The Curious Case of Benjamin Button não herda muito do conto que lhe dá nome. Uma história de F. Scott Fitzgerald, escrita nos anos 20, sobre um homem que nasce velho e se torna jovem com o passar dos anos. Essa premissa está no filme de David Fincher que, no entanto, segue outros caminhos para contar esta história. O resultado é um fascinante e tocante filme sobre o passar do tempo. Sobre a essência da vida e da morte e todos os momentos que temos pelo meio. E daquilo que dura para além desse tempo que nos é dado.
Sempre gostei do tempo. Das questões do tempo, das histórias que o contornam, que desafiam os seus limites. Dessa obsessão que nos faz pensar, por vezes, no tic-tac dos relógios e dos segundos, dos momentos que passam e não podem ser repetidos. Como este segundo em que escrevo esta palavras, estas linhas, e que não se pode repetir. Porque não haverá outro segundo igual a este. Admito, por isso, que o meu fascínio por The Curious Case of Benjamin Button passe por todas estas questões. Mas não só. Este é um filme que podia, facilmente, perder-se na sua premissa curiosa. Mas o tom de fábula sobre um homem que vive ao contrário não se perde à medida que conhecemos a sua história. Benjamin Button desde cedo agradece cada ano que vive, depois de lhe terem dito que não viveria muitos. Rodeado de idosos, no lar onde vive, cedo aprende também a lidar com a morte, com a perda daqueles que ama e conhece. E enquanto acompanhamos Benjamim a tornar-se mais jovem na aparência e a amadurecer com experiência de vida, também percebemos como triste pode ser o destino de um homem que nasceu no dia em que um relógio foi criado para trazer o tempo de volta.
Nem todos somos tocados pelas mesmas histórias, pelos mesmos temas. Uma canção, um livro, um filme, uma pessoa, tudo nos toca de forma diferente. A mim, este curioso caso tocou-me. A vida de Benjamin, as pessoas que conheceu, a sua Daisy, os lugares que descobriu, as viagens que fez, numa vida igual a tantas outras, se não fosse aquele tic-tac ao contrário. Mas mesmo nessa lógica, Benjamin procura o que todos procuramos. Aproveitar momentos, fazer escolhas, viver. Essa vontade de viver, porque o tempo nos persegue, seja por que ordem for.
29 janeiro 2009
The Curious Case of Benjamin Button
23 janeiro 2009
14 janeiro 2009
Editora por um dia!
10 mulheres. Nem mais nem menos. E do Cinema, claro.
Hoje o belo blog do Miguel veste-se de preto e branco para me receber. A mim só me resta agradecer o convite e a honra.
08 janeiro 2009
07 janeiro 2009
03 janeiro 2009
Notebook 2009
Por ordem de ansiedade, curiosidade ou expectativa...
O notebook de 2008.
Não houve muitas desilusões. Apenas o filme de Miyazaki não estreou (daí a repetição no notebook deste ano). E shame on you, distribuidoras, por não estrearem Be Kind Rewind!
No notebook de 2009 não incluo Vicky Cristina Barcelona, pois vi o filme no Estoril Film Festival.
02 janeiro 2009
Cinemateca 01/09
Alguns sublinhados de Janeiro:
Dia 05 - 19h00 - SOMEBODY UP THERE LIKES ME de Robert Wise
Dia 07 - 19h30 - THE LEFT-HANDED GUN de Arthur Penn
Dia 09 - 21h30 - THE NAKED SPUR de Anthony Mann
Dia 13 - 19h00 - PER UN PUGNO DI DOLLARI de Sergio Leone
Dia 15 - 19h00 - EL ANGEL EXTERMINADOR de Luis Buñuel
Dia 15 - 21h30 - BIRD de Clint Eastwood
Dia 16 - 15h00 - WHITE HUNTER, BLACK HEART de Clint Eastwood
Dia 17 - 15h00 - PEAU D'ÂNE de Jacques Demy
Dia 20 - 19h00 - PER QUALQUE DOLLARI IN PIÚ de Sergio Leone
Dia 21 - 21h30 - MA NUIT CHEZ MAUDE de Eric Rohmer
Dia 24 - 19h00 - LES DEUX ANGLAISES ET LE CONTINENT de François Truffaut
Dia 28 - 19h30 - UNFORGIVEN de Clint Eastwood
Dia 28 - 21h30 - A PERFECT WORLD de Clint Eastwood


















