15 abril 2008

Claudia

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Guido: No, that's how it begins. Then he meets a girl at the springs. She gives him water to heal him. She's beautiful... young, yet ancient... child, yet already a woman... authentic, complete. It's obvious that she could be his salvation. [Looks over at Claudia] - 8 1/2 (Federico Fellini, 1963)

Don Fabrizio: [to Angelica] You own everything to yourself. No one can resist your beauty. - Il Gattopardo (Luchino Visconti, 1963)

Cheyenne: [to Jill] You know what? If I was you, I'd go down there and give those boys a drink. Can't imagine how happy it makes a man to see a woman like you. Just to look at her. And if one of them should pat your behind, just make believe it's nothing. They earned it. - Once Upon a Time in the West (Sergio Leone, 1968)

À Claudia, que faz hoje 70 anos. 50 de carreira. Outros tantos a fazer sonhar, como uma das últimas estrelas de um Cinema que não há mais.

14 abril 2008

Juno

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Comédia que chega do circuito independente, Juno é a história de uma gravidez inesperada. Com apenas 16 anos, Juno sabe que não está preparada para ser mãe. Por isso, resolve dar o seu filho (ainda por nascer) a Mark e Vanessa, um casal infértil. Temas que, à partida, seriam complicados mas que o filme sabe contornar, escapando aos clichés do género, sem moralismos desnecessários. Repleto de diálogos palavrosos e "espontâneos", o filme é também uma história de crescimento. De como Juno se vê confrontada com decisões que exigem maturidade e se descobre a si própria. Porque a Juno que conhecemos no início não é a mesma rapariga que encontramos no final.

Quando o filme começou a ganhar popularidade, cedo surgiram as comparações a Little Miss Sunshine. Entende-se porquê (embora prefira a família disfuncional da carrinha amarela). Filmes independentes, visões originais de temas complicados, uma coolness contagiante e bandas sonoras escolhidas a dedo. Mas, apesar de ter gostado de ambos, não deixo de sentir alguma sobrevalorização. Principalmente em Juno que, por vezes, exagera na tal coolness, ansiando pela diferença e originalidade, descurando alguma da naturalidade que gostamos de ver nestas personagens.

Ainda assim, Juno é de uma frescura que sabe bem. Um feel good movie que Ellen Page interpreta com graça e inteligência. "I'm a planet", grita a certa altura, e não podia estar mais certa.

13 abril 2008

L.

O seu nome verdadeiro não tinha qualquer glamour. Mas os mais próximos continuaram a usá-lo. Ao nome artístico acrescentou um L. Nova-iorquina. Metade romena. Muito alta e elegante. Com um olhar cheio de impertinência. Um nariz de ar altivo. E uma voz grave. Muito grave. Queria ser bailarina. Começou como modelo. Uma fotografia levou-a a um casting que lhe mudou a vida. No cinema, porque se criou um mito. Nunca uma mulher segurou um cigarro assim. No amor, porque conheceu outro mito. Dividiu quatro filmes com esse amor. Que fariam as delícias dos fãs. Grande amiga de Katherine Hepburn. E de Gregory Peck. Pertenceu ao original rat pack. Foi Margo, mas no teatro. No cinema o papel coube a Bette Davis. Apenas foi nomeada uma vez ao Óscar. Mas venceu outros prémios. Estava no mesmo prédio de John Lennon quando o Beatle foi atingido. E ouviu o tiro. É prima de Shimon Peres. Venceu o National Book Award com a sua autobiografia. Continua a representar. Diz que não vai parar enquanto tiver saúde. Considera que a maioria dos actores actuais só quer a fama. E que as actrizes são todas iguais. Nem as consegue distinguir. Afirma que esta é uma Era onde não há verdadeiras estrelas. Só deixou de fumar nos anos 80. Mas o cigarro ficou-lhe fixado entre os dedos na história do Cinema. Colocou um apito de ouro no caixão do seu amor. Os cinéfilos sabem porquê.

10 abril 2008

Génio

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Rita: [on why she divorced Orson Welles] "I can't take his genius any more".

09 abril 2008

No Country For Old Men

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A moeda atirada ao ar para decidir destinos é a imagem de marca de um misterioso assassino que ronda uma pequena cidade do Texas. A paisagem é de western, mas os bons e os maus confundem-se por aqui. Os tempos são outros, vaticina uma voz rouca. As terras de cowboys e índios deram lugar aos traficantes de droga. A violência é fria, os valores estão em falta. E essa voz rouca não se revê no que o rodeia. Porque este país não é para velhos.

Levelyn Moss é a presa da figura vestida de negro. Um veterano do Vietname que, ao encontrar o palco mortal de uma negociação de droga que correu mal, leva consigo uma mala com dois milhões de dólares. Mas o sonho do dinheiro rápido coloca-lhe um "homem pior do que a peste" no encalço. Anton Chigurh... "Sugar"?... de seu nome. Um fantasma, frio, de poucas palavras, psicótico e violento. Sempre acompanhado pela dita moeda e uma pressão de ar.

No Country For Old Men teve origem no livro de Cormac McCarthy. Filme de silêncios, de suspense, de alguns longos diálogos e quase sem música, onde não habita apenas a violência mas também a reflexão herdada do livro que o inspirou. Sobre o tempo que passa e as mudanças que ocorrem. Sobre a cara e a coroa. Sobre as decisões que tomamos e as consequências desses actos. Uma grande obra dos Coen cujo final não vou esquecer tão cedo. Como aquela figura negra não pode desaparecer, porque faz parte de tudo. Como, por instantes, algo lhe foge ao controlo porque alguém ousou quebrar-lhe as regras. Brilhante.

08 abril 2008

Anywhere I lay my head

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Que Scarlett Johansson está quase a lançar o seu primeiro álbum já não é novidade. Que vai cantar músicas de Tom Waits também não. Tão pouco é notícia que David Bowie empresta talento ao disco.

A novidade é a capa do álbum que vai ser lançado no dia 20 de Maio. E só posso dizer... espero que o som compense a imagem.

Quanto ao alinhamento, lamento (ou talvez não) a ausência de "Red Shoes by the Drugstore".

01. "Fawn"
02. "Town With No Cheer"
03. "Falling Down"
04. "Anywhere I Lay My Head"
05. "Fannin’ Street"
06. "Song for Jo"
07. "Green Grass"
08. "I Wish I Was in New Orleans"
09. "I Don’t Want to Grow Up"
10. "No One Knows I’m Gone"
11. "Who Are You?"

Do contra

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Charles Heston não era um grande actor. E como pessoa defendia valores com os quais não me identifico. Por isso, este blog não lhe presta qualquer homenagem.

PS - na imagem, em Touch of Evil (de Orson Welles).

07 abril 2008

Mode: Edit #41

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

Roman Holiday (William Wyler, 1953)

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Paprika (Satoshi Kon, 2006)

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