O livro Peter Pan in Scarlet, de Geraldine McCaughrean, nasceu de uma encomenda do Hospital Infantil Great Ormond Street, o proprietário dos direitos da obra original de J.M. Barrie. Diz-se que o Hospital lançou o desafio de "ressuscitar" Peter Pan porque os direitos de autor vão terminar em 2007.
Ao desafio responderam 200 escritores, cada um com a missão de escrever um capítulo do novo livro, mas foi Geraldine McCaughrean, escritora de literatura infantil, que venceu ao adaptar as personagens aos tempos modernos.
O livro chegou às bancas de todo o mundo em Outubro (editado cá pela Presença) e surgem agora as notícias da (inevitável) adaptação ao cinema. Os direitos do livro foram vendidos à Headline Pictures, BBC Films e U.K. Film Council.
19 dezembro 2006
Neverland... again
18 dezembro 2006
17 dezembro 2006
Neverland kids
Mickey Rourke vai ser... Captain Hook!
Tudo porque Larry Clark, realizador de Kids, Ken Park, entre outros, vai criar a sua própria versão de Peter Pan. O filme vai chamar-se Blood of Pan e, na versão de Clark, os meninos perdidos transformam-se em miúdos de rua da cidade de Nova Iorque e Wendy é uma junkie de Brooklyn.
Mais informações aqui. No entanto, confesso que a ideia não me entusiasma...
16 dezembro 2006
14 dezembro 2006
Hitchcock's murals
Há vários temas, trabalhos... mas os murais baseados em filmes de Hitchcock são muito bons!
Podem ver a galeria completa aqui.
13 dezembro 2006
11 dezembro 2006
Man Hunt
Filme de presa e caçador, do instinto e da natureza. Numa floresta expressionista dos anos 20, sob um luar que lembra Sunrise, move-se uma sombra. Um homem com uma espingarda fixa o seu alvo - Hitler - dispara, mas a arma não estava carregada. Quando repete o gesto, é demasiado tarde. Capturado pela Gestapo, o Capitão Thorndike justifica a sua inocência. Era um jogo, uma caçada pelo prazer, não pela morte.
Prisioneiro, evadido, em fuga, Thorndike passa de caçador a presa. À semelhança do jogo de xadrez que concentra atenções na sala de interrogamento da Gestapo, em Man Hunt as personagens movem-se para se anularem, num mundo onde não pode haver neutralidade. É essa a grande mudança entre Thordike, o caçador do início do filme, e Thordike, como presa no fim, quando só aí encontra um motivo para lutar. Nem que seja um motivo pessoal. Se o filme se passa em 1939, pouco antes do início da II Guerra Mundial, também é verdade que foi rodado em 1941, quando os Estados Unidos ainda não tinham entrado na guerra. Fritz Lang demonstra através de Thorndike que não podemos ser neutros, temos de tomar o nosso lugar no jogo.
E se há cavaleiros num tabuleiro de xadrez, também há peões. E nunca houve um peão tão doce como Joan Bennett. Menina dos olhos doces, apanhada no meio da caçada, caçada ela própria pelo amor. Que chora quando o único homem de quem gosta não a quer. Que volta ao seu eu do dia-a-dia (e que a censura obrigou a disfarçar) quando o único (futuro) beijo é interrompido e a partida de Thorndike se torna inevitável.
Neste filme, onde tudo começou a céu aberto e acaba numa gruta, o tabuleiro de xadrez acaba por se tornar uma questão de vida e de morte, de valores e opções, do individual e do colectivo.
A ler mais, aqui.
10 dezembro 2006
The Thin Red Line...
"Tumult and peace, the darkness and the light
Were all like workings of one mind, the feature
Of the same face"
William Wordworth's Prelude: Book Six, lines 636-8








