13 outubro 2006
11 outubro 2006
M.
Era belo, dos mais belos no ecrã. Tinha o carisma de um James Dean. Mas a sua estrela brilhou um pouco mais tempo. Não escondia a sua natureza. Homosexual assumido, despertou paixões de homens e mulheres. Numa das raras relações que teve com uma mulher, ela era mais velha. Foi ela que o aconselhou a não aceitar o papel de Sunset Boulevard. O filme, escrito para ele, estava talvez demasiado perto da vida real. Começou no teatro, onde impressionou aos 17 anos. A beleza levou a inúmeros convites para o cinema, que rejeitou durante vários anos. Queria entrar pela porta grande. No seu filme de estreia, roubou todas as atenções. O actor principal ficaria ressentido pelo sucesso do jovem. É um dos seis actores que foram nomeados ao Oscar pelo primeiro papel. Receberia depois mais três nomeações. Elizabeth Taylor era a sua melhor amiga. Costumava dizer-lhe que deveriam casar. Quando sofreu um grave acidente, que o desfigurou, foi ela que lhe salvou a vida. Também lhe salvou várias vezes a carreira, sugerindo o seu nome para protagonista. Mas a vida nunca mais seria a mesma. Marilyn Monroe disse um dia que ele era a única pessoa que conhecia que estava em pior estado do que ela. Sofria de depressão e a dependência de medicamentos alterou-lhe o comportamento. Dizia que não queria ser uma estrela de cinema, apenas actor. Podia ter sido o irmão de James Dean em East of Eden. Não quis aceitar o papel de Dean Martin em Rio Bravo. Foi uma das primeiras escolhas de Hitchcock para participar em Rope. O grupo R.E.M. dedicou-he a música Monty Got a Raw Deal. Os The Clash falam dele em The Right Profile. Nos anos 90, surgiu uma banda britânica com o seu nome. Gostava de fotografia. Era um dos inadaptados.
10 outubro 2006
Non sense!
Nota: Só para quem viu o Lady in the Water ;)
09 outubro 2006
06 outubro 2006
Mode: Edit #23
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
04 outubro 2006
Lady in the Water
Há muitos anos, comecei a rabiscar pensamentos e a passar para o papel poesia que não rimava. Um dia, num desses apontamentos, escrevi... a criança não morre, brinca às escondidas.
Em Lady in the Water fica bem claro, desde o início, que estamos perante uma fábula, repleta de personagens e de mitologia. O próprio genérico afasta os mais realistas, porque não esconde a natureza do filme. Ali vamos entrar num outro universo, regido pela fantasia. Ali há personagens estranhas e com certas particularidades. Há regras, linguagens, códigos e simbologias próprias, ao sabor da imaginação mais fértil. Ali entra quem quer acreditar.
Cleveland Heep, interpretado por Paul Giamatti, é o encarregado de um condomínio em Filadélfia, chamado The Cove. Homem triste e solitário, perdido na rotina de pequenas reparações nos apartamentos, não espera grandes emoções da vida. No entanto, algo inesperado acontece...
Na piscina do condomínio alguém tem nadado durante a noite, um horário proibido. Mas ela não sabe disso porque não é deste mundo. Ela é Story, uma Narf, uma ninfa do mar, que vem do Mundo Azul com uma mensagem para a humanidade. Story, interpretada por Bryce Dallas Howard, precisa da ajuda de Cleveland para completar a missão e para escapar a um monstro que a persegue. O resto... o resto fica para quem gosta que lhe contem histórias.
Lady in the Water é conto para crianças em forma de filme. Quase ouvimos as páginas a serem viradas à medida que a história nos é contada. Claro que se não aceitarmos acreditar, tudo nos parece ridículo e tolo. Mas aos cépticos restam as bolinhas negras e o mundo real. Apesar de achar que Lady in the Water não é um filme tão bom como os anteriores, nomeadamente The Village, considero que M. Night Shyamalan consegue criar com mestria todo um mundo paralelo de fantasia cujas personagens invadem o universo dos humanos. É caso para dizer... a criança não morre, brinca às escondidas.
03 outubro 2006
Curtas
Conheci um actor que me confessou ter má memória.
Disse chamar-se Samuel... mas seria mesmo esse o seu nome?
02 outubro 2006
Abracadabra!
Está disponível o site oficial do novo filme de Christopher Nolan, The Prestige. Um site bem apropriado ao espítito do filme. Entre imagens, downloads, clips, trailer e várias opções interactivas, podemos (ou não) conseguir descobrir um clip exclusivo do filme.
Ainda não sei quando estreia em Portugal, mas não perco! Antes disso, e tendo em conta a temática, temos a estreia de The Illusionist, a 2 de Novembro.







