11 fevereiro 2008

Roy Scheider

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Roy Scheider (1932-2008)

Um rosto feito a escopro e martelo.

A melhor descrição que li sobre o carismático actor, dono desse rosto esculpido à anos 70.

09 fevereiro 2008

Mode: Edit #39

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

You Only Live Once (Fritz Lang, 1937)

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Sin City (Frank Miller e Robert Rodriguez, 2005)

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08 fevereiro 2008

Sweeney Todd

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Ansiei pela estreia durante meses. Sweeney Todd tinha, à partida, todos os ingredientes (palavra pouco inocente) para ser um ilustre membro do universo criado por Tim Burton. Elementos góticos, Johnny Depp e uma história de contornos exagerados, baseada num mito urbano que nasceu na antiga Londres do século XIX. O mito de um barbeiro cruel que, em 1973, o dramaturgo britânico Christopher Bond transforma num homem à procura de vingança. A peça seria adaptada, seis anos depois, para um musical da Broadway. Ultrapassado o choque da estreia, que levou grande parte do público a abandonar a sala, Sweeney Todd acabaria por alcançar sucesso e prestígio.

Agora Sweeney Todd chega ao cinema, em tons de negrume e sangue, mas a história, que já era simples, torna-se esquemática e até previsível. Tim Burton mantém-se demasiado preso a uma estrutura teatral, movimentando-se em poucos espaços, espartilhando a intriga e o desenvolvimento das personagens. Não menciono aqui as personagens defendidas por Johnny Depp ou Helena Bonham Carter, mas o simplismo do jovem casal ou o pouco espaço dado a Alan Rickman.

Depois, há toda a carga musical. Mesmo sendo admiradora de alguns musicais clássicos (e de alguns menos clássicos), senti que a opção de contar a história através das músicas nem sempre funcionou. Em vários momentos do filme, essa opção torna-se repetitiva e quase monótona. Decerto que há músicas que funcionam muito bem, como é o caso das que se referem às empadas, as piores de Londres e as que têm novos ingredientes; ou ainda aquela onde Johnny Depp brilha, oferencendo os seus serviços pelas ruas sombrias. Mas, em várias alturas, senti que faltou sintonia, ou melhor, harmonia, entre esses momentos musicais e a acção propriamente dita.

No fundo, estas linhas custam-me a escrever. Vi todos os filmes de Tim Burton e alguns são, para mim, verdadeiras obras-primas. Como Ed Wood. Mas Sweeney Todd vive com essa pesada herança. E, por isso, a desilusão.

07 fevereiro 2008

3:10 to Yuma

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Em 3:10 to Yuma não há relógios que aumentam de tamanho como acontecia, em High Noon. Ali, os relógios cresciam para nos dar o peso dos minutos, o tic-tac nervoso que Gary Cooper queria parar, enquanto ansiava a chegada de um comboio e de uma vingança. Aqui, o comboio não traz vinganças, leva histórias e prisioneiros. Mas os relógios, que são de bolso, têm o mesmo peso.

Em 3:10 to Yuma também não há renascimentos, porque o Western nunca morreu. Custa-me sempre ler sobre esses alegados óbitos, quando os géneros não acabam, são adaptados, modernizados ou revisitados, como acontece no filme de James Mangold.

Adaptado de um pequeno conto de Elmore Leonard, filmado em 1957, recuperado agora, o filme conta a história de Dan Evans e Ben Wade, dois homens em lados diferentes da justiça, mas cúmplices na natureza. Evans é um homem simples, que procura sobreviver num rancho que morre a cada dia que passa sob a sombra do progresso. Perdeu uma perna na guerra, tem de sustentar a mulher e os dois filhos e há muito que perdeu a confiança em si próprio. Wade é um dos mais temidos bandidos da região, reza a lenda que tem a mão de Deus e poucos escrúpulos.

O destino junta estes homens e um prazo. Evans terá de levar Wade até ao comboio das 3:10 com destino a Yuma. Mas tudo o que se constrói até essa posição dos ponteiros, ultrapassa qualquer prazo, qualquer destino. A cumplicidade separada por valores, os valores unidos pela cumplicidade e a relação entre dois homens, baseada no respeito mútuo e na honra. 3:10 to Yuma é, acima de tudo, um bom Western sobre descoberta e redenção.

Bang bang

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"Tudo começou com certas cenas de High Noon em que Gary Cooper procurava ajuda e ninguém lha dava. Era tanto mais estúpido da parte dele, quando no fim do filme, sozinho, era capaz de fazer o trabalho todo. E disse com os meus botões: vou fazer exactamente o contrário, vou adoptar um ponto de vista verdadeiramente profissional. Como Wayne diz, quando lhe oferecem ajuda: «se são bons, quero-os. Se não, sou eu que tenho que tomar conta deles». Foi assim que fiz, exactamente ao contrário de High Noon, que me irritou tanto que decidi fazer uma obra em tudo oposta àquela".

Howard Hawks, sobre Rio Bravo


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06 fevereiro 2008

Elas em Barcelona

Vicky,


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Christina,

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e Maria Elena ...

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... em Barcelona, no novo filme de Woody Allen.

Até parece um elenco de Almodóvar, porque também por aqui anda Javier Barden.

05 fevereiro 2008

Expiação

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expiação
do Lat. expiatione

s. f., acto para aplacar a divindade; castigo ou sofrimento de pena, imposto ao delinquente, como uma compensação do delito praticado; penitência; reparação.

Até hoje só li um livro de Ian McEwan, Amesterdão. Foi há alguns anos e confesso que das palavras e da história só tenho uma vaga recordação, mas uma boa recordação. Depois, porque há tanto para ler, tanto para ver, não voltei ao autor até Expiação. Agora, que comecei a virar as páginas do livro, as personagens já têm rostos. Tenho pena. Gosto sempre de ler os livros primeiro, quando a minha própria imaginação reina.

O filme vi há uma semana. A sensação que me deixou foi a de uma obra desequilibrada, entre uma primeira parte de louvar e um meio perdido, até chegar ao final triste, surpreendente e até belo. O acto primeiro de Atonement tem o dom de nos envolver naquela época, de querer conhecer aqueles personagens. Sempre gostei de filmes que nos permitem usar todos os sentidos e o início de Atonement consegue-o. Sentimos o cheiro daquela casa, dos seus jardins, o toque dos dedos na máquina de escrever, o arrancar de um pedaço de porcelana, o murmurar, o arrepio de um mergulho inesperado.

Depois, há toda a modernidade que Joe Wright carrega para aquela época (vésperas da Segunda Guerra Mundial) à semelhança do que tinha feito em Pride and Prejudice. A história não é linear, recuando e avançando para nos dar perspectivas diferentes dos mesmos momentos. Primeiro seguindo o olhar de Briony, uma criança de imaginação fértil, que observa a irmã mais velha e o jardineiro. Depois, vemos o que se passou entre eles. Mas são as observações de Briony que condicionam os acontecimentos, é pelos seus olhos que o destino se altera.

O problema de Atonement acontece quando chegamos ao segundo acto. Não me incomoda por ser algo artificial, até porque estamos nos domínios da imaginação de Briony, se pensarmos nisso. Mas porque embalados pelos acontecimentos do primeiro acto, o salto é demasiado brusco. Só voltei a sentir o filme quando fui surpreendida por Vanessa Redgrave. Ela é Briony envelhecida, que escreve para expiar uma vida condicionada por uma eterna mentira. A sua expiação, a sua reparação, construída em palavras de uma história que quis partilhar e pela eterna imaginação que agora serviu para reparar em sonhos o que destruiu na realidade.

04 fevereiro 2008

Cinemateca 02/08

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Alguns sublinhados de Fevereiro:

Dia 01 - 19h30 - THE QUIET AMERICAN de Joseph L. Mankiewicz
Dia 08 - 19h30 - BRIGADOON de Vincente Minnelli
Dia 09 - 21h30 - KISS ME DEADLY de Robert Aldrich
Dia 12 - 19h00 - THE APARTMENT de Billy Wilder
Dia 13 - 15h30 - DESIRE de Frank Borzage
Dia 14 - 19h00 - MARY OF SCOTLAND de John Ford
Dia 18 - 15h30 - SPELLBOUND de Alfred Hitchcock
Dia 19 - 19h30 - THE SHOP AROUND THE CORNER de Ernst Lubitsch
Dia 25 - 15h30 - LE PLAISIR de Max Ophuls
Dia 26 - 19h00 - HATARI! de Howard Hawks
Dia 27 - 19h00 - KISS ME STUPID de Billy Wilder

E tentar descobrir algum Jacques Rivette!

Balanço Janeiro - 2 (Mary Poppins de Robert Stevenson, The Quiet Man de John Ford)