Era belo, dos mais belos no ecrã. Tinha o carisma de um James Dean. Mas a sua estrela brilhou um pouco mais tempo. Não escondia a sua natureza. Homosexual assumido, despertou paixões de homens e mulheres. Numa das raras relações que teve com uma mulher, ela era mais velha. Foi ela que o aconselhou a não aceitar o papel de Sunset Boulevard. O filme, escrito para ele, estava talvez demasiado perto da vida real. Começou no teatro, onde impressionou aos 17 anos. A beleza levou a inúmeros convites para o cinema, que rejeitou durante vários anos. Queria entrar pela porta grande. No seu filme de estreia, roubou todas as atenções. O actor principal ficaria ressentido pelo sucesso do jovem. É um dos seis actores que foram nomeados ao Oscar pelo primeiro papel. Receberia depois mais três nomeações. Elizabeth Taylor era a sua melhor amiga. Costumava dizer-lhe que deveriam casar. Quando sofreu um grave acidente, que o desfigurou, foi ela que lhe salvou a vida. Também lhe salvou várias vezes a carreira, sugerindo o seu nome para protagonista. Mas a vida nunca mais seria a mesma. Marilyn Monroe disse um dia que ele era a única pessoa que conhecia que estava em pior estado do que ela. Sofria de depressão e a dependência de medicamentos alterou-lhe o comportamento. Dizia que não queria ser uma estrela de cinema, apenas actor. Podia ter sido o irmão de James Dean em East of Eden. Não quis aceitar o papel de Dean Martin em Rio Bravo. Foi uma das primeiras escolhas de Hitchcock para participar em Rope. O grupo R.E.M. dedicou-he a música Monty Got a Raw Deal. Os The Clash falam dele em The Right Profile. Nos anos 90, surgiu uma banda britânica com o seu nome. Gostava de fotografia. Era um dos inadaptados.
11 outubro 2006
10 outubro 2006
Non sense!
Nota: Só para quem viu o Lady in the Water ;)
09 outubro 2006
06 outubro 2006
Mode: Edit #23
Imagens de filmes e recordações cinéfilas.
04 outubro 2006
Lady in the Water
Há muitos anos, comecei a rabiscar pensamentos e a passar para o papel poesia que não rimava. Um dia, num desses apontamentos, escrevi... a criança não morre, brinca às escondidas.
Em Lady in the Water fica bem claro, desde o início, que estamos perante uma fábula, repleta de personagens e de mitologia. O próprio genérico afasta os mais realistas, porque não esconde a natureza do filme. Ali vamos entrar num outro universo, regido pela fantasia. Ali há personagens estranhas e com certas particularidades. Há regras, linguagens, códigos e simbologias próprias, ao sabor da imaginação mais fértil. Ali entra quem quer acreditar.
Cleveland Heep, interpretado por Paul Giamatti, é o encarregado de um condomínio em Filadélfia, chamado The Cove. Homem triste e solitário, perdido na rotina de pequenas reparações nos apartamentos, não espera grandes emoções da vida. No entanto, algo inesperado acontece...
Na piscina do condomínio alguém tem nadado durante a noite, um horário proibido. Mas ela não sabe disso porque não é deste mundo. Ela é Story, uma Narf, uma ninfa do mar, que vem do Mundo Azul com uma mensagem para a humanidade. Story, interpretada por Bryce Dallas Howard, precisa da ajuda de Cleveland para completar a missão e para escapar a um monstro que a persegue. O resto... o resto fica para quem gosta que lhe contem histórias.
Lady in the Water é conto para crianças em forma de filme. Quase ouvimos as páginas a serem viradas à medida que a história nos é contada. Claro que se não aceitarmos acreditar, tudo nos parece ridículo e tolo. Mas aos cépticos restam as bolinhas negras e o mundo real. Apesar de achar que Lady in the Water não é um filme tão bom como os anteriores, nomeadamente The Village, considero que M. Night Shyamalan consegue criar com mestria todo um mundo paralelo de fantasia cujas personagens invadem o universo dos humanos. É caso para dizer... a criança não morre, brinca às escondidas.
03 outubro 2006
Curtas
Conheci um actor que me confessou ter má memória.
Disse chamar-se Samuel... mas seria mesmo esse o seu nome?
02 outubro 2006
Abracadabra!
Está disponível o site oficial do novo filme de Christopher Nolan, The Prestige. Um site bem apropriado ao espítito do filme. Entre imagens, downloads, clips, trailer e várias opções interactivas, podemos (ou não) conseguir descobrir um clip exclusivo do filme.
Ainda não sei quando estreia em Portugal, mas não perco! Antes disso, e tendo em conta a temática, temos a estreia de The Illusionist, a 2 de Novembro.
01 outubro 2006
Cinemateca 10/06
Todos os meses, sem excepção, sublinho no programa da Cinemateca Portuguesa os filmes que pretendo ir ver.
Todos os meses, sem excepção, acabo por só ir ver um ou dois... ou mesmo nenhum.
Alguns sublinhados de Outubro:
Dia 02 - 21h30 - SEVEN WOMEN de John Ford
Dia 10 - 19h00 - THE SEA WOLF de Michael Curtiz
Dia 11 - 22h00 - THE SAGA OF ANATAHAN de Josef von Sternberg
Dia 14 - 21h30 - THE WIZARD OF OZ de Victor Fleming
Dia 24 - 15h30 - BUTCH CASSIDY/SUNDANCE KID de George Roy Hill
Dia 24 - 19h00 - HUMAN DESIRE de Fritz Lang
Dia 28 - 22h30 - MAN'S FAVORITE SPORT de Howard Hawks
Dia 30 - 21h30 - THE RIVER de Jean Renoir
Dia 31 - 15h30 - ROAD TO PERDITION de Sam Mendes
Dia 31 - 19h00 - BITTER VICTORY de Nicholas Ray
Balanço Setembro - 2 (Party Girl de Nicholas Ray, Wild River de Elia Kazan)







