Este ano, realizadores e filmes coincidem nas nomeações. É a quinta vez que tal acontece desde 1944. The Curious Case of Benjamin Button tem 13 nomeações, ficou a uma de igualar o recorde de All About Eve e Titanic. Mas há muitos filmes para os quais o número 13 deu sorte. Gone With the Wind, From Here to Eternity, Forrest Gump, todos venceram a estatueta para Melhor Filme.
Na realização, Stephen Daldry volta a ser nomeado pelo filme The Reader. Três filmes realizados, três nomeações, nunca antes aconteceu.
Meryl Streep alcança a 15ª nomeação e segura o recorde. Atrás dela estão Katherine Hepburn e Jack Nicholson, com 12 nomeações cada. Penélope Cruz é a quarta actriz a ser nomeada por um papel bilingue. Em Vicky Cristina Barcelona, balança entre o inglês e o castelhano. E se Kate Winslet não conseguir o prémio para Melhor Actriz, junta-se a Deborah Kerr e Thelma Ritter com 6 nomeações e nenhum Óscar.
Na animação, Wall-E consegue 6 nomeações e iguala o feito de Beauty and the Beast, embora não esteja nomeado para Melhor Filme. E A Valsa de Bashir é o primeiro filme de animação de sempre a conseguir um lugar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Algumas curiosidades sobre a 81ª cerimónia da Academia de Hollywood que acontece logo à noite. O wb torce pelo filme de David Fincher, que também é muito mais realizador do que Danny Boyle alguma vez será. Se não for Fincher e o seu filme, que seja Gus van Sant. Acredito na vitória de Kate Winslet (embora não tenha apreciado o filme) e na de Penélope Cruz (que é o filme). Quanto aos actores, Sean Penn é Harvey Milk e, perdoem-me os fãs mais acérrimos, seria um dos momentos da noite se afinal Heath Ledger não vencesse a estatueta. Mas vai vencer.
22 fevereiro 2009
Oscares 2009
17 fevereiro 2009
Mode: Repeat #16
May i be your favorite Salsa dancer?
(Que voltem cá depressa, porque nunca os vi ao vivo.
Podem clicar na imagem para ouvir a música que voltou a tocar incessantemente por aqui.)
15 fevereiro 2009
Blog things
Não tenho visitantes (muito) estranhos. Há quem tenha as mais mirabolantes buscas no Google, eu não. Normalmente procuram pelo nome - Wasted Blues ou Blues blog - mas há excepções originais:
* blues mais tocado nas cenas romanticas dos filmes
* bollywood "passos de dança"
* Unending Love, de Rabindranath Tagore
* paris j taime wasted blues
* blog po de arroz e clix
* recorte de jornal sobre uma cheia
Sou uma desgraça para responder a desafios de bloggers.
Cheguei a instalar os seguidores, até me dar conta que aquilo não serve para nada. Prefiro a funcionalidade das actualizações dos blogs.
Tenho uma média actual de 80 visitas por dia. Já foram mais, já foram menos.
Já fiz duas longas pausas no blog. É nas pausas ou nos regressos que tenho mais comentários.
Tento sempre responder aos comentários, parece-me boa educação.
Tenho dezenas e dezenas de Mode: Edit por publicar.
Já tive referências/homenagens em blogs que admiro e que me deixaram sem palavras.
Ainda vou publicar um Top 10 de 2008.
14 fevereiro 2009
12 fevereiro 2009
Grapefruit
Na imagem vemos James Cagney, Mae Clarke e... uma toranja. Uma fotografia de 1959 que recorda uma cena famosa do filme Public Enemy (1931) onde Cagney desfazia o fruto na cara da actriz.
Há várias histórias sobre esse momento. Mas a que tem merecido mais crédito conta que os dois combinaram e ensaiaram a cena para pregar uma partida à equipa de filmagens e ver as reacções. Não era suposto a cena ser incluída na montagem final, mas o realizador gostou tanto que decidiu manter o improviso.
A decisão levou a que várias organizações femininas protestassem contra o abuso de Mae Clarke. Mas o marido da actriz terá pensado de outra forma. Segundo contava James Cagney, o marido de Clarke gostou tanto da cena que comprava bilhetes de cinema, para várias sessões, para ver apenas aquele momento.
Graças à toranja também, durante muitos anos, sempre que James Cagney ia a um restaurante, recebia o fruto de graça, cortesia da casa.
PS - cliquem na imagem para recuar até 1931.
11 fevereiro 2009
I'm Not There.
I'm Not There. é um filme multi-facetado. Literalmente. Inspirado pela música e pelas muitas vidas de Bob Dylan, o realizador Todd Haynes mostra-nos como é possível à arte revelar a verdade sem que para isso apenas imite uma concepção de realidade. Mais do que um retrato de Bob Dylan, Haynes procura mostrar, por isso, as várias facetas do músico. Levando à letra a ideia de que todos nós temos máscaras, aqui cada uma dessas máscaras é encarnada por actores (e actriz) diferentes. Cate Blanchett, Christian Bale, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger, Richard Gere and Ben Whishaw tornam-se Dylan num filme que nunca menciona o seu nome, num puzzle de narrativas que se cruzam entre si mas que se mantém independentes umas das outras. Desta forma, vemos Dylan vagabundo. Dylan poeta. Dylan trovador. Dylan profeta e voz de uma geração. Dylan actor. E Dylan estrela de rock.
Para ajudar a esta mistura de géneros e narrativas, Todd Haynes cruza o preto e o branco com cor, imagens de arquivo com homenagens cinéfilas, e cria um filme fascinante e original no seu retrato e (des)construção. Dissertando sobre um homem que se recriava constantemente, sobre essa fuga de nós próprios e o eterno processo do Ser, I'm Not There. deixa-nos, no final, com mais questões do que respostas. Compõem estas peças um homem só? Acho que não. Mas todos essas facetas são essenciais para que consigamos começar a entender a complexidade de uma figura como a de Bob Dylan. Confesso que só agora iniciei essa viagem com mais atenção ao caminho.
10 fevereiro 2009
Pancho by Kusturica
Emir Kusturica está a escrever o argumento para um filme sobre a vida de Pancho Villa. Inspirado no romance The Friends of Pancho Villa, de James Blake, o filme terá produção francesa e será rodado no México, Espanha e Sérvia, ainda no final desde ano ou no início de 2010.
O filme vai chamar-se Seven Friends of Pancho Villa and the Woman With Six Fingers (em tradução livre: Os Sete Amigos de Pancho Villa e a Mulher dos Seis Dedos). Apesar de não ter ainda elenco definido, Kusturica já disse que pretende convidar o espanhol Javier Bardem para o papel de Pancho Villa.
Espero que a mudança de ares faça bem a Emir Kusturica. Sinceramente, depois de Gato Preto, Gato Branco, perdi o interesse.


















