And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothin' seems to fit
Those raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'
(...)
Raindrops Keep Falling on My Head - B.J. Thomas
Nova Iorque. Noite. Um antigo marine, marcado pela guerra do Vietname resolve arranjar um emprego como motorista de táxi. Todas as noites, deambula pelas ruas, assistindo a um retrato sombrio de uma cidade povoada por vagabundos, prostitutas, drogados e outros seres à margem da sociedade.
Atormentado pelos seus próprios fantasmas, o protagonista, Travis Bickle, interpretado por Robert de Niro, é um homem só, obcecado com a violência e a pornografia. Revoltado contra tudo o que assiste todas as noites, começa a concentrar-se na necessidade de existir alguém que "limpe" a sociedade. Começa então a sua odisseia que culmina no assassinato de vários marginais para salvar uma prostituta de 12 anos, Iris, protagonizada por uma jovem Jodie Foster. Em poucas linhas, é esta a história, mas o filme é muito mais. É intenso e cruel. Uma pessoa mergulha naquele mundo nocturno e sente-se insegura, asfixiada. Impossível ficar indiferente.
O argumentista de Taxi Driver, Paul Schrader, diz ter-se baseado no livro O Estrangeiro, de Albert Camus, para escrever o argumento. Filmado brilhantemente por Martin Scorsese é, sem dúvida, um dos melhores filmes da década de 70. Taxi Driver foi dedicado a Bernard Herrmann, autor da banda sonora, que morreu durante as filmagens e que ficou conhecido pela sua colaboração nos filmes de Alfred Hitchcock, como Psycho ou Intriga Internacional.
Oliver Stone vai voltar ao 11 de Setembro, desta vez com um filme sobre a resposta norte-americana aos ataques, ou seja, a invasão do Afeganistão e a perseguição a Osama bin Laden. Um filme que já estava previsto há algum tempo, mas só agora anunciado porque a Paramount temia que prejudicasse as receitas de bilheteira de World Trade Center.
O filme é baseado no livro Jawbreaker, de Gary Bernstein, um antigo agente da CIA, responsável pela coordenação da agência para pôr fim ao regime dos talibãs no Afeganistão.
O anúncio foi feito na revista Variety, podem ler mais aqui.
É negra. Tem classe. E humor. Uma série que me prendeu desde o primeiro minuto. Fosse pela premissa original. Fosse pelas personagens repletas de falhas. Não tem preconceitos. Muito menos medo de temas difíceis. Tem personagens no limbo. Não há seguranças. Nem limites. É controversa, polémica. Sobre as máscaras que criamos. Físicas e psicológicas. E plásticas, claro.
Apresenta-se como "a disturbingly perfect drama", da autoria de Ryan Murphy. O autor admitiu, no entanto, que poderá deixar a série. Podem ler a entrevista aqui.