Depois de dois exemplos de teasers bastante superiores não aos posters, mas às capas de DVD...
... aqui ficam mais dois exemplos.
Era mais uma viagem de comboio. Como tantas outras. O ritmo metódico, o movimento das pessoas. Entradas e saídas. Virava sem interesse as páginas do suplemento de sexta-feira. Espreitava o mar pela janela. Que pena agora não podermos ver os carris. Antigamente, a primeira carruagem tinha um banco mesmo à frente. E os nossos olhos seguiam a viagem com outra perspectiva.
Até que um avô entra com a neta pela mão. Senta-se à minha frente, mas a neta não gosta de ir de costas. Na sua inocência de cinco anos, não hesita. "Eu quero ir ali", diz. E senta-se no colo da rapariga ao meu lado com um à vontade desarmante. O avô abre o jornal, descansado. Eu e a rapariga trocamos o olhar surpreendido por um sorriso mútuo. A criança, essa, comenta tudo o que vê através da janela com uma alegria contagiante. Num colo desassossegado que testaria a paciência de qualquer um. Às vezes, não é preciso muito para voltarmos a ter um sorriso. Desta vez... a pequena Cris deu uma ajuda.
Não deixa de ser irónico mas, ao mesmo tempo, faz todo o sentido. Tom Cruise tornou-se, há dias, um dos responsáveis pelo relançamento da United Artists. Irónico, porque o actor esteve ligado a um grande estúdio durante mais de 10 anos, facto que o tornou uma estrela a nível mundial. Lógico e até positivo, porque a United Artists volta à génese do seu nascimento - os artistas.
Tom Cruise e a sócia Paula Wagner têm como missão ajudar a relançar a United Artists, o histórico estúdio que nasceu em 1919, pela mão de quatro das maiores estrelas de cinema daquela época: Charlie Chaplin, Mary Pickford, Douglas Fairbanks e o realizador D.W. Griffith. O objectivo era justamente criar fora dos grandes estúdios de Hollywood. Um projecto de sonho até que, em 1980, a United Artists colapsou sob Heaven's Gate, de Michael Cimino.
O primeiro projecto de Tom Cruise já foi, entretanto, anunciado. Trata-se de Lions for Lambs, um drama politico, protagonizado pelo actor, por Robert Redford e Meryl Streep. O filme tem a guerra contra o terrorismo como pano de fundo e centra-se no destino de três personagens: um deputado, interpretado por Tom Cruise, uma jornalista, papel que cabe a Meryl Streep, e um professor idealista, personagem de Robert Redford que também vai realizar o filme.
A Première francesa faz este mês trinta anos e, para celebrar, lançou um número especial. Como é costume nestes números de aniversário publica melhores momentos, capas antigas, tops, entre outras coisas.
Pulp Fiction, com Alain Chabat no lugar de Uma Thurman, tem honras de capa por ter sido considerado o melhor filme pelos leitores da revista. No top, que inclui filmes de 1976 a 2006, estão:
01. Pulp Fiction, de Quentin Tarantino
02. Lord of the Rings (trilogia), de Peter Jackson
03. Star Wars (os 6 filmes), de George Lucas, Irvin Kerschner e Richard Marquand
04. Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet
05. Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola
06. Fight Club, de David Fincher
07. Once Upon a Time in America, de Sergio Leone
08. Titanic, de James Cameron
09. Schindler's List, de Steven Spielberg
10. Million Dollar Baby, de Clint Eastwood
Não sei quanto a vocês, mas preferia um top da própria Première e não dos leitores. Claro que as listas são sempre subjectivas, mas a lista continua até ao número 30 e é constituída, quase exclusivamente, por filmes norte-americanos. Além disso, só nos últimos lugares é que aparecem Blade Runner e Taxi Driver...