Parte do meu desejo de Natal do ano passado vai, finalmente, ser realizado. A Warner vai editar em DVD este belíssimo filme de Vincente Minnelli.
Apesar da boa notícia, lamento que não se tenham lembrado também de The Clock, do mesmo realizador.
Parte do meu desejo de Natal do ano passado vai, finalmente, ser realizado. A Warner vai editar em DVD este belíssimo filme de Vincente Minnelli.
Apesar da boa notícia, lamento que não se tenham lembrado também de The Clock, do mesmo realizador.
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O meu aplauso à distribuidora portuguesa Costa do Castelo. Além de continuar a praticar preços completamente adequados à qualidade das suas edições, repletas de extras variados e interessantes, tem ainda um bom gosto e um sentido estético sem rivais.
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As capas portuguesas das recentes edições de A Guerra do Fogo e de Nosferatu...
Luc Besson anunciou a reforma. Nas suas próprias palavras à RTL: "C'est mon dernier film. Je suis fier des dix films que j'ai faits (...) Je les aime tous. Je suis content d'avoir fait cette boucle. Ca, c'est fini." Artur et les minimoys é, portanto, o seu último filme. Luc Besson pretende agora criar uma fundação para os jovens dos subúrbios. Diz ele, "J'ai envie de m'occuper un peu de mes concitoyens, de ma planète."
Aos 47 anos, deixa no legado, entre outros, Subway (1985), Le grand bleu (1988), Nikita (1990), León (1994) ou Le cinquième élément (1997). Não sou particularmente fã do seu trabalho. No entanto, para mim, bastava ter feito apenas Léon para justificar a sua passagem pelo mundo do cinema. É a sua obra-prima.
Aguardava o comboio com alguma ansiedade. Folheava o jornal sem dar sentido às letras, seguras em fraco equilíbrio. Qualquer barulho era motivo para desviar o olhar daquela massa difusa de abcedário. Uma mãe que chamava pelo filho. Uma senhora que se certificava da linha correcta. Conversas cruzadas, entrecortadas por um bocejo matutino. Até que o vi. Já não era novo. Vestido de Herr Flick. Exacto, aquele da série Allo Allo. Era tal e qual. A gabardine. Os óculos de aros finos. O chapéu. A postura. Juro que por pouco não lhe saíu "Gestapo" por entre os lábios, tal a parecença. Impossível não esboçar um sorriso.
Raimunda e Sole são irmãs. Mãe e tia de Paula. Filhas de Irene... que tem uma irmã também chamada Paula, que é vizinha de Agustina. Mulheres... muitas mulheres. Ou não fosse Volver um filme de Pedro Almodóvar.
O cineasta espanhol parte desta vez rumo à terra que o viu nascer, La Mancha, onde os moinhos giram sem cansar. Desta vez são electrónicos, não os de Dom Quixote de Cervantes. Mas o vento, esse, é o mesmo. Um vento que dizem... provoca loucura. Pedro Almodóvar volta também às mulheres que lhe marcaram a infância, em particular a mãe, num filme que marca ainda outro regresso... Carmen Maura volta ao universo do realizador, 17 anos depois.
Em Volver, seguimos três gerações de mulheres da mesma família. Raimunda, interpretada por Penélope Cruz, vive em Madrid com o marido desempregado e a filha. Sole, a irmã, ganha a vida num salão de cabeleireiro improvisado dentro de casa. De vez em quando visitam a velha tia Paula que vive em La Mancha, de quem a vizinha Agustina vai tomando conta. Um dia-a-dia sem grandes sobressaltos, até que o fantasma da mãe regressa para resolver os problemas do passado.
Volver mistura o fantástico com a comédia e também o crime, num filme que é, nas palavras do cineasta, uma história onde se fala muito, se esconde muito, muito se ouve e, para uma comédia, também muito se chora. Um filme com um sentido de humor bem típico, embalado em nostalgia... ao som de Estrella Morente, com lábios e lágrimas de Penélope Cruz.