31 outubro 2006
30 outubro 2006
Hostel 2
O primeiro filme tornou-se um guilty pleasure. Não foi visto em circunstâncias normais, o que ajudou ao estatuto adquirido. Hostel, de Eli Roth, marcou a minha primeira ida ao Fantasporto, em Fevereiro deste ano. Estou convencida de que o filme me teria passado quase despercebido se não tivesse feito parte do festival. Quase... porque para os distraídos existia a manobra de marketing no cartaz, ou seja, o nome de Quentin Tarantino.
Não é o meu género de filme, admito. Mas visto no ambiente do Fantasporto ganhou outro olhar. Uma sala cheia... não, repleta de um público ávido por terror e sangue (no melhor dos sentidos) foi o ambiente perfeito para ver um filme deste tipo. Não é todos os dias que ouvimos gargalhadas perante cenas tão fortes ou palmas por um maior esguicho de sangue.
Por tudo isto, aproveito para deixar aqui o teaser da (inevitável) sequela. Bem a propósito de um Halloween! Espero também poder ver Hostel 2 no próximo Fantasporto!
28 outubro 2006
27 outubro 2006
Super-Stamps II
Eu inventei alguns selos aqui. Hoje andei à procura dos verdadeiros. E ainda encontrei mais novidades...
Os correios norte-americanos vão lançar selos da Marvel que vão servir de complemento aos primeiros (da DC). Cada personagem de BD tem direito a duas representações - individual e num cameo. Há selos do Spider-Man, The Hulk, Namor, The Thing, Captain America, Silver Surfer, Spider-Woman, Iron Man, Elektra e Wolverine.
26 outubro 2006
Ciclo: Cahiers du Cinéma
Nasceu há 55 anos e é uma das mais influentes revistas de cinema do mundo. Foi nas suas páginas que surgiu a Nouvelle Vague e onde se formaram realizadores como François Truffaut, Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, Claude Chabrol e Eric Rohmer. Os Cahiers du Cinéma apareceram em 1951 e destacaram-se pela defesa do chamado "cinema de autor" e pela valorização de cineastas como Nicholas Ray, Alfred Hitchcock, Howard Hawks, Roberto Rosselini, Fritz Lang, Jean Renoir e Kenji Mizoguchi.
A Cinemateca Portuguesa presta a homenagem, a partir de hoje, através de 20 filmes. A iniciativa decorre até 21 de Novembro na Cinemateca e também no Instituto Franco-Português. As honras de abertura cabem ao actual chefe de redacção da revista, Emmanuel Burdeau. O primeiro filme a ser exibido é Shadows in Paradise, do finlandês Aki Kaurismaki. O ciclo termina com documentário Le Cinéma des Cahiers, realizado por Edgardo Cozarinsky, a propósito da celebração dos 50 anos da revista.
Deixo a lista do ciclo:
Dia 26 - 21h30 - SHADOWS IN PARADISE de Aki Kaurismaki
Dia 30 - 19h00 - THE KING AND FOUR KINGS de Raoul Walsh
Dia 30 - 21h30 - THE RIVER de Jean Renoir
Dia 31 - 19h00 - BITTER VICTORY de Nicholas Ray
Dia 31 - 21h30 - HATARI! de Howard Hawks
Dia 03 - 19h00 - PRIMA DELLA RIVOLUZIONE de Bernardo Bertolucci
Dia 06 - 21h30 - TERRA EM TRANSE de Glauber Rocha
Dia 08 - 19h00 - FLAMMES de Adolfo Arrieta
Dia 09 - 21h30 - IL REGNO DI NAPOLI de Werner Schroeter
Dia 10 - 21h30 - A BETTER TOMORROW de John Woo
Dia 14 - 19h00 - A CITY OF SADNESS de Hou Hsiao-Hsien
Dia 20 - 21h30 - GHOST DOG de Jim Jarmusch
Dia 21 - 21h30 - LE CINÉMA DES CAHIERS de Edgardo Cozarinsky
25 outubro 2006
How do you shave in there?
Antes de Stanley Donen existiu Howard Hawks.
Antes de Charade existiu His Girl Friday.
A covinha de Cary Grant... essa foi sempre a mesma!
PS - A propósito da ida à Cinemateca com o Nuno das Chronicles de Lisbonne, na segunda-feira!
24 outubro 2006
Mode: Edit #24
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
23 outubro 2006
Marie Antoinette
Marie Antoinette é um filme barroco. E pop. Sofia Coppola quis escapar ao típico filme histórico e contar a sua visão sobre a vida de uma adolescente que seria rainha de França. Um filme exigente e um projecto bastante ambicioso que se tornou o mais caro da realizadora até à data. Uma obra que mais do que escapar ao registo do filme histórico, o encena em tons rosa. Aliás, o aviso que era dado pelo trailer, onde ouvíamos Ceremony dos New Order, ganha espaço no filme, onde não só a banda sonora tem travo pop, mas também a imagem e a caracterização.
Maria Antoineta tinha 14 anos quando deixou a Áustria para entrar na corte francesa, um mundo de intrigas, opulência e luxo. Despojada, literalmente, de tudo ao entrar no seu novo país, não era mais do que um menina mimada, a quinta filha dos reis da Áustria. Uma princesinha loira, protagonista de um casamento combinado para manter a harmonia entre o seu país e a França. No entanto, Maria Antonieta não estava preparada para o papel que a história lhe tinha reservado.
Em Versailles, encontra um mundo de ostentação. Ali é uma jovem perdida, sem consciência do mundo real, para além de uma corte onde reinam as aparências, o luxo, o oportunismo bacoco e uma decadência evidente. Casada com o futuro Luís XVI, o Delfim de França, passa os dias entre rotinas que acha ridículas e a procura de formas para ultrapassar a solidão e o tédio. Presa numa união que só viria a ser consumada sete anos mais tarde, Maria Antonieta sofre pressões da mãe, que lhe lembra constantemente a fragilidade do casamento, e do povo francês que a acusa de frigidez e infertilidade.
Aos 19 anos torna-se rainha. Aos 21 é, finalmente, mãe. Mas as acusações e ódio dos franceses não diminuem, acusando-a de gastos desmesurados enquanto o povo passa fome. Maria Antonieta acabaria por encontrar um papel como mulher, mãe e rainha, mas a revolução estava nas ruas num dos períodos mais conturbados da história de França.
Entre qualidades e defeitos, o filme de Sofia Coppola teve, para mim, um grande trunfo. Deu profundidade a uma figura histórica, deu-lhe defeitos e inseguranças, deu-lhe humanidade. Quantas vezes lemos biografias ou quantas aulas de história tivémos em que os protagonistas não eram mais do que personagens. Todos aqueles feitos e episódios que nos impressionavam, mas aos quais, muitas vezes, faltava um cunho humano. Este fime faz-nos pensar em reis, rainhas, conquistadores, marinheiros, descobridores, cronistas e poetas que eram pessoas como nós. Com qualidades, defeitos, manias, inseguranças, amores, ódios. No fundo, com humanidade.
Nota: Ler também os textos do Hugo e da Helena. Porque a minha opinião também anda por lá. Porque se complementam.










