06 março 2007

Cinemateca 03/07

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Todos os meses, sem excepção, sublinho no programa da Cinemateca Portuguesa os filmes que pretendo ir ver.

Todos os meses, sem excepção, acabo por só ir ver um ou dois... ou mesmo nenhum.

Alguns sublinhados de Março:

Dia 01 - 21h30 - ZELIG de Woody Allen
Dia 03 - 15h30 - BRIGADOON de Vincente Minnelli
Dia 05 - 21h30 - STROMBOLI de Roberto Rosselini
Dia 08 - 19h00 - TIMBUKTU de Jacques Torneur
Dia 10 - 15h30 - THE DARK CORNER de Henry Hathaway
Dia 14 - 19h00 - BRUTE FORCE de Jules Dassin
Dia 17 - 19h00 - LE CHARME DISCRET DE LA BOURGEOISIE de Luis Buñuel
Dia 20 - 19h00 - LE MÉPRIS de Jean-Luc Godard
Dia 24 - 15h30 - BALL OF FIRE de Howard Hawks
Dia 31 - 21h30 - BEAT THE DEVIL de John Huston

Balanço Fevereiro - 0

05 março 2007

I'm back!

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26 fevereiro 2007

22 fevereiro 2007

21 fevereiro 2007

35 x 3

São 35 cineastas de 25 países. Juntos vão realizar Chacun son cinéma, um filme de sketches criado para celebrar a 60ª edição do Festival de Cannes. Uma obra que pretende descobrir o estado de espírito, inspirado pela sala de cinema, de cada realizador. Cada sketch vai ter a duração de três minutos.

Em comunicado, o presidente do Festival de Cannes sublinha: "Il s'est agi de rassembler un groupe de créateurs, tous universellement reconnus, représentant à la fois leur pays et une conception orgueilleuse du cinéma. Aucun réalisateur n'a eu connaissance des autres fragments, ni même des synopsis de ses confrères".

A saber, estão envolvidos no projecto: Theo Angelopoulos, Olivier Assayas, Bille August, Jane Campion, Youssef Chahine, Chen Kaige, Michael Cimino, Ethan e Joel Coen, David Cronenberg, Jean-Pierre e Luc Dardenne, Manoel de Oliveira, Raymond Depardon, Atom Egoyan, Amos Gitai, Hou Hsiao Hsien, Alejandro Gonzalez Inarritu, Aki Kaurismaki, Abbas Kiarostami, Takeshi Kitano, Andrei Konchalovsky, Claude Lelouch, Ken Loach, Nanni Moretti, Roman Polanski, Raoul Ruiz, Walter Salles, Elia Suleiman, Tsai Ming liang, Gus Van Sant, Lars Von Trier, Wim Wenders, Wong Kar Wai e Zhang Yimou.

O filme vai ser apresentado no dia 20 de Maio, durante o Festival (que decorre de 16 a 27 de Maio) .

AFP 4 - 20-02-2007 15:19:00 - Cinéma-festival-Cannes

20 fevereiro 2007

Como o Cinema era belo...

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Foram apenas quatro filmes.

Mas a palavra "apenas" parece-me vã quando aplicada a estes quatro filmes.

Seria, portanto, errado afirmar que nada descobri neste ciclo.

Nota: cliquem nas imagens para aceder aos respectivos textos.

19 fevereiro 2007

Iwo Jima

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Um momento que ficou na história, captado numa fotografia que se tornou um símbolo. Em Fevereiro de 1945, a guerra estava ganha na Europa, mas continuava no Japão. Em Iwo Jima, onde aconteceu uma das batalhas mais sangrentas, seis soldados erguem uma bandeira americana no Monte Suribachi. Um acto formal que se tornou uma imagem de esperança para o público americano, cansado da guerra.

A fotografia seria publicada em todos os jornais e transformou os soldados que sobreviveram em heróis. Um título que acabaria por se revelar demasiado pesado. Os três soldados que regressaram com vida à América, tiveram depois de percorrer todo o país, para utilizarem o poder do sentimentalismo provocado nas pessoas num esforço para garantir os fundos de guerra.

No entanto, o filme de Clint Eastwood, apesar de estar cheio de humanidade e de estar baseado em bons valores, não resulta totalmente. O filme perde-se numa estrutura confusa, pouco ágil, que nos afasta, espectadores. Numa história que, à partida, tinha tudo para nos sensibilizar, isso acaba por não acontecer. Flags of Our Fathers não é um filme totalmente falhado, mas é um filme que podia ter sido muito mais. E isso que lhe falta deixa-nos um travo de desilusão.

O filme de Clint Eastwood é baseado no livro de James Bradley e constitui um duplo esforço na carreira do cineasta. Se Flags of Our Fathers é o lado americano de uma batalha, pouco depois de terminada a rodagem, Clint Eastwood iniciou Letters From Iwo Jima, o lado japonês da história.


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Iwo Jima é uma ilha vulcânica. Aliás, o próprio nome significa enxofre. É um pedaço de terra de areias negras, sem vida. Mas, nos dias de hoje, representa um túmulo sagrado para os japoneses, pois foi ali que morreram, em 1945, perto de 22 mil soldados imperiais.

Letters From Iwo Jima é, portanto, a segunda parte do díptico de Clint Eastwood. Baseado em cartas de soldados japoneses enviadas para as famílias, o filme mostra-nos como os soldados lutaram pela defesa de uma pequena ilha do Pacífico, mas de grande importância estratégica para o Japão. O filme foca quase sempre o campo de batalha, mas conta-nos também as histórias de alguns destes soldados que deixaram para trás as famílias por uma batalha de honra. Clint Eastwood evoca os códigos de ética destes homens, destinados a lutar até ao limite. Depois de ficaram sem reforços navais e aéreos, e depois, sem comida nem água. É quando o desespero toma conta dos soldados.

A segunda parte do díptico de Iwo Jima é tudo o que Flags of Our Fathers não foi - um filme sublime, de grande intensidade dramática e que sabe desenvolver as suas personagens. Uma obra sobre o absurdo da guerra, de personagens... melhor, de pessoas no limite, que se sacrificam por uma causa. Pessoas que quando chegam à ilha sabem que já estão mortas, que o seu papel é morrer pela honra, pelo país. Filme de fantasmas, de uma simplicidade aterradora e crua, uma obra onde Clint Eastwood quis demonstrar, mais do que nunca, o que considera ser a grande futilidade da guerra - o sacrifício da juventude. Algo, diz o realizador, que não pode ser esquecido.

15 fevereiro 2007

Coppola na Argentina

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A revista norte-americana Variety anunciou que o próximo projecto de Francis Ford Coppola vai ser a história de uma saga familiar filmada na Argentina.

As filmagens vão começar no fim deste ano, em Buenos Aires, e Matt Dillon foi escolhido como protagonista. A revista adianta ainda que o filme se vai chamar Tetro e que vai contar a história da vida dos emigrantes italianos na Argentina.

Depois de dez anos sem realizar um filme, Coppola vai regressar ao cinema, este ano, com Youth Without Youth, adaptado do romance de Mircea Eliade.