08 dezembro 2006

Spike Lee + Rodney King

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Well Martin's dream has become Rodney's worst nightmare.
Can't walk the streets, to them we are fair game,
our lives don't mean a thing.

Like a King, like a King, like a King.
Rodney King, Rodney King, Rodney King.
Like a king, like a King, like a King.
How I wish you could help us Dr. King.

Like A King - Ben Harper

Os distúrbios raciais que abalaram Los Angeles em 1992 vão ser o tema do próximo filme de Spike Lee, chamado L.A. Riots.

A cidade de Los Angeles foi palco de distúrbios quando um júri composto apenas por brancos declarou a inocência de quatro polícias, também brancos, que foram filmados enquanto espancavam o motorista negro Rodney King.

Durante os confrontos, 55 pessoas morreram e milhares de residentes de Los Angeles foram feridos. A própria cidade, onde chegou a ser declarado o estado de emergência, sofreu danos superiores a mil milhões de dólares.

Lookey

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Wanted!

Lars Von Trier prometeu uma recompensa de €4.000 e um papel como figurante no seu próximo filme a quem decifrar o enigma incluído no seu último filme, Direktoeren for det hele.

O realizador incluiu no filme várias pistas visuais que, juntas, formam um código. Um passatempo que recebeu o nome de "Lookey", contracção da expressão em inglês "look for the key". De acordo com Lars von Trier, um "lookey" é uma perturbação visual que está fora de contexto com o resto do filme e que, para os não iniciados, parece um erro.

Além disso, o realizador vai colocar o conceito de "lookey" à disposição de qualquer cineasta que o queira utilizar.

07 dezembro 2006

Polémica Vintage!

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Noir e perturbante era The Lady from Shangai...

... mas o que chocou o público não foi a morte, as personagens frias, o enredo confuso.

Em 1947, o que verdadeiramente chocou foi a ousadia de Orson Welles em transformar a imagem da sua então mulher, Rita Hayworth.

A pin-up, a doce Rita dos longos cabelos ruivos... era agora uma femme fatale de cabelo curto e platinado.

A controvérsia foi tal, que muitos em Hollywood atribuíram ao cabelo de Rita o fracasso do filme.

06 dezembro 2006

Mode: Edit #26

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

A Clockwork Orange (Stanley Kubrick, 1971)

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Minority Report (Steven Spielberg, 2002)

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05 dezembro 2006

Little black dress SOLD!

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Há uns meses atrás dei a notícia. Hoje, o resultado.

O vestido preto de Audrey Hepburn foi vendido por 410.000 libras, o que significa um recorde neste tipo de artigos de cinema.

Foram muitas as ofertas, mas o vestido acabou por ir parar às mãos de um comprador anónimo. O pequeno vestido preto ultrapassou todas as expectativas da leiloeira Christie's em Londres, atingindo um valor seis vezes superior.

A receita desta venda recorde destina-se à organização humanitária City of Joy Aid.

Deambulatório

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Sabia que não queria estar ali. Já não lhe pertencia aquele sítio. Já não entendia as palavras, desconhecia os caminhos que percorria todos os dias. Era como o sonhador de Dostoievski, mas o amor não o atormentava. Escrevia poemas sem sentido, procurando palavras obscuras que combinassem com o estado de espírito. Sentava-se no chão, à procura do quotidiano. Juntava recortes para inventar palavras. Como Mia Couto. Gostava de sujar os dedos nas letras pequenas dos diários e de fazer as palavras-cruzadas. Juntava as palavras e pensava na frase seguinte. O branco seguia-se, fatalista. Dizia a si próprio que podia varrer tudo para debaixo do tapete. Se fosse assim tão simples. Mas não era. A tristeza era nata. Os pensamentos felizes só lhe surgiam em forma escrita, dependentes de inspiração. É complicado entender o que nos falta. Por isso... deambulava nas experiências.

Nota: a foto é do habitante... brilhante!

04 dezembro 2006

Inland Empire

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Já tinha saudades de David Lynch!

Cliquem na imagem para ver o trailer oficial...

The Queen

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Há tantos anos que (re)conheço a expressão "princesa do povo" que nunca me questionei quanto ao seu nascimento. Recordo-me daquele dia. Estava numa colónia de férias, sem grande contacto com o exterior. Mas, nesse dia, tínhamos ido à aldeia mais próxima e a televisão só mostrava a princesa. A do povo. Depois não soube mais nada, ainda faltava uma semana para o fim das férias.

É justamente essa semana que é retratada no filme de Stephen Frears. Uma semana enorme, tal o peso das responsabilidades e compromissos, das dúvidas e incertezas, das decisões e sentimentos. É essa semana que o realizador nos mostra, concentrando o seu olhar na reacção da família real inglesa à morte de Diana.


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"Uneasy lies the head that wears a crown"

The Queen, mais do que um filme sobre a morte de Diana, mostra como esse acontecimento se tornou um espelho da inaptidão da família real, no geral, e da rainha, em particular, em lidar com o seu povo. Além disso, é também um filme sobre a tradição e a modernização, aqui figurada pelo recém eleito Tony Blair, o novo primeiro-ministro britânico. Enquanto a rainha e a família real querem tratar do funeral de Diana como algo particular, de índole íntima e familiar, Tony Blair percebe logo de imediato que um acontecimento deste tipo nunca se irá restringir à esfera do pessoal.

A rainha é uma figura do passado, que não entende e chega mesmo a subestimar o poder dos meios de comunicação social. A rainha que julga conhecer o seu povo e o que esse povo exige de si, passa a ser vista como alguém incapaz de sentir e de perdoar. À medida que a imprensa sobe o tom de indignação pelo facto da família real não estar em Londres e não prestar qualquer tipo de homenagem no adeus à princesa, sobe também o rancor do povo inglês, que não percebe a atitude da sua rainha. O que a rainha entende como proteger os netos que perderam a mãe e seguir os protocolos para alguém que não fazia já parte da família real, é lido pelo povo e pelos meios de comunicação social como ressentimento e até indiferença pela Princesa do Povo.

O filme tem, no entanto, um grande respeito pela rainha. Por exemplo, a primeira vez que Isabel II chora pela primeira e única vez, não vemos o seu rosto. Ela é sempre retratada como alguém íntegro, como alguém que assim foi criada e que não questiona os seus valores de sempre. Por isso, The Queen, acaba por ser um filme de auto-descoberta de uma rainha que toma consciência de que a mudança que não pretende está à sua porta. Uma rainha, retrato de uma instituição, que se vê confrontada com os indícios de mudança e que sabe que, mais cedo ou mais tarde, os vai ter de enfrentar em nome da própria monarquia.

Não deixa de ser curioso como o diálogo final do filme se torna ironicamente (ou não, eu penso que não) actual. Quando a rainha diz a Tony Blair que o povo esquece facilmente, que quem está no topo, pode cair. A rainha soube cair, soube aprender a lição para recuperar o respeito e o amor por si e pela instituição que representa. Outros não terão tanta classe. E sabedoria.