Sabiam que a carrinha Volkswagen de Little Miss Sunshine não era estreante nas lides do cinema?
12 fevereiro 2007
09 fevereiro 2007
05 fevereiro 2007
Mode: Edit #29
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
03 fevereiro 2007
01 fevereiro 2007
Cinemateca 02/07
Todos os meses, sem excepção, sublinho no programa da Cinemateca Portuguesa os filmes que pretendo ir ver.
Todos os meses, sem excepção, acabo por só ir ver um ou dois... ou mesmo nenhum.
Alguns sublinhados de Fevereiro:
Dia 02 - 15h30 - BLITHE SPIRIT de David Lean
Dia 03 - 15h30 - ATTACK! de Robert Aldrich
Dia 10 - 15h30 - ONNA GA KAIDAN O AGARU TOKI de Mikio Naruse
Dia 14 - 21h30 - THREE WOMEN de Robert Altman
Dia 15 - 15h30 - LADYKILLERS de Alexander Mackendrick
Dia 15 - 21h30 - NASHVILLE de Robert Altman
Dia 21 - 15h30 - THE PRIVATE LIFE OF SHERLOCK HOLMES de Billy Wilder
Dia 22 - 19h00 - F FOR FAKE de Orson Welles
E depois... Fantasporto!
Balanço Janeiro - 3 (Stagecoach de John Ford, Il Buono, il brutto, il cattivo de Sergio Leone, Rio Bravo de Howard Hawks)
31 janeiro 2007
Little Children
Naquela cidade tudo é perfeito, idílico. Todos têm belas casas de cancela branca, jardins tratados e erva podada. Ali, as mães dedicam-se aos filhos quase exclusivamente. Passam as tardes no jardim infantil, em alegre rotina, de conversas do dia-a-dia. Estamos numa pequena cidade suburbana, nos Estados Unidos, onde os vizinhos se conhecem e partilham hábitos.
A esta comunidade regressa um homem condenado, há dois anos, por um crime sexual. Recebido como um monstro, é hostilizado e temido. A sua fotografia é colocada por toda a cidade, obra da recém-criada comissão de pais preocupados com a segurança das suas crianças. Mas no submundo de quem condena, também existem segredos.
Sarah sente-se desajustada enquanto ouve as conversas de outras três mulheres. Todas vigiam as crianças que brincam. O narrador diz-nos que Sarah se esforça num sorriso de entendimento, de quem não ouve com atenção o que está a ser dito, nem quer. Até que um dia, regressa à pacatez do pequeno jardim de baloiços e risos infantis, um pai. Nesse dia, Sarah quebra a rotina das conversas quando faz o que nenhuma das outras mulheres tivera coragem para fazer - dirigir-lhe a palavra.
Brad, casado com uma mulher independente, preenche os seus dias a tomar conta do filho e a estudar para o exame da Ordem dos Advogados que já falhou por duas vezes. Sarah ainda não se encontrou como mãe e tem um marido ausente que se refugia no trabalho e pornografia na Internet. Entre os dois, desenvolve-se uma amizade que se serve dos filhos de ambos para tudo bem parecer aos olhos da sociedade. Solitários, os dois acabam por dar início a um romance secreto. Uma paixão proibida que leva Sarah a rever-se em Madame Bovary, livro que leu em adolescente e que só agora compreende. Madame Bovary, Sarah, ambas mulheres que querem escapar aos seus destinos.
Mas regressemos ao homem da fotografia. Visto como um monstro, descobrimos que é, no fundo, um ser infeliz, consciente das suas disfunções. Vive com a mãe idosa, a única que o ama e que sofre pelo filho. Sabe que não viverá para sempre e que Ronnie ficará sozinho, desprotegido a seu ver. Reconhecemos-lhe todo esse amor de mãe quando defende o filho contra Larry, o fundador da comissão de pais e responsável pelos cartazes. Homem também ele solitário, perseguido, sabemos mais tarde, pelos seus próprios fantasmas e segredos. Homem, ironicamente, desmascarado pela mãe de Ronnie. A mulher que tem o amor de mãe que Sarah ainda não descobriu.
Little Children é, por isso, um filme retrato, onde as personagens se cruzam de formas inesperadas, mas sem recorrer à lógica de puzzle (a meu ver, ainda bem). Uma obra que fala de redenção, de renúncia, de (re)descoberta e de aceitação. Do que somos, de quem somos, do que significamos, do que carregamos connosco, do que aprendemos.
30 janeiro 2007
Ling ling qi *
Daniel Craig e Martin Campbell estão de visita à China para a promoção do último filme de James Bond, Casino Royale. Enquanto estrela e realizador passeavam por Pequim, foram surpreendidos por vendedores ambulantes que lhes ofereceram cópias piratas legendadas em russo do filme.
Martin Campbell não resistiu à curiosidade e acabou por comprar a cópia pirata, dizendo mais tarde que a qualidade era terrível. Já Daniel Craig aproveitou para condenar o fenómeno da pirataria. Diz o actor: "I understand the reality of the situation and it saddens me, not just because of the effect it has on the movie industry but because going to the cinema is a great experience. You're missing out by watching a bad copy of a DVD with no sound and bad picture quality. As far as I'm concerned cinema is a collective experience and you get 50 percent more by going to the cinema."
Por curiosidade, Casino Royale é o primeiro filme de James Bond a ser exibido nas salas de cinema da China. Desta vez, a censura chinesa não levantou problemas e o novo James Bond é um dos vinte filmes estrangeiros que a China permite, por ano, nas suas salas.
Reuter 3 - 29-01-2007 14:58:28 - CHINA-JAMESBOND
UPDATE 1-James Bond arrives in China - not shaken not stirred
* 007 em chinês
29 janeiro 2007
Goya a duas mãos
O espanhol Pedro Almodóvar e o mexicano Guillermo del Toro foram os grandes vencedores da noite dos Goya.
O filme Volver conquistou o prémio para Melhor Filme, valendo também a estatueta de Melhor Realizador para Almodóvar. Penélope Cruz venceu o galardão para Melhor Interpretação Feminina. Um prémio que pode juntar ao já recebido em Cannes e que dificilmente juntará ao Óscar de Hollywood. O filme de Almodóvar venceu ainda nas categorias de Melhor Actriz Secundária e de Melhor Música.
Quanto ao filme de Guillermo del Toro, El Laberinto del Fauno, conquistou sete prémios Goya, entre os quais Actriz Revelação, Melhor Guião Original, Melhor Fotografia, Montagem, Som, Efeitos Especiais e Maquilhagem. Não esquecer que o filme está também nomeado para seis Óscares da Academia.
O filme argentino Las Manos, de Alejandro Dória, conquistou o Goya para Melhor Filme Estrangeiro em língua espanhola e The Queen obteve o Goya para a Melhor Película Europeia. O filme de Stephen Frears continua a somar prémios.












