26 maio 2006

Bonjour Tristesse

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Jean Seberg olha, a preto e branco, para a câmara. Está nos braços de um homem, a dançar em pose de boneco inanimado, tudo e nada passa nos seus olhos, fixos. Na verdade não olha para nós, espectadores, mas para Juliette Gréco que canta Bonjour tristesse.

Jean Seberg é Cécile, filha do playboy Raymond, interpretado por David Niven. Juntos, aproveitam a vida em França, sem preocupações de dinheiro, trabalho e obrigações. Com eles está também Elsa Mackenbourg (Mylène Demongeot), a jovem namorada de Raymond, inocentemente fútil e infantil. Tudo se altera no pequeno mundo destas personagens com a chegada de Anne Larsen, impecável Deborah Kerr, antiga amiga da mãe de Cécile, uma estilista famosa e inteligente, que Raymond convida para passar algum tempo com eles na sua casa de Côte d'Azur. Começam os conflitos, insinuando laços algo incestuosos entre pai e filha. Cécile tem ciúmes da atenção do pai a Anne e inicia um plano para a afastar. Um plano que não corre como devia.

Bonjour Tristesse é esse grande flashback em que o presente é a preto e branco e o passado é a cores... e de repente lembro-me do mundo sem cor dos vivos e das cores do mundo dos mortos em Corpse Bride...

Passa esta segunda-feira (dia 29) na Cinemateca, às 19h00. Eu vou para não perder a oportunidade de ver Bonjour Tristesse no grande ecrã e impedir mais um mês a balanço zero. Quem vai também?

25 maio 2006

24 maio 2006

Bunnies ao quadrado

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Ainda há poucos dias "estreou" Casablanca... agora chegam mais dois filmes dos coelhos cinéfilos. Drama com Rocky e comédia com Caddyshack!

23 maio 2006

Ava Jolie

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Ava é a femme fatale do livro A Dame to Kill For, que pertence à saga Sin City, de Frank Miller. De cabelos negros e lábios carnudos, as suas curvas são tão fatais como a própria. Dwight que o diga...

Os rumores continuam acerca do nome de Angelina Jolie para o papel em Sin City 2. Robert Rodriguez quer a actriz e Rosario Dawson, que intepreta Gail, disse que o nome de Angelina já está confirmado e que a produção está em stand-by devido à gravidez da actriz.

Como fã da banda desenhada e do primeiro filme, não nego que a Angelina Jolie tem atributos físicos para a personagem. No entanto, preferia uma actriz menos óbvia...

22 maio 2006

Star #7

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And I don't have to take no trip to outer space
All I have to do is look at your face,
And before I know it, I'm in orbit around you
Thanking my lucky stars that I've found you,
When I see your constellation, honey, you're my inspiration, and it's you.

Little Trip To Heaven (On The Wings Of Your Love) - Tom Waits

21 maio 2006

(I)lógica visual #1

Considero estes dois posters excelentes exemplos de criatividade e de beleza estética.

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Agora expliquem-me porque motivo não os aproveitaram para as edições em DVD, substituindo belos conceitos visuais por isto:

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20 maio 2006

Play it again, Bunnie!

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Nova estreia nos coelhinhos cinéfilos...

Casablanca consegue o prodígio de resumir em 30 segundos cenas e diálogos memoráveis. Apesar de tudo, não resisto a apontar uma grande omissão... onde está La Marsellaise?

19 maio 2006

Da Vinci

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Em Dezembro quando vi o trailer, disse por aqui que esperava que o resto do filme estivesse à altura daqueles dois minutos. Não está. Pode falar-se de expectativas elevadas e do estigma dos livros levados ao cinema, mas tentando deixar tudo isso de lado e vendo o filme apenas como um filme, o facto é que não funciona.

Ron Howard não surpreende, prova mais uma vez que é um realizador sem visão e desinspirado. O seu código é um filme com medo do seu próprio fenómeno, que nunca arrisca nem emociona. Tudo está em modo automático e as únicas peças que se desencaixam são o melhor do filme: Paul Bettany e o seu atormentado Silas e Ian McKellen a divertir-se à grande com o seu especialista do Santo Graal.

A história é conhecida por milhões... um dos desenhos mais conhecidos de Leonardo Da Vinci é o ponto de partida para um universo de simbologia, religião, história e um segredo escondido há mais de dois mil anos. Numa noite, Robert Langdom, interpretado por um muito apagado Tom Hanks, é chamado ao Louvre. O conservador do museu foi encontrado morto na sala da Mona Lisa e é apenas o começo de muitos enigmas, pistas e códigos. A seu lado tem Sophie Neveu, uma investigadora francesa, a personagem de Audrey Tatou, que cumpre mas não entusiasma. Os códigos encontrados apenas abrem a porta a novos enigmas que aos poucos lhes permitem entender a verdadeira dimensão do segredo. Algo que poderá abalar para sempre a fé e os pilares da fé cristã.

No entanto, apesar de todos estes ingredientes, o filme não cumpre. Não tem emoção. É uma obra neutra, certinha e sem química, que não defende as suas personagens nem a boa história que tinha por base. Resta imaginar como funcionaria todo este fenómeno nas mãos de um realizador em vez de um académico de vistas curtas.