30 agosto 2006

Veneza!

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É o mais antigo festival de cinema da Europa. Começa hoje, com 21 filmes em competição, num cartaz impressionante.

Desta 63ª edição destaco, na corrida pelo Leão de Ouro, The Fountain de Darren Aronofsky, Children of Men de Alfonso Cuaron, The Black Dahlia de Brian De Palma, The Queen de Stephen Frears, entre outros.

O cinema português vai estar ausente da competição, mas vai ser exibido no próximo dia 8, em estreia mundial, o novo filme de Manoel de Oliveira, Belle Toujours. O filme é uma homenagem a Luis Bunuel e Jean Claude Carriere, o realizador e o co-argumentista do filme Belle de Jour, realizado em 1967.

Piscadela de olho

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28 agosto 2006

A.

Tinha aura de autêntica senhora. Tal o requinte, tal a classe. De delicadeza de gestos finos. De quem nunca faz um gesto a mais. Ou a menos. De quem sabe precisamente o espaço que ocupa. E era tão pouco e tanto. Estreou-se como princesa rebelde. Monarca jovem que fugia, cortava o cabelo e vestia pijama de homem. Tinha de facto sangue azul. Um dia quis ser bailarina. Baptizou, sem querer, um modelo de sapatos. Todos se recordam dos parabéns a JFK cantados por Marilyn. Os dela, um ano depois, não mereceram tanta posterioridade. Sentada numa escada exterior tornou uma melodia imortal. Uma canção escrita de propósito para ela. Existe uma espécie de tulipa com o seu nome. Quando aceitou o primeiro Óscar estava muito nervosa. Depois de ter a estatueta nas mãos, beijou na boca o presidente da Academia. Falava cinco línguas. Quase foi Cleópatra. Tinha um terrier chamado Mr. Famous. Confessou um dia que nunca pensou acabar no cinema com uma cara como a sua. Foi embaixadora das Nações Unidas. Givenchy criou um perfume que só podia ser utilizado por ela. Assim foi, durante muitos anos. Maria Callas adoptou o seu estilo nos anos 50. Prometeu a si própria que nunca passaria dos 47 kg. Excepto quando ficou grávida, cumpriu essa promessa. Orson Welles chamava-lhe a santa padroeira das anóréxicas. Sabia ler braille. O branco era a sua cor preferida. Podia ter sido Melanie, em The Birds. Também podia ter sido Maria, em West Side Story. O seu poema favorito era "Unending Love", de Rabindranath Tagore. No seu último filme foi um anjo.

26 agosto 2006

Indiana Bunnies

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Desta vez, os Bunnies pegaram no chapéu e no chicote e partiram em busca da arca perdida!

24 agosto 2006

Topaz

A mais bela morte de Alfred Hitchcock...

... quando o tecido se torna sangue depois de um abraço mortal.

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23 agosto 2006

United 93

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Quando United 93 estreou, em finais de Abril, nos Estados Unidos, a pergunta que se fazia era "Não será cedo demais?". Paul Greengrass, o realizador, respondeu quando apresentou, em Maio, o filme no Festival de Cannes. Se é cedo demais para o cinema... então também seria demasiado cedo para a televisão, jornais e livros.

A 11 de Setembro de 2001, quatro voos foram desviados. Todos atingiram o alvo, menos um. O filme conta, em tom de documentário ficcionado, a história do avião que não alcançou o alvo em Washington, provavelmente a Casa Branca. Filmado de câmara ao ombro, United 93 faz o espectador sentir-se como testemunha privilegiada do desenrolar dos acontecimentos. Ora segue aleatoriamente as conversas dos passageiros no avião... Ora segue o crescer da tensão nas torres de controlo, que juntam as peças do puzzle.

Quando o avião é tomado pelos terroristas, é altura de tentar reescrever a história. Entre deixar o avião seguir o curso, seguindo o exemplo dos outros três voos desviados e tentar tomar de novo a posse do avião para evitar o pior... Foi essa escolha dos passageiros e da tripulação que fez a diferença do voo United 93.

Paul Greengrass consegue, em United 93, um filme que não se perde nem fervores nacionalistas nem na exploração das emoções de uma ferida que, para muitos, continua aberta e sensível. O filme de Greengrass é sóbrio, quase seco... mas de uma tal força emocional que, surgindo em crescendo, nos deixa completamente em suspenso, quase imobilizados.

O filme foi realizado com total colaboração das famílias das vítimas e parte das receitas de United 93 reverteram para o memorial do United 93, na Pensilvânia. O primeiro filme a levar ao cinema os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 estreia por cá esta quinta-feira e, a 21 de Setembro, é seguido por Oliver Stone. World Trade Center, do realizador, foi o segundo filme sobre os atentados e conta a história de dois polícias que arriscaram a própria vida para salvar outras.

22 agosto 2006

Mode: Edit #20

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

The Life Aquatic with Steve Zissou (Wes Anderson, 2004)

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Elizabethtown
(Cameron Crowe, 2005)

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Outra hipótese aqui!

20 agosto 2006

Spacey rules!

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Ora vejam este vídeo e digam lá que o senhor não é o maior!