10 novembro 2006

Jane Austen

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Eu gosto de ler Jane Austen. E antes que me apelidem de romântica incurável, admito que sofro de romantismo... mas não em demasia.

Em Jane Austen gosto dos enganos e desenganos, trocadilhos e mal-entendidos. De como tudo acaba bem. De imaginar aqueles tempos. Das suas heróinas destemidas e cheias de personalidade. Gosto do hábito da correspondência de cartas. Dos segredos e frases poéticas. Gosto especialmente da forma como, através de episódios e do dito romantismo, Jane Austen nos dá retratos impecáveis da época em que viveu. Daqueles usos e costumes, regras e hábitos.

No cinema, Jane Austen não tem sido mal tratada. Se há filmes menos bons, como é o caso de Emma, também os há fabulosos, como Sense and Sensibility, pela mão de Ang Lee. Mas como são inúmeras as adaptações, tanto no cinema como na televisão, não faz sentido aqui inumerá-las.

Aproveito antes para deixar aqui a novidade que me levou a abordar Jane Austen à partida. Um livro intitulado The Jane Austen Book Club, de Karen Joy Fowler, está a ser adaptado ao cinema. Não conhecia o livro, mas a ideia parece, no mínimo, interessante - cinco mulheres e um homem formam um clube para debater as obras de Jane Austen e começam a constatar que as suas relações, novas e antigas, são como versões modernas dos livros da autora. Seis pessoas, tantas quantas as obras de Jane Austen.

O filme está a ser realizado por Robin Swicord e tem no elenco algumas estrelas, como Maria Bello, Lynn Redgrave ou Kathy Baker. As filmagens decorrem durante este mês e Dezembro, por isso, enquanto o filme não chega... vou ali comprar o livro!

09 novembro 2006

Amor com A grande

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Ginny: "Não percebi nada do livro, mas gostei tanto. Também não percebo nada de ti, e gosto tanto."

Em Some Came Running todos perdem e todos se perdem. Há Dave, interpretado por Frank Sinatra, que regressou à terra natal por acaso. Escritor (diz ele) falhado, alcoólico, jogador e desalentado, Dave não tem um rumo definido. Na bagagem traz clássicos da literatura, um cheque com dinheiro de jogo e Ginny, uma rapariga vistosa e colorida, de quem não se lembra.

Dave sabe que pouco mudou por ali. O irmão, homem influente na cidade, dono de uma joalheria, anda perdido nas aparências. Importa parecer uma família de bem, importa parecer ter um casamento sólido, onde todos se riem para fora, remoendo por dentro. Também importa receber, mesmo que não se queira, o irmão que regressa dezasseis anos depois. No seio da família, também anda perdida a sobrinha que descobre que, às vezes, as aparências iludem.

No rol de personagens, conhecemos também Gwen French, a professora que se perde entre o homem e o escritor. Apaixonada pela ideia e pelo talento de Dave, Gwen não sabe lidar com o homem e, principalmente, com os defeitos que não hesita em apontar-lhe. Temos ainda Bana, jogador errante, alcoólico na mesma medida, que só não perde uma coisa - o chapéu.

E há Ginny. A tal Ginny que vem na bagagem de Dave, cheia de tralha. Ginny, da malinha em forma de coelho que nunca larga, dos inúmeros berloques e da imensa maquilhagem. Ginny, que só se perde por Dave num amor maior do que a vida. Ginny, que desarma com a sua inocência tola. Ginny, por quem todos param e por quem Bana, finalmente, tira o chapéu.

Some Came Running é este grande filme, de grandes personagens e dessa poderosa dicotomia entre a verdade e o cinismo. Um magnífico melodrama de Vincente Minnelli, que não hesito em colocar entre os maiores do realizador e do cinema.

E como se tudo isto não fosse suficiente para uma bela noite de grande ecrã... ainda vi, logo a seguir, o genial Splendor in the Grass (cliquem aqui para ler).

08 novembro 2006

Olha que dois... parte II

Enviado pelo Miguel, autor do blog Cibertúlia!

"Scarlett Johansson is 'not my muse'
Renowned director speaks about what inspires him – and what doesn't

by SIMON HOUPT

NEW YORK — Attention, Google users: Those 24,800 hits you get when you enter the search terms "Woody Allen," "Scarlett Johansson" and "muse"? They should be scrubbed from databases and computer servers everywhere.

"If I hear this one more time -- Is Scarlett Johansson my muuuse?" Woody asks rhetorically, bending the last word in his mouth like a metalworker with hot steel. "I keep saying, No, she's not my muse, she's a girl that I cast and I think she's great, and I thought she was funny when I made Match Point with her on the set, so I wanted to make another film. But she's not in my next film. We're friends, I'm sure we'll work together again, but she's not my muse. I don't have a muse." In fact, he says later, Johansson's character in Scoop was an afterthought.

Still, the muse thing gained traction, and you can understand why: Early in his career, Woody famously had two women, Diane Keaton and Mia Farrow, who each played his leading lady for a time both on and off screen. Given Johansson's youth (she is 21) and the fact that some people still boycott his films because they cannot forgive him for his affair with a young Soon-Yi Previn (that became public when she was 21), a low-level suspicion attached itself to his relationship with the actress.

Woody's explanation of the public's muse perception is much less sordid. He says it caught on for the same reason people believed he had turned the corner on a long creative slide by shooting his last film, Match Point, in London rather than his too-familiar New York. "That's all the papers. It's all made up," he shrugs.

(...)"

Olha que dois!

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Depois de Diana Keaton e de Mia Farrow... Woody Allen tem mesmo uma nova diva ou é moda passageira?

06 novembro 2006

Devaneio

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PS - Não faço ideia se o filme é bom...

05 novembro 2006

Viagem no tempo

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E a propósito de Little Miss Sunshine... vi há dias, pela primeira vez, Wait Until Dark.

Tudo começa com uma boneca. Recheada com droga, a boneca é o MacGuffin deste filme que tem como protagonista Audrey Hepburn. Ela é Suzy Hendrix, uma mulher que ficou cega recentemente devido a um acidente. Pelo meio, há três vilões que querem a boneca de volta. A dita boneca que foi parar, sem querer, às mãos do marido de Suzy. Confuso? Quase uma charada! Os três vilões armam um esquema para recuperar a boneca. Mas não contam com a inteligência e os outros sentidos de Suzy. Num filme recheado de suspense, nós, espectadores, sabemos tudo o que está a acontecer, mas não deixamos de sentir medo e angústia, acompanhando as descobertas de Suzy.

Como curiosidade, deixo ainda outro pormenor sobre o filme. Quando estreou, nos últimos minutos, os cinemas desligavam as luzes à medida que Suzy destrói as lâmpadas, recriando para os espectadores o que se passava no filme. Se tudo tinha de ficar às escuras, então seria mesmo tudo.

E porque motivo evoco Little Miss Sunshine a propósito de Wait Until Dark? Porque o melhor vilão do filme é Alan Arkin... ou seja, o avô de Olive!

Little Miss Sunshine

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Porque todos somos estranhos à nossa maneira. Porque todos somos "parte de". Porque todos precisamos de alguém. Porque todos somos vencedores e falhados. Porque todos queremos algo. Porque todos somos.

E neste road movie familiar todos são atípicos, diferentes e iguais. Cada um com a sua particularidade. Cada um tão em si no início... para se tornar um todo no fim.

02 novembro 2006

Sisters

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Em 1973, Brian de Palma realizou Sisters, um filme perturbante sobre duas irmãs siamesas, interpretadas por Margot Kidder. Em 2006, Douglas Buck resolveu fazer um remake do filme. Esta é a primeira imagem oficial do filme, que tem no elenco nomes como Stephen Rea e Chloë Sevigny.

Parece que a história vai ser um pouco diferente. No entanto, de acordo com o produtor Edward R. Pressman, o argumento foi entregue a Brian de Palma e o realizador ficou entusiasmado. Quanto a mim, confesso que a ideia de mais um remake não me convence.