Doctor in Pub: Foreigners somehow expect the squares of London to be fog-wreathed, full of hansom cabs and *littered* with ripped whores, don't you think?
Frenzy (Alfred Hitchcock, 1972)
05 junho 2008
London calling II
04 junho 2008
London calling I
Christopher Wilton: This is 225 a week?
Estate Agent: Well, it's London, mate. Bang, mate, you know? If you don't like it, move to Leeds. D'you know what I mean?
Match Point (Woody Allen, 2005)
01 junho 2008
Peeping Tom
Surpreendida, mas de certa forma admiro o estilo. Sem despedidas.
No entanto, deixa saudades. E junto-me a outras vozes.
30 maio 2008
Mode: Edit #43
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
29 maio 2008
Forty cars
[after Ellen stops a car by showing her leg]
Peter Warne: Why didn't you take off all your clothes? You could have stopped forty cars.
Ellie: Well, ooo, I'll remember that when we need forty cars.
It Happened One Night (Frank Capra, 1934)
28 maio 2008
K.
Ar altivo, de impertinência. Figura esguia mas atlética. Uma forma distinta de falar. E uma personalidade forte. De quem não gosta de se enganar, de quem não (se) perdoa facilmente. Uma persona tão marcante, que chamou "Me" à sua autobiografia. Pouco convencional e pouco Hollywood. Chegou a ser apelidada de veneno de bilheteira. Costumava ir a entrevistas com fatos de homem. E muitas mulheres lhe seguiram o exemplo. Começando a usar calças numa época de saias. Não gostava de jornalistas. Recusava entrevistas. E dava respostas irónicas. Também não gostava de dar autógrafos. O que levou alguns a chamá-la de arrogante. Quase foi Scarlet O'Hara. Mas queria sê-la sem sex appeal. Foi nomeada ao Óscar 12 vezes. Venceu quatro. Viveu um dos maiores romances do Cinema. Mas ele nunca deixou a mulher. No ecrã, estiveram juntos nove vezes. Era ruiva. Fã de John Gilbert e Greta Garbo. Não gostava de Meryl Streep, sua rival de nomeações nos Óscares. Adorava jogar golfe e ténis. E nadar. E tomar duches frios. Recusava duplas, nenhuma ficava direita o suficiente. Costumava dizer que uma actriz sem personalidade não era uma estrela. Ela era. Não lhe faltava nada.
23 maio 2008
13 maio 2008
Lincoln
Steven Spielberg vai realizar um filme sobre a vida de Abraham Lincoln. E a estreia vai ser calculada para coincidir com o 200º aniversário do nascimento do antigo presidente dos Estados Unidos.
As fimagens devem começar em 2009, depois de Spielberg terminar a adaptação para o grande ecrã das aventuras de Tintin. O protagonista, ao que tudo indica, é Liam Neeson.
AFP 4 - 12-05-2008 21:07:00 - USA-cinéma-histoire-people
10 maio 2008
05 maio 2008
Les grandes jambes
"Les grandes jambes et les plans trop petits qui les acueillent." - Louis Skorecki
"A composição plástica da personagem (e, de novo, diante de Fonda, todos os elogios são poucos). Este ou nos é mostrado verticalmente (numa vertical acentuada pelo chapéu alto e pelo incrível modo de olhar) ou horizontalmente (Fonda de perna estendida, quase deitado, em muitas das sequências capitais). Num caso ou noutro, trata-se de preencher as duas dimensões do ecran e de nos mostrar uma dimensão que tanto se pode perfilar como se pode alongar: a figura erecta e a figura distendida dominam igualmente o décor." - João Bénard da Costa
Young Mr. Lincoln (John Ford, 1939)
01 maio 2008
Bowlegged
Klara: When you came to the cafe that night, I was pretty rude, wasn't I?
Alfred: Oh, no. No.
Klara: Yes, I was. Don't you remember? Why, I called you bowlegged.
Alfred: I was going to prove to you that I wasn't. I was going to go out to the street and pull up my trousers.
Klara: Would you mind very much if I asked you to pull them up now?
The Shop Around the Corner (Ernst Lubitsch, 1940)
(Desta vez, Margaret Sullavan e James Stewart)
Cinemateca 05/08
Alguns sublinhados de Maio:
Dia 02 - 15h30 - NINOTCHKA de Ernst Lubitsch
Dia 02 - 21h30 - VERTIGO de Alfred Hitchcock
Dia 08 - 15h30 - REFLECTIONS IN A GOLDEN EYE de John Huston
Dia 08 - 21h30 - À BOUT DE SOUFFLE de Jean-Luc Godard
Dia 13 - 19h00 - L’AVVENTURA de Michelangelo Antonioni
Dia 14 - 21h30 - UNDERGROUND de Emir Kusturica
Dia 19 - 19h00 - THE NAKED SPUR de Anthony Mann
Dia 20 - 19h00 - LA RAGAZZA CON LA VALIGIA de Valerio Zurlini
Dia 24 - 21h30 - PICK-UP ON SOUTH STREET de Samuel Fuller
Dia 28 - 15h30 - A STREETCAR NAMED DESIRE de Elia Kazan
Dia 30 - 15h30 - DESIGNING WOMAN de Vincente Minnelli
Balanço Abril - 0
30 abril 2008
29 abril 2008
Jell-O on springs!
Jerry: Will you look at that! Look how she [Marilyn Monroe] moves! It's like Jell-O on springs! Must have some sort of built-in motor or something. I tell you, it's a whole different sex!
Some Like it Hot (Billy Wilder, 1959)
(As pernocas são de Jack Lemmon e Tony Curtis)
25 abril 2008
Mode: Edit #42
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
24 abril 2008
Indie + Cannes 2008
Começa hoje o Indie Lisboa! Trata-se da 5ª edição do Festival de Cinema Independente, que vai decorrer de 24 de Abril a 4 de maio, com a exibição de 238 filmes de 40 países. O Indie 2008 abre com a antestreia de My Blueberry Nights, de Wong Kar Wai, um filme que inaugurou o Festival de Cannes do ano passado.
Por falar em Cannes, já foi revelada a lista dos vinte candidatos à Palma de Ouro deste ano. Entre eles, os últimos filmes realizados por Clint Eastwood, Steven Soderbergh e Wim Wenders. Fora de competição, destaque para Vicky Cristina Barcelona, realizado por Woody Allen e o quarto Indiana Jones, de Steven Spielberg. O Festival de Cannes decorre de 14 a 25 de Maio e o júri é presidido pelo actor norte-americano Sean Penn.
A lista dos filmes:
24 City, de Jia Zhangke
Adoration, de Atom Egoyan
Che, de Steven Soderbergh
Changeling, de Clint Eastwood
Delta, de Kornel Mundruczo
La Frontière se L'aube, de Philippe Garrel
Gomorra, de Matteo Garrone
Il Divo, de Paolo Sorrentino
Leonera, de Pablo Trapero
Linha de Passe, de Daniela Thomas e Walter Salles
My Magic, de Eric Khoo
La Mujer Sin Cabeza, de Lucrecia Martel
The Palermo Shooting, de Wim Wenders
Serbis, de Brillante Mendonza
Le Silence de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne
Synecdoche, New York, de Charlie Kaufman
Üç Maymun (Three Monkeys), de Nuri Bilge Ceylan
Un Conte de Noël, de Arnaud Desplechin
Waltz With Bashir, de Ari Folman
23 abril 2008
22 abril 2008
Escrita casual
Há dias assim. Em que descubro que mais um blog de que gostava, parou. Ou encerrou. Infelizmente, têm sido mais do que esperava. E a par desses fechar de portas, assisto também à morte lenta de outros interessantes projectos. Um texto aqui, uma imagem ali. A adiar o que, se calhar, é inevitável. Porque também aqui, neste "mundo", há ciclos. Porque somos todos reais por detrás destas linhas que escrevemos. E há outras vidas. Outros projectos. Não. O wb ainda não terminou. Nem está a fechar a porta. Não hoje. Mas admito que já estive mais longe de o fazer.
Edit (23 de Abril): Afinal a escrita casual só parou. Uma espécie de respirar fundo.
21 abril 2008
The Darjeeling Limited
Quando, há uns anos, entrei numa sala de cinema lisboeta para ver The Tenenbaums desconhecia por completo o nome de Wes Anderson. Mas, aos primeiros minutos, fui seduzida por uma família disfuncional, apresentada em capítulos. Wes Anderson virava as páginas do seu livro imaginário e mostrava-se senhor de um universo único. Pleno de pormenores visuais, de gags repetidos, de personagens que tinham tanto de bizarria como de ternura. Um universo habitado pelo pouco convencional, situado num tempo e espaço muito próprios. Porque a Nova Iorque dos Tenenbaums é uma cidade diferente, tal como a Índia dos Whitman nos parece perdida no tempo. Quase parada, arriscaria, caso não fosse o ritmo marcado por um comboio muito particular. The Darjeeling Limited.
É nesse comboio, que podia ter o nome de Belafonte, que os irmãos Whitman se (re)encontram, um ano após a morte do pai, para embarcarem numa viagem espiritual e de auto-descoberta pela mítica Índia. Um cenário que pode ser diferente das anteriores viagens de Wes Anderson, mas que nos leva ao mesmo local. Tenenbaum, Zissou, Whitman, nomes diferentes para os mesmos seres disfuncionais. Num filme que quer ser sentido, porque todo ele é emoção.
Aqui, neste filme que foi beber inspiração a The River, mantém-se ainda outra das particularidades que me atraem no mundo de Anderson. O pouco. O muito que se diz com quase nada. Um gag que se repete - aquelas malas, aquele cinto. As metáforas visuais. Os silêncios e tudo o que não passa pelos diálogos imensos. E depois há a música que acompanha este track movie (road movie?), enriquecida por The Kinks ou as melodias de clássicos do cinema indiano e de um realizador que ainda não descobri, Satyajit Ray.
19 abril 2008
Mode: Repeat #15
(Primeiro, cliquem na imagem para ouvir a música. Depois, se não ficarem por lá perdidos podem voltar aqui.)
Na América que tinha deixado para trás muitos anos antes, Nina Simone subiu de novo a um palco de Nova Iorque para dar um concerto ao vivo.
Tinha um vestido africano, azul claro. Abanava os braços no ar e pairava quase em desequilibrio. Entre outros, cantou o tema de Bob Dylan "Just Like a Woman" e logo a seguir ao verso "... but she breaks just like a little girl" disse, na voz grave que a caracterizava, "I'm not a little girl".
Tinha na altura 67 anos, longe iam os tempos de meninice, quando ainda respondia pelo nome de Eunice Waymon. A sexta de oito filhos, quatro raparigas e o mesmo número de rapazes. Só aos 21 anos se tornou Nina Simone. Nina, de pequena, o nome dado por um antigo namorado. E Simone, de Simone Signoret, uma actriz francesa de quem gostava muito.
Senhora de um talento imenso. Cheia de luta e de vida. Para mim, a voz.





















