30 março 2006
29 março 2006
Coppola & Coppola
Só a 20 de Abril vai ser possível conhecer a programação de filmes da 59.ª edição do Festival de Cannes, mas alguns nomes e filmes começam a surgir.
Um desses nomes é partilhado a dois... Coppola pai e Coppola filha devem ter os seus filmes a competir pela Palma de Ouro. Sofia com o biopic Marie-Antoinette e Francis com Youth Without Youth.
Outros dos filmes aguardados são Volver, de Pedro Almodóvar; Babel, de Alejandro González Iñárritu; Laitakaupungin valot (Lights in the Dusk), de Aki Kaurismäki; Il Caimano, de Nanni Moretti e The Wind That Shakes the Barley, de Ken Loach.
Ainda a serem terminados e a lutar contra o tempo para serem considerados para o Festival, estão Inland Empire, o novo filme de David Lynch, The Fountain, de Darren Aronofsky e Fast Food Nation, de Richard Linklater.
Os únicos filmes anunciados pela organização são The Da Vinci Code, de Ron Howard, que vai abrir o Festival de Cannes a 17 de Maio, e Paris, je t`aime, que reúne 20 pequenas histórias de amor realizadas por 20 realizadores, que abre a secção Un Certain Regard no dia seguinte.
25 março 2006
Feelin' pop
Anos 60, guerra do Vietname, hippies, baby boom, homem na lua, progresso, star-system, Rolling Stones, Woodstock, canal da Mancha, publicidade, mini-saia, Dr. Estranhoamor, The Beatles, movimentos juvenis, pin ups, consumismo em massa, Twiggy, Nouvelle Vague, jeans, rock n´roll, Martin Luther King, manifestações, pílula, morte de Kennedy, Marilyn Monroe, Greenpeace, Cuba, marijuana, make love not war, Elvis Presley, Coca-Cola, ideologias, Maio de 68, ícones, pop art.
24 março 2006
22 março 2006
21 março 2006
Crash
Dois polícias detectives. Um político e a mulher. Um iraniano dono de uma loja. Um mexicano serralheiro. Um polícia recruta. Um casal coreano. Um realizador de televisão e a mulher. Dois ladrões de automóveis.
O palco desta galeria de personagens é Los Angeles.
Onde as pessoas não se tocam... entram em colisão.
O filme de Paul Haggis opta por um modelo de puzzle e sequências para desmontar as manifestações de racismo em Los Angeles. A partir de um acidente de automóvel, o realizador mostra várias histórias que se envolvem numa matriz comum, o racismo.
Observamos vidas em colisão, mas também solitárias, envolvidas num ambiente urbano que não pára, o que se reflecte nas relações pessoais. Ter a certeza do que é O certo e O errado, para depressa percebermos que o mundo não é a preto e branco.
Paul Haggis, também argumentista do vencedor do Óscar para Melhor Filme do ano passado - Million Dollar Baby - reúne um elenco de estrelas, num filme que ao ultrapassar a temática do preconceito a que se propõe à partida, apresenta uma história sobre a Humanidade.
Quando esteve nos cinemas pela primeira vez escapou-me. E não foi só porque não o fui ver, o filme passou-me realmente despercebido. Às vezes, até os mais cinéfilos se distraem. Eu distraí-me com este belo Crash. No entanto, comparações com Magnolia e Short Cuts são escusadas por aqui... até porque se tivesse de as fazer, Crash sairia a perder.







