14 fevereiro 2008

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Imagens de Irma la Douce, Billy Wilder (1963)

12 fevereiro 2008

Paris, je t'aime

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São 18. E, como calculava, compõem um todo desconcertado, onde a maioria das curtas-metragens não transmite nada, muito menos Paris e amor. Paris, je t'aime é um filme em pedaços de cerca de 8 minutos, cada um realizado por um cineasta. Uma manta de retalhos que até podia funcionar em teoria mas, na prática, se divide entre poucos bons momentos e outros completamente dispensáveis, entre uma vasta mediania.

O retalho que mais me tocou foi «Loin du 16ème», de Walter Salles e Daniela Thomas, que conta a história de uma jovem mãe emigrante. Todos os dias, acorda de madrugada e deixa o seu bebé num infantário. Depois de um longo percurso, que separa os subúrbios onde vive do 16ème, descobrimos que o seu trabalho é tomar conta de um bebé.

A beleza desta curta está na sua aparente simplicidade. Mal existem palavras, tudo se conta numa melodia e num olhar. A primeira vez que ouvimos a melodia, ela é acompanhada de um olhar de mãe, com um amor do tamanho do mundo. Tudo está naquele sorriso, nas mãos que se mexem e tocam o bebé, que o fazem sorrir. Mas, quando voltamos a ouvir a mesma melodia, já não há olhar, os gestos são mecânicos e o bebé, que também sorri, aparece desfocado. Uma melodia e um olhar e é tudo. E é tanto.

Além de «Loin du 16ème», destaco ainda as curtas «Quais de Seine» de Gurinder Chadha, «Place des Fêtes» de Oliver Schmitz, «Faubourg Saint-Denis» de Tom Tykwere e «14ème arrondissement» de Alexander Payne.

11 fevereiro 2008

Roy Scheider

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Roy Scheider (1932-2008)

Um rosto feito a escopro e martelo.

A melhor descrição que li sobre o carismático actor, dono desse rosto esculpido à anos 70.

09 fevereiro 2008

Mode: Edit #39

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

You Only Live Once (Fritz Lang, 1937)

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Sin City (Frank Miller e Robert Rodriguez, 2005)

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08 fevereiro 2008

Sweeney Todd

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Ansiei pela estreia durante meses. Sweeney Todd tinha, à partida, todos os ingredientes (palavra pouco inocente) para ser um ilustre membro do universo criado por Tim Burton. Elementos góticos, Johnny Depp e uma história de contornos exagerados, baseada num mito urbano que nasceu na antiga Londres do século XIX. O mito de um barbeiro cruel que, em 1973, o dramaturgo britânico Christopher Bond transforma num homem à procura de vingança. A peça seria adaptada, seis anos depois, para um musical da Broadway. Ultrapassado o choque da estreia, que levou grande parte do público a abandonar a sala, Sweeney Todd acabaria por alcançar sucesso e prestígio.

Agora Sweeney Todd chega ao cinema, em tons de negrume e sangue, mas a história, que já era simples, torna-se esquemática e até previsível. Tim Burton mantém-se demasiado preso a uma estrutura teatral, movimentando-se em poucos espaços, espartilhando a intriga e o desenvolvimento das personagens. Não menciono aqui as personagens defendidas por Johnny Depp ou Helena Bonham Carter, mas o simplismo do jovem casal ou o pouco espaço dado a Alan Rickman.

Depois, há toda a carga musical. Mesmo sendo admiradora de alguns musicais clássicos (e de alguns menos clássicos), senti que a opção de contar a história através das músicas nem sempre funcionou. Em vários momentos do filme, essa opção torna-se repetitiva e quase monótona. Decerto que há músicas que funcionam muito bem, como é o caso das que se referem às empadas, as piores de Londres e as que têm novos ingredientes; ou ainda aquela onde Johnny Depp brilha, oferencendo os seus serviços pelas ruas sombrias. Mas, em várias alturas, senti que faltou sintonia, ou melhor, harmonia, entre esses momentos musicais e a acção propriamente dita.

No fundo, estas linhas custam-me a escrever. Vi todos os filmes de Tim Burton e alguns são, para mim, verdadeiras obras-primas. Como Ed Wood. Mas Sweeney Todd vive com essa pesada herança. E, por isso, a desilusão.

07 fevereiro 2008

3:10 to Yuma

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Em 3:10 to Yuma não há relógios que aumentam de tamanho como acontecia, em High Noon. Ali, os relógios cresciam para nos dar o peso dos minutos, o tic-tac nervoso que Gary Cooper queria parar, enquanto ansiava a chegada de um comboio e de uma vingança. Aqui, o comboio não traz vinganças, leva histórias e prisioneiros. Mas os relógios, que são de bolso, têm o mesmo peso.

Em 3:10 to Yuma também não há renascimentos, porque o Western nunca morreu. Custa-me sempre ler sobre esses alegados óbitos, quando os géneros não acabam, são adaptados, modernizados ou revisitados, como acontece no filme de James Mangold.

Adaptado de um pequeno conto de Elmore Leonard, filmado em 1957, recuperado agora, o filme conta a história de Dan Evans e Ben Wade, dois homens em lados diferentes da justiça, mas cúmplices na natureza. Evans é um homem simples, que procura sobreviver num rancho que morre a cada dia que passa sob a sombra do progresso. Perdeu uma perna na guerra, tem de sustentar a mulher e os dois filhos e há muito que perdeu a confiança em si próprio. Wade é um dos mais temidos bandidos da região, reza a lenda que tem a mão de Deus e poucos escrúpulos.

O destino junta estes homens e um prazo. Evans terá de levar Wade até ao comboio das 3:10 com destino a Yuma. Mas tudo o que se constrói até essa posição dos ponteiros, ultrapassa qualquer prazo, qualquer destino. A cumplicidade separada por valores, os valores unidos pela cumplicidade e a relação entre dois homens, baseada no respeito mútuo e na honra. 3:10 to Yuma é, acima de tudo, um bom Western sobre descoberta e redenção.

Bang bang

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"Tudo começou com certas cenas de High Noon em que Gary Cooper procurava ajuda e ninguém lha dava. Era tanto mais estúpido da parte dele, quando no fim do filme, sozinho, era capaz de fazer o trabalho todo. E disse com os meus botões: vou fazer exactamente o contrário, vou adoptar um ponto de vista verdadeiramente profissional. Como Wayne diz, quando lhe oferecem ajuda: «se são bons, quero-os. Se não, sou eu que tenho que tomar conta deles». Foi assim que fiz, exactamente ao contrário de High Noon, que me irritou tanto que decidi fazer uma obra em tudo oposta àquela".

Howard Hawks, sobre Rio Bravo


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06 fevereiro 2008

Elas em Barcelona

Vicky,


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Christina,

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e Maria Elena ...

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... em Barcelona, no novo filme de Woody Allen.

Até parece um elenco de Almodóvar, porque também por aqui anda Javier Barden.