22 outubro 2007
19 outubro 2007
Preferia mil palavras...
Uma história dentro da história... sobre um homem que escreve e a misteriosa mulher que lhe aparece um dia. Uma musa, inspiração de páginas.
Martin Frost é um escritor de sucesso que acabou de publicar o último romance e decide descansar longe de tudo, numa isolada casa de campo. É aí que descobre, uma manhã, uma bela mulher. Mas será Claire, fruto da imaginação do solitário escritor ou uma verdadeira musa. Afastado do mundo, a história de Martin perde-se nos contornos da realidade e da ficção, sobre o que acontece na mente de um autor durante o processo criativo.
Segundo filme de Paul Auster como realizador, A Vida Íntima de Martin Frost partiu de um dos episódios d’"O Livro das Ilusões". Mas esta história devia ter ficado nas páginas de um livro. A primeira parte do filme ainda tem alguma graça, na sua curiosa premissa, na estranheza do que está a acontecer, mas o fim arrasta-se. Pergunto-me se, de facto, não teria sido melhor a curta-metragem previamente idealizada. Caso para dizer que Paulo Branco devia ter mantido o dinheiro na carteira.
18 outubro 2007
Drive-in
Numa cidade onde as salas de cinema podem chegar aos mil lugares, a moda tornou-se mais... aconchegante.
Em Nova Iorque, surgiu um cinema com a capacidade para seis pessoas, que recupera o espírito do drive-in. Quem quiser ver o filme sentado num automóvel, basta dirigir-se ao DVR-IN, no bairro de NoLita, no Lower East Side de Manhattan e levar consigo 75 dólares.
O automóvel é um Falcon de 1965, em tons de azul e bancos vermelhos. Há três sessões diárias e os cinéfilos podem escolher entre três filmes em DVD, das décadas de 80 e 90. No fim do filme, cada pessoa leva consigo um DVD do filme a que assistiu.
Quem estiver com vontade de ir a Nova Iorque, devo avisar que a iniciativa dura apenas até Novembro.
17 outubro 2007
Mode: Edit #36
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
16 outubro 2007
Citizen Oscar
Foi o único Oscar conquistado de uma mão cheia de nomeações. Em 1941, Citizen Kane recebeu o prémio para melhor argumento, escrito a meias por Herman J. Mankiewicz e Orson Welles.
Perdido há muitos anos, o Oscar apareceu num outro leilão da Sotheby's, em 1994. Afinal estivera (secretamente) nas mãos de um técnico que o recebeu do próprio Orson Welles como forma de pagamento por um trabalho. Ao descobrir o que acontecera, a filha mais nova de Welles, Beatrice, processou o técnico e a Sotheby's... mas acabou também ela com um processo, movido pela Academia, que prefere manter os Oscares fora dos mercados.
Desde 1950 que a Academia pede aos vencedores para dar à instituição a oportunidade de ser a primeira opção para a recusa ou devolução dos prémios. O facto deste Oscar ter sido oferecido antes de 1950, valeu à filha do realizador a manutenção do prémio. Doou-o depois a uma organização, que o colocou agora em leilão.
A história atribulada desta estatueta em particular, somada ao facto de ser sempre complicado avaliar estes objectos, porque são raros os prémios que aparecem relacionados com filmes clássicos ou icónicos, torna este Oscar (quase) sem valor.
Ainda assim, o Oscar vai ser leiloado pela Sotheby's, a 11 de Dezembro, e os valores esperados variam entre os 800 mil e 1.2 milhões de dólares.
Reuter 3 - 16-10-2007 2:01:27 - CITIZENKANE/ (Embargoed for release at 12:01 a.m. EDT/0401 GMT on Tuesday, Oct. 16)
15 outubro 2007
Mon Oncle
Na casa da família Arpel tudo é novo, electrónico, metódico e moderno. Ali não há espaço para o acaso, para jogos e humor. Tudo tem de estar dentro de padrões e ordem bem definidos. A este universo chega o simpático tio Hulot, um "inadaptado" que faz o contraponto com o resto da família e se torna um herói para o sobrinho.
Jacques Tati constrói, em Mon Oncle, uma crítica ao culto da modernidade tecnológica que da Europa dos anos 50. Para isso, Tati utiliza a sátira para levar ao extremo a interferência das inovações tecnológicas numa casa. Veja-se o genial gag quando a aplicada esposa não ouve os resmungos do marido por causa dos ruídos da sua moderna cozinha e, logo a seguir, é o próprio marido que não escuta a mulher enquanto faz, distraído, a barba.
Ora, o tio Hulot quebra a rotina e traz para este universo o tradicional, o acaso e a alegria de viver, o que faz as delícias do pequeno Gerárd. O tio participa nas suas brincadeiras, é o cúmplice, por vezes de forma inconsciente, das partidas (a "varridela"), um bon vivant de aparência ingénua. Ao contrário de Gerárd, os seus pais fazem tudo para mudar Hulot, desde o arranjinho com a vizinha ("não queremos tapetes") ao emprego na fábrica de plástico. O que se segue são inúmeros momentos de comédia, onde as palavras mal se ouvem, na boa tradição dos grandes filmes mudos de Buster Keaton e Charlie Chaplin.
O tio solteirão, quase uma criança grande, é interpretado pelo próprio Jacques Tati. Uma personagem que recriou em quatro das seis longas-metragens que realizou. Foi este Sábado, que vi na Cinemateca Mon Oncle, o primeiro que vi de Jacques Tati. Agora, confesso, estou muito curiosa para ver outros filmes do realizador.
13 outubro 2007
Muppets meet Tarantino
Ao clicar na imagem, podem ver Pulp Muppets...
Aqui, podem ver Tarantino e Cocas a trocarem ideias para uma nova versão de... The Wizard of Oz!








