 2009
Pancho by Kusturica
Emir Kusturica está a escrever o argumento para um filme sobre a vida de Pancho Villa. Inspirado no romance The Friends of Pancho Villa, de James Blake, o filme terá produção francesa e será rodado no México, Espanha e Sérvia, ainda no final desde ano ou no início de 2010.
O filme vai chamar-se Seven Friends of Pancho Villa and the Woman With Six Fingers (em tradução livre: Os Sete Amigos de Pancho Villa e a Mulher dos Seis Dedos). Apesar de não ter ainda elenco definido, Kusturica já disse que pretende convidar o espanhol Javier Bardem para o papel de Pancho Villa.
Espero que a mudança de ares faça bem a Emir Kusturica. Sinceramente, depois de Gato Preto, Gato Branco, perdi o interesse.
06 fevereiro 2009
Bang bang
"Couldn't they at least cast a real actress?"
(Faye Dunaway, sobre a escolha de Hillary Duff para o remake de Bonnie and Clyde)
"I think that my fans that are going to go see the movie don't even know who she is, so you know…. I think it was a little unnecessary but I might be mad if I looked like that now too."
(A resposta de Hillary Duff)
Alguém tem dúvidas sobre quem ganhou o duelo?
05 fevereiro 2009
Berlinale 2009
Começa hoje a 59ª edição do Festival de Cinema de Berlim com The International, de Tom Tykwers, como filme de abertura.
Para a competição oficial foram seleccionados 26 filmes, entre os quais 17 estreias mundiais, incluindo Cheri de Stephen Frears, In the Electric Mist de Bertrand Tavernier, Ricky de François Ozon, Tatarak de Andrzej Wajda, My One and Only de Richard Locraine, ou La teta assustada de Claudia Llosa.
O júri é presidido pela actriz Tilda Swinton. Ao todo, serão exibidos nas diversas secções do festival 386 filmes de 60 países.
Em competição:
CHÉRI, de Stephen Frears
EDEN À L'OUEST, de Costa-Gavras
MEI LANFANG (FOREVER ENTHRALLED), de Kaige Chen
HAPPY TEARS, de Mitchell Lichtenstein
IN THE ELECTRIC MIST, de Bertrand Tavernier
MAMMOTH, de Lukas Moodysson
I SKONI TOU CHRONOU (THE DUST OF TIME), de Theo Angelopoulos
RAGE, de Sally Potter
RICKY, de François Ozon
TATARAK (SWEET RUSH), de Andrzej Wajda
04 fevereiro 2009
Happy birthday!
Woody à Paris
Depois de rumores em 2006 e, mais recentemente, em Dezembro, a "quase" confirmação.
Woody Allen vai realizar o próximo filme em Paris, onde o Governo lhe prometeu apoios financeiros. De acordo com a agência France Press, que cita os assessores da ministra francesa da Cultura, o filme será "muito provavelmente" realizado em Paris na segunda metade de 2010.
Há alguns anos, Woody Allen desistiu de um projecto parisiense por motivos financeiros. O realizador, apaixonado pela cidade, já disse que o novo filme será uma comédia romântica.
Esperemos é que o filme seja mais do que um postal ilustrado para justificar dinheiros públicos.
AFP 4 - 03-02-2009 20:01:00 - Cinéma-USA-France-fiscalité
PS - imagens de Everyone Says I Love You.
Annie does it again!
A fotógrafa Annie Leibovitz pegou na ideia cantada por Marvin Gaye, It takes two to make a dream come true, e criou “Something Just Clicked” para mais um número da revista Vanity Fair dedicada a Hollywood.
São algumas das parcerias do Cinema deste ano vistas pelo olhar de Leibovitz. Parcerias reais, cinéfilas ou até, para quebrar as regras, um (grande) homem a solo.
PS - seguindo o link encontram ainda o making of e um vídeo da produção.
03 fevereiro 2009
The Happening
Aconteceu. Pela primeira vez fiquei desiludida com um filme de M. Night Shyamalan. As expectativas eram consideráveis tendo em conta que até hoje gostei de todos os filmes do realizador de Filadélfia. Até The Happening, achei o seu percurso peculiar e corajoso no meio do Cinema actual. O seu olhar, a sua forma de contar histórias, a arte de filmar e de criar ambientes. Quando soube da premissa da história ainda o filme estava a ser filmado, ao ver o primeiro poster, o primeiro trailer, achei realmente que Shyamalan ia voltar a superar-se depois da encantadora fábula de Lady in the Water. No entanto, apesar da premissa que continuo a achar boa, o resultado final é desapontante.
Shyamalan, que continua a dar-nos filmes sobre fé e medo, desilude aqui no lado humano da história. Não sei se por falha do argumento se por falta de direcção de actores, a verdade é que a raros espaços senti uma ligação às personagens. O tom artificial dos actores não ajudou, chegou mesmo a incomodar-me, a distrair-me da história que estava a ser contada. E foi aí que me senti desiludida. Porque o carácter humano das histórias tem sido uma das forças matrizes da filmografia de Shyamalan.
Os melhores momentos do filme são as primeiras cenas no Central Park, que reúnem uma inquietação estranha e os medos e memórias do 11 de Setembro. Também notável é a forma como Shyamalan nos transmite uma sensação de claustrofobia apesar de quase todo o filme se passar a céu aberto, no campo. E depois o facto de, em tempos de exageros tecnológicos, nos fazer sentir outra vez medo do desconhecido. Um agitar de folhas, um restolhar de vegetação, um baloiço que range num braço de árvore. No entanto, estes aspectos positivos não salvam o filme. Além da falta de ligação das personagens, Shyamalan é desastrado na forma pouco subtil como faz passar a mensagem ecológica, nomeadamente através do casal que lhes dá boleia. Um pouco mais conseguida, ainda assim, é a ligação entre o anel das cores e o esquecimento da que representa o amor. Verde. Como a Natureza.
02 fevereiro 2009
01 fevereiro 2009
Cinemateca 02/09
Alguns sublinhados de Fevereiro:
Dia 02 - 21h30 - THE BRIDGES OF MADISON COUNTY de Clint Eastwood
Dia 04 - 21h30 - A STREETCAR NAMED DESIRE de Elia Kazan
Dia 06 - 19h00 - MIDNIGHT IN THE GARDEN OF GOOD AND EVIL de Clint Eastwood
Dia 07 - 15h30 - MARIE ANTOINETTE de Jean Delannoy
Dia 12 - 15h30 - RED RIVER de Howard Hawks
Dia 12 - 22h00 - BORDER INCIDENT de Anthony Mann
Dia 15 - 21h30 - MINNIE AND MOSKOWITZ de John Cassavetes
Dia 17 - 15h30 - I CONFESS de Alfred Hitchcock
Dia 17 - 19h30 - QUANDO UMA MULHER SOBE AS ESCADAS de Mikio Naruse
Dia 19 - 15h30 - THE PARADINE CASE de Alfred Hitchcock
Dia 19 - 21h30 - PICKPOCKET de Robert Bresson
Dia 25 - 19h00 - WINCHESTER 73 de Anthony Mann
Dia 27 - 21h30 - THE FURIES de Anthony Mann



































