Quando United 93 estreou, em finais de Abril, nos Estados Unidos, a pergunta que se fazia era "Não será cedo demais?". Paul Greengrass, o realizador, respondeu quando apresentou, em Maio, o filme no Festival de Cannes. Se é cedo demais para o cinema... então também seria demasiado cedo para a televisão, jornais e livros.
A 11 de Setembro de 2001, quatro voos foram desviados. Todos atingiram o alvo, menos um. O filme conta, em tom de documentário ficcionado, a história do avião que não alcançou o alvo em Washington, provavelmente a Casa Branca. Filmado de câmara ao ombro, United 93 faz o espectador sentir-se como testemunha privilegiada do desenrolar dos acontecimentos. Ora segue aleatoriamente as conversas dos passageiros no avião... Ora segue o crescer da tensão nas torres de controlo, que juntam as peças do puzzle.
Quando o avião é tomado pelos terroristas, é altura de tentar reescrever a história. Entre deixar o avião seguir o curso, seguindo o exemplo dos outros três voos desviados e tentar tomar de novo a posse do avião para evitar o pior... Foi essa escolha dos passageiros e da tripulação que fez a diferença do voo United 93.
Paul Greengrass consegue, em United 93, um filme que não se perde nem fervores nacionalistas nem na exploração das emoções de uma ferida que, para muitos, continua aberta e sensível. O filme de Greengrass é sóbrio, quase seco... mas de uma tal força emocional que, surgindo em crescendo, nos deixa completamente em suspenso, quase imobilizados.
O filme foi realizado com total colaboração das famílias das vítimas e parte das receitas de United 93 reverteram para o memorial do United 93, na Pensilvânia. O primeiro filme a levar ao cinema os acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 estreia por cá esta quinta-feira e, a 21 de Setembro, é seguido por Oliver Stone. World Trade Center, do realizador, foi o segundo filme sobre os atentados e conta a história de dois polícias que arriscaram a própria vida para salvar outras.
23 agosto 2006
United 93
22 agosto 2006
Mode: Edit #20
20 agosto 2006
By a nose
Depois de ter ficado intrigada com o nariz de Christina Ricci em Penelope e do nariz de Spike Jonze ter suscitado alguns comentários por aqui devido às suas, digamos, características... puxei pela memória para lembrar outras protuberâncias nasais. Não se esqueçam... um Oscar® já foi ganho, literalmente, by a nose!
17 agosto 2006
Burton + Depp = 6
Johnny Depp e Tim Burton novamente juntos é, desde logo, uma boa notícia. Já tinham surgido alguns rumores, mas a notícia foi finalmente confirmada (ontem) pela DreamWorks.
O sexto filme que fazem juntos vai ser a adaptação de uma peça musical da Broadway, Sweeney Todd, criada em 1979, em Nova Iorque.
A história passa pela comédia e pela tragédia na Inglaterra vitoriana e conta a procura de vingança de um cabeleireiro contra um juiz que o condenou injustamente.
Johnny Depp vai interpretar a personagem de Sweeney Todd, criada a meio do século XIX, na literatura popular inglesa. A rodagem do filme deve começar no início do próximo ano.
16 agosto 2006
Guess who? It's Spike Jonze!
O Francisco Mendes acertou na mouche!
Spike Jonze faz esta figura e também um favor ao amigo e realizador Jeff Tremaine.
O filme onde poderemos vê-lo assim é Jackass: Number Two.
15 agosto 2006
(I)lógica visual #5
... às montagens e reinvenções modernas.

















