Jean Seberg olha, a preto e branco, para a câmara. Está nos braços de um homem, a dançar em pose de boneco inanimado, tudo e nada passa nos seus olhos, fixos. Na verdade não olha para nós, espectadores, mas para Juliette Gréco que canta Bonjour tristesse.
Jean Seberg é Cécile, filha do playboy Raymond, interpretado por David Niven. Juntos, aproveitam a vida em França, sem preocupações de dinheiro, trabalho e obrigações. Com eles está também Elsa Mackenbourg (Mylène Demongeot), a jovem namorada de Raymond, inocentemente fútil e infantil. Tudo se altera no pequeno mundo destas personagens com a chegada de Anne Larsen, impecável Deborah Kerr, antiga amiga da mãe de Cécile, uma estilista famosa e inteligente, que Raymond convida para passar algum tempo com eles na sua casa de Côte d'Azur. Começam os conflitos, insinuando laços algo incestuosos entre pai e filha. Cécile tem ciúmes da atenção do pai a Anne e inicia um plano para a afastar. Um plano que não corre como devia.
Bonjour Tristesse é esse grande flashback em que o presente é a preto e branco e o passado é a cores... e de repente lembro-me do mundo sem cor dos vivos e das cores do mundo dos mortos em Corpse Bride...
Passa esta segunda-feira (dia 29) na Cinemateca, às 19h00. Eu vou para não perder a oportunidade de ver Bonjour Tristesse no grande ecrã e impedir mais um mês a balanço zero. Quem vai também?
26 maio 2006
Bonjour Tristesse
25 maio 2006
24 maio 2006
Bunnies ao quadrado
Ainda há poucos dias "estreou" Casablanca... agora chegam mais dois filmes dos coelhos cinéfilos. Drama com Rocky e comédia com Caddyshack!
23 maio 2006
Ava Jolie
Ava é a femme fatale do livro A Dame to Kill For, que pertence à saga Sin City, de Frank Miller. De cabelos negros e lábios carnudos, as suas curvas são tão fatais como a própria. Dwight que o diga...
Os rumores continuam acerca do nome de Angelina Jolie para o papel em Sin City 2. Robert Rodriguez quer a actriz e Rosario Dawson, que intepreta Gail, disse que o nome de Angelina já está confirmado e que a produção está em stand-by devido à gravidez da actriz.
Como fã da banda desenhada e do primeiro filme, não nego que a Angelina Jolie tem atributos físicos para a personagem. No entanto, preferia uma actriz menos óbvia...
22 maio 2006
Star #7
And I don't have to take no trip to outer space
All I have to do is look at your face,
And before I know it, I'm in orbit around you
Thanking my lucky stars that I've found you,
When I see your constellation, honey, you're my inspiration, and it's you.
Little Trip To Heaven (On The Wings Of Your Love) - Tom Waits
21 maio 2006
(I)lógica visual #1
Agora expliquem-me porque motivo não os aproveitaram para as edições em DVD, substituindo belos conceitos visuais por isto:
20 maio 2006
Play it again, Bunnie!
Nova estreia nos coelhinhos cinéfilos...
Casablanca consegue o prodígio de resumir em 30 segundos cenas e diálogos memoráveis. Apesar de tudo, não resisto a apontar uma grande omissão... onde está La Marsellaise?
19 maio 2006
Da Vinci
Em Dezembro quando vi o trailer, disse por aqui que esperava que o resto do filme estivesse à altura daqueles dois minutos. Não está. Pode falar-se de expectativas elevadas e do estigma dos livros levados ao cinema, mas tentando deixar tudo isso de lado e vendo o filme apenas como um filme, o facto é que não funciona.
Ron Howard não surpreende, prova mais uma vez que é um realizador sem visão e desinspirado. O seu código é um filme com medo do seu próprio fenómeno, que nunca arrisca nem emociona. Tudo está em modo automático e as únicas peças que se desencaixam são o melhor do filme: Paul Bettany e o seu atormentado Silas e Ian McKellen a divertir-se à grande com o seu especialista do Santo Graal.
A história é conhecida por milhões... um dos desenhos mais conhecidos de Leonardo Da Vinci é o ponto de partida para um universo de simbologia, religião, história e um segredo escondido há mais de dois mil anos. Numa noite, Robert Langdom, interpretado por um muito apagado Tom Hanks, é chamado ao Louvre. O conservador do museu foi encontrado morto na sala da Mona Lisa e é apenas o começo de muitos enigmas, pistas e códigos. A seu lado tem Sophie Neveu, uma investigadora francesa, a personagem de Audrey Tatou, que cumpre mas não entusiasma. Os códigos encontrados apenas abrem a porta a novos enigmas que aos poucos lhes permitem entender a verdadeira dimensão do segredo. Algo que poderá abalar para sempre a fé e os pilares da fé cristã.
No entanto, apesar de todos estes ingredientes, o filme não cumpre. Não tem emoção. É uma obra neutra, certinha e sem química, que não defende as suas personagens nem a boa história que tinha por base. Resta imaginar como funcionaria todo este fenómeno nas mãos de um realizador em vez de um académico de vistas curtas.












