01 maio 2007
Cinemateca 05/07
Todos os meses, sem excepção, sublinho no programa da Cinemateca Portuguesa os filmes que pretendo ir ver.
Todos os meses, sem excepção, acabo por só ir ver um ou dois... ou mesmo nenhum.
Alguns sublinhados de Maio:
Dia 02 - 19h30 - LETTER FROM AN UNKNOWN WOMAN de Max Ophuls
Dia 04 - 19h00 - THE NARROW MARGIN de Richard Fleisher
Dia 05 - 21h30 - BANDE À PART de Jean-Luc Godard
Dia 07 - 22h00 - KISS ME STUPID de Billy Wilder
Dia 09 - 19h30 - FLYING LEATHERNECKS de Nicholas Ray
Dia 12 - 21h30 - TIREZ SUR LE PIANISTE de François Truffaut
Dia 15 - 15h30 - DER BLAU ENGEL de Edgar Josef von Sternberg
Dia 16 - 15h30 - DER VERLORENE de Peter Lorre
Dia 24 - 19h00 - DONOVAN'S REEF de John Ford
Dia 26 - 11h00 - SINGIN' IN THE RAIN de Gene Kelly/Stanley Donen
Dia 30 - 15h30 - METROPOLIS de Fritz Lang
Balanço Abril - 2 (Detour de Edgar G. Ulmer, Vivre sa Vie de Jean-Luc Godard)
30 abril 2007
So what?
A aura invisível dos génios
Pequenos ladrões estrada fora
Uma história ainda por contar.
Estranhas realidades atracadas
Underworld
Na era do rosto da nova sinfonia.
This isn't luxury,
So what?
25 abril 2007
Insólito
Esta tarde, na República Dominicana, desapareceram 23 pessoas que estavam a bordo de um barco de pesca.
Estavam 39 pessoas na embarcação, mas estas 23 continuam desaparecidas.
O insólito? O barco tinha o nome de... Abracadabra.
Reuter 3 - 25-04-2007 19:43:25 - DOMINICAN-FISHINGBOAT/
23 abril 2007
Os filmes da minha vida
Uma lista afectiva e desordenada de filmes que me marcaram...
... a pedido de Harry Madox, o autor do blog Duelo ao Sol.
Obrigado pelo convite!
22 abril 2007
Indie weekend
Este foi um fim-de-semana Indie. A primeira sessão foi um (re)encontro diferente com um velho conhecido. Foi estranhamente envolvente ver Chaplin ao som de Coty Cream. Sons electrónicos, água ao vivo e outros acordes originais, que serviram para criar uma nova banda sonora para o filme que Chaplin realizou em 1921. Além disso, foi engraçado assistir a este filme com a grande sala do São Jorge repleta de crianças, algumas de colo. Se o tom triste do início do filme não as fez reagir, assim que o kid, Jackie Coogan, apareceu no ecrã, tudo se alterou. É realmente mágico ver como um filme da década de 20 continua a encantar as novas gerações. Ainda no dia anterior, tinha tido a oportunidade de assistir à mesma magia, quando estive na abertura da Cinemateca Júnior. Antes da cerimónia oficial, o Palácio Foz recebeu duas escolas, com crianças entre os 8 e os 10 anos. Além da exposição, puderam assistir a um espectáculo de lanterna mágica e a uma curta-metragem de Chaplin. O encanto do vagabundo também aí funcionou. E voltou a funcionar no São Jorge, quando o homem dos pés grandes e do bigode pequeno adopta um bebé abandonado. É, tal como diz no início, "a picture with a smile, and perhaps a tear".
Depois da magia de Chaplin, a desilusão de Ozon. Tal como disse a H., também eu tive um mau pressentimento quando vi aquele genérico de tons rosa e música melodramática. Mas nesse momento lembrei-me que também 8 Femmes tem um genérico algo semelhante e tive esperança numa nova homenagem a Douglas Sirk. Infelizmente, enganei-me. Angel é um "filme de cordel", tal como existem romances desse género. São mais de 2 horas de piroseira banal, repleta de clichés e lugares-comum. Até aceito que a intenção de François Ozon fosse construir um filme para ridicularizar o género literário, mas o objectivo não é, para mim, conseguido. Ozon acaba, sim, por realizar uma obra constrangedora e penosa de assistir. O tom é barroco, tudo tem o mau gosto da sua protagonista e à medida que o filme se arrasta, o pensamento recorrente é "mas isto é Ozon?!".
Antes de mais, A Scanner Darkly, de Richard Linklater, é baseado em Philip K. Dick. Um autor que já foi amplamente adaptado ao Cinema, basta recordar, por exemplo, os magníficos Blade Runner ou Minority Report. O outro factor que nos chama a atenção para este filme, é a sua força visual. Depois de Waking Life, em 2001, Linklater voltou a utilizar a técnica da rotoscopia. O livro de Philip K. Dick, que deu origem ao filme, baseia-se nas suas próprias experiências com drogas e passa-se num futuro em que os Estados Unidos perderam a guerra contra as drogas. Aqui, Fred é um agente infiltrado que tem como missão descobrir a origem de uma nova substância. Mas aos poucos começa a perder noção da realidade e a sua própria identidade. Filme "palavroso" e ambíguo, com bons desempenhos, mas longe de ser arrebatador.
Além destes três filmes, assisti também a dois documentários - Excursão, de Leonor Noivo, e «Ex», de Miguel Clara Vasconcelos. O primeiro baseou-se na publicidade que recebemos todos os dias pelo correio. Ou seja, naqueles panfletos coloridos que oferecem excursões a preços módicos, mas que são apenas chamarizes para vendas de faqueiros, serviços de copos e aspiradores mágicos. Um documentário que foi censurado do Doc Lisboa, depois de ameaças da empresa, mas que o Indie teve coragem de colocar em competição. O segundo documentário trata de uma temática estranha mas interessante - ovnis em Portugal. O que interessou ao realizador foi mostrar como é este fenómento estudado no nosso país, quem são as pessoas que discutem o tema. Gostei do facto de não serem feitos juízos, apenas apresentados depoimentos de pessoas que realmente acreditam que existe algo mais. Do fundo de todo o meu cepticismo nesta temática, gostei de saber mais sobre um mundo que desconhecia totalmente em Portugal.
E, claro, não podia deixar de dar os parabéns à C., uma grande amiga, que montou estes dois documentários com todo o seu talento e savoir-faire.










