04 fevereiro 2009

Woody à Paris

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Depois de rumores em 2006 e, mais recentemente, em Dezembro, a "quase" confirmação.

Woody Allen vai realizar o próximo filme em Paris, onde o Governo lhe prometeu apoios financeiros. De acordo com a agência France Press, que cita os assessores da ministra francesa da Cultura, o filme será "muito provavelmente" realizado em Paris na segunda metade de 2010.

Há alguns anos, Woody Allen desistiu de um projecto parisiense por motivos financeiros. O realizador, apaixonado pela cidade, já disse que o novo filme será uma comédia romântica.

Esperemos é que o filme seja mais do que um postal ilustrado para justificar dinheiros públicos.

AFP 4 - 03-02-2009 20:01:00 - Cinéma-USA-France-fiscalité

PS - imagens de Everyone Says I Love You.

Annie does it again!

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A fotógrafa Annie Leibovitz pegou na ideia cantada por Marvin Gaye, It takes two to make a dream come true, e criou “Something Just Clicked” para mais um número da revista Vanity Fair dedicada a Hollywood.


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São algumas das parcerias do Cinema deste ano vistas pelo olhar de Leibovitz. Parcerias reais, cinéfilas ou até, para quebrar as regras, um (grande) homem a solo.


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PS - seguindo o link encontram ainda o making of e um vídeo da produção.

03 fevereiro 2009

The Happening

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Aconteceu. Pela primeira vez fiquei desiludida com um filme de M. Night Shyamalan. As expectativas eram consideráveis tendo em conta que até hoje gostei de todos os filmes do realizador de Filadélfia. Até The Happening, achei o seu percurso peculiar e corajoso no meio do Cinema actual. O seu olhar, a sua forma de contar histórias, a arte de filmar e de criar ambientes. Quando soube da premissa da história ainda o filme estava a ser filmado, ao ver o primeiro poster, o primeiro trailer, achei realmente que Shyamalan ia voltar a superar-se depois da encantadora fábula de Lady in the Water. No entanto, apesar da premissa que continuo a achar boa, o resultado final é desapontante.

Shyamalan, que continua a dar-nos filmes sobre fé e medo, desilude aqui no lado humano da história. Não sei se por falha do argumento se por falta de direcção de actores, a verdade é que a raros espaços senti uma ligação às personagens. O tom artificial dos actores não ajudou, chegou mesmo a incomodar-me, a distrair-me da história que estava a ser contada. E foi aí que me senti desiludida. Porque o carácter humano das histórias tem sido uma das forças matrizes da filmografia de Shyamalan.

Os melhores momentos do filme são as primeiras cenas no Central Park, que reúnem uma inquietação estranha e os medos e memórias do 11 de Setembro. Também notável é a forma como Shyamalan nos transmite uma sensação de claustrofobia apesar de quase todo o filme se passar a céu aberto, no campo. E depois o facto de, em tempos de exageros tecnológicos, nos fazer sentir outra vez medo do desconhecido. Um agitar de folhas, um restolhar de vegetação, um baloiço que range num braço de árvore. No entanto, estes aspectos positivos não salvam o filme. Além da falta de ligação das personagens, Shyamalan é desastrado na forma pouco subtil como faz passar a mensagem ecológica, nomeadamente através do casal que lhes dá boleia. Um pouco mais conseguida, ainda assim, é a ligação entre o anel das cores e o esquecimento da que representa o amor. Verde. Como a Natureza.

02 fevereiro 2009

01 fevereiro 2009

Cinemateca 02/09

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Alguns sublinhados de Fevereiro:

Dia 02 - 21h30 - THE BRIDGES OF MADISON COUNTY de Clint Eastwood
Dia 04 - 21h30 - A STREETCAR NAMED DESIRE de Elia Kazan
Dia 06 - 19h00 - MIDNIGHT IN THE GARDEN OF GOOD AND EVIL de Clint Eastwood
Dia 07 - 15h30 - MARIE ANTOINETTE de Jean Delannoy
Dia 12 - 15h30 - RED RIVER de Howard Hawks
Dia 12 - 22h00 - BORDER INCIDENT de Anthony Mann
Dia 15 - 21h30 - MINNIE AND MOSKOWITZ de John Cassavetes
Dia 17 - 15h30 - I CONFESS de Alfred Hitchcock
Dia 17 - 19h30 - QUANDO UMA MULHER SOBE AS ESCADAS de Mikio Naruse
Dia 19 - 15h30 - THE PARADINE CASE de Alfred Hitchcock
Dia 19 - 21h30 - PICKPOCKET de Robert Bresson
Dia 25 - 19h00 - WINCHESTER 73 de Anthony Mann
Dia 27 - 21h30 - THE FURIES de Anthony Mann

31 janeiro 2009

Mode: Edit #47

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

Perfect Blue (Satoshi Kon, 1998)

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Requiem For a Dream (Darren Aronofsky, 2000)

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Também inspirado por Perfect Blue...

21 Grams (Alejandro González Iñárritu, 2003)

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E, quem sabe, a inspirar todos eles...

Trois couleurs: Bleu (Krzysztof Kieslowski, 1993)

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30 janeiro 2009

Milk

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Gosto do Gus van Sant experimental e independente. De Elephant, de Gerry, de My Own Private Idaho. O outro não me entusiasma tanto e não suporto mesmo certos projectos que lhe passaram pela carreira. Agora regressou a esse caminho mais mainstream, mas soube trazer consigo a sensibilidade e o olhar que cultivou nos últimos projectos. E Milk torna-se, por isso, um filme equilibrado e interessante. Muito mais acessível do que os filmes que já referi, é um filme que não cai na banalidade, no facilitismo em que tantos outros filmes que se inspiram em vidas reais acabam por cair.

O retrato que Gus van Sant nos faz de Harvey Milk é honesto e comovente. Um homem que aos 40 anos decide que é tempo de mudar, abandonando uma vida confortável para assumir a sua natureza. Um homem que conhece o amor da sua vida, Scotty, e se muda com ele para a Castro Street, em plena São Francisco dos anos 70, sem saber ainda que essa decisão o iria colocar na história. Um homem que não só sai do armário, como transforma essa saída num movimento político espontâneo, que desafia convenções e preconceitos.

Com a ajuda de imagens de arquivo, Gus van Sant sabe manter o tom certo da história que quer contar. Não é Gus van Sant que apela à causa homossexual, que pede aos gays para se assumirem, mas sim Harvey Milk que os recruta numa mistura de razão e coração, enquanto fala de esperança e mudança. Um líder inesperado que chora quando finalmente vence. Estava mais habituado a perder. Mas os méritos não vão só para o realizador e a história que escolheu contar. Para isso, conta com Sean Penn. Confesso que não está entre os meus actores favoritos e até considero que muitas vezes repete o registo, mas aqui Sean Penn é Harvey Milk.

29 janeiro 2009

The Curious Case of Benjamin Button

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The Curious Case of Benjamin Button não herda muito do conto que lhe dá nome. Uma história de F. Scott Fitzgerald, escrita nos anos 20, sobre um homem que nasce velho e se torna jovem com o passar dos anos. Essa premissa está no filme de David Fincher que, no entanto, segue outros caminhos para contar esta história. O resultado é um fascinante e tocante filme sobre o passar do tempo. Sobre a essência da vida e da morte e todos os momentos que temos pelo meio. E daquilo que dura para além desse tempo que nos é dado.

Sempre gostei do tempo. Das questões do tempo, das histórias que o contornam, que desafiam os seus limites. Dessa obsessão que nos faz pensar, por vezes, no tic-tac dos relógios e dos segundos, dos momentos que passam e não podem ser repetidos. Como este segundo em que escrevo esta palavras, estas linhas, e que não se pode repetir. Porque não haverá outro segundo igual a este. Admito, por isso, que o meu fascínio por The Curious Case of Benjamin Button passe por todas estas questões. Mas não só. Este é um filme que podia, facilmente, perder-se na sua premissa curiosa. Mas o tom de fábula sobre um homem que vive ao contrário não se perde à medida que conhecemos a sua história. Benjamin Button desde cedo agradece cada ano que vive, depois de lhe terem dito que não viveria muitos. Rodeado de idosos, no lar onde vive, cedo aprende também a lidar com a morte, com a perda daqueles que ama e conhece. E enquanto acompanhamos Benjamim a tornar-se mais jovem na aparência e a amadurecer com experiência de vida, também percebemos como triste pode ser o destino de um homem que nasceu no dia em que um relógio foi criado para trazer o tempo de volta.

Nem todos somos tocados pelas mesmas histórias, pelos mesmos temas. Uma canção, um livro, um filme, uma pessoa, tudo nos toca de forma diferente. A mim, este curioso caso tocou-me. A vida de Benjamin, as pessoas que conheceu, a sua Daisy, os lugares que descobriu, as viagens que fez, numa vida igual a tantas outras, se não fosse aquele tic-tac ao contrário. Mas mesmo nessa lógica, Benjamin procura o que todos procuramos. Aproveitar momentos, fazer escolhas, viver. Essa vontade de viver, porque o tempo nos persegue, seja por que ordem for.