25 novembro 2005

Again...

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Não sabia ainda do projecto, mas descobri hoje que Ron Howard está a preparar-se para realizar East of Eden, de John Steinbeck. Ver a imortal obra de Steinbeck nas mãos (desculpem os fãs) do tarefeiro de Hollywood, Ron Howard, é mesmo uma má notícia.

No entanto, parece que o objectivo passa mais por voltar ao livro do que fazer um remake do fantástico filme que Elia Kazan realizou em 1955, protagonizado por James Dean. A adaptação do livro vai estar a cargo de Paul Attanasio, argumentista, entre outros, de Quiz Show (1994) e Donnie Brasco (1997).

Quanto ao projecto de Ron Howard, as notícias vão surgindo aqui.

Mode: Edit #4

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

Bande à Part (Jean-Luc Godard, 1964)

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The Dreamers (Bernardo Bertolucci, 2003)

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24 novembro 2005

Diga adeus a...

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... melgas, políticos, gente mesquinha, chatos, vendedores, (alguns) críticos de cinema, mosquitos, chefes, músicos pimba, invejosos, telenovelas da TVI, pulgas, sogras, baratas, trailers de filmes portugueses, vizinhos barulhentos e afins.

Can you see?

Revi este fim-de-semana Minority Report, de Steven Spielberg. É a maravilha do DVD em pleno, que nos permite ver cinema em casa e ir até um pouco mais além, quando as edições estão recheadas de extras (como é o caso).


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Can you see?

2054. Washington D. C. Um casal toma o pequeno almoço e o marido sai de casa para o emprego. Passados alguns momentos volta e sobe ao quarto. De repente, Tom Cruise entra pela janela, prende-o e acusa-o de matar a sua esposa. Mas ela está ali...viva!

Esta é a sociedade do futuro, em que os crimes podem ser evitados antes de ocorrerem. Agora já ninguém premedita um crime, pois será preso antes de o cometer. Os únicos crimes difíceis de premeditar são os espontâneos, como os crimes passionais.

Minority Report é um futuro reflexo da capacidade inventiva do Homem. Por um lado, os carros que deslizam em auto-estradas verticais, a leitura óptica que substituiu o Bilhete de Identidade, a publicidade personalizada, os acessórios de designs incríveis. Por outro lado, a ânsia de atingir a perfeição que levou à criação de uma divisão designada por pré-crime. Esta divisão policial actua a partir da antevisão de crimes que ainda não ocorreram. As antevisões são fruto da capacidade de três seres, os pre-cogs.


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John Anderton (Tom Cruise) é o chefe desta divisão em Washington D. C. numa altura em que se vai votar a nacionalização do sistema. Aparentemente não existem falhas, mas poderá haver sistemas perfeitos que têm dedo humano?

A personagem de Tom Cruise acredita na perfeição do sistema até ao dia em que ele próprio é indicado como assassino. A partir daqui, John Anderton vai fazer tudo para provar a sua inocência e evitar que esse crime ocorra. No entanto, o dilema é claro: se ele acredita no sistema, deve manter essa fé e conformar-se ou deve duvidar do sistema e mudar o seu futuro?

Minority Report é baseado num conto de 30 páginas de Philip K. Dick, publicado em 1956. Deste escritor já tinham sido adaptados para o cinema Do Androids Dream of Electric Sheep?, que deu origem a Blade Runner (Ridley Scott, 1982) e We Can Remember It for you Wholesale, que Paul Verhoeven levou ao cinema sob o título Desafio Total (1990).

De um pequeno conto Steven Spielberg conseguiu fazer um grande filme, ao qual se referiu como "uma versão muito negra de Intriga Internacional", onde são conciliados o género policial das décadas de 40 e 50 com a ficção científica. Não só são os efeitos especiais ou o rigor e beleza estéticos, é toda uma envolvência com um mundo futurista em que as categorias do espaço e do tempo são tanto virtuais como reais.

De vassoura...

Devido aos últimos acontecimentos desagradáveis na secção de comentários deste blog, resolvi tomar medidas.

Não acredito nem aprovo a censura. Mas também não concordo que a liberdade seja utilizada em nome do insulto fácil.

São aceites todas as criticas. Mas insulto e ofensa não fazem parte deste blog.

wastedblues

Corpse Bride

With this hand I will lift your sorrows.
Your cup will never empty, for I will be your wine.
With this candle, I will light your way in darkness.
With this ring, I ask you to be mine.

"I do" - ouve-se no silêncio da floresta, assustando o pobre Victor que, pela primeira vez, conseguiu proferir os votos de casamento.


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Acabou-se a antecipação, a longa espera. Na 6ª feira vi finalmente Corpse Bride, um dos filmes que mais queria ver este ano. Saí do visionamento com um sorriso nos lábios, trauteando as músicas de Danny Elfman, ansiosa por rever esta maravilha da animação o mais rápido possível. Depois da desilusão que tive com Charlie e a Fábrica de Chocolate, Tim Burton voltou a conquistar-me (apesar de nunca me ter perdido).


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Numa pequena cidade da Europa do século XIX, onde tudo é cinzento e pálido, Victor Van Dort (voz de Johnny Depp) e Victoria Everglot (Emily Watson) vão casar-se. Não se conhecem, o casamento é do interesse dos pais. Os dele, Nell e William van Dort, novos-ricos sem classe e sem boas maneiras; os dela, Maudeline e Finis Everglot, com todo o peso da aristocracia mas com os cofres vazios.

Na véspera do casamento, desgostoso por ter arruinado o ensaio da cerimónia, Victor refugia-se sozinho na floresta. É aí que treina os seus votos e, entusiasmado, coloca a aliança num galho. Só que o galho não é um simples galho e sim um dedo de verdade, o dedo da Noiva Cadáver (voz de Helena Bonham-Carter).

"You may kiss the bride"

A Noiva Cadáver, uma jovem assassinada na véspera do casamento, encontra em Victor o noivo por quem sempre esperou e leva-o a Terra dos Mortos, uma Terra bem mais colorida e divertida que o mundo dos vivos. Está criado o mal-entendido do pobre Victor, que tem agora duas noivas. Está criado também o ponto de partida para um pequeno grande filme de Tim Burton.

Doze anos depois de The Nightmare Before Christmas, Tim Burton volta à animação com um argumento da sua autoria, baseado num conto popular russo. O filme tem todos os traços do universo de Burton e regressam também os habituais colaboradores do realizador, como Johnny Depp, Helena Bonham-Carter e Christopher Lee, que dão voz às personagens e o já incontornável Danny Elfman, que volta a estar a cargo da Banda Sonora.

Com pouco mais de 70 minutos de duração, o filme é um festival para os sentidos. Desde os cenários cinzentos dos vivos… às cores da Terra dos Mortos; desde os ritmos jazz dos esqueletos… à minhoca com ar de Peter Lorre; desde a comédia puramente física aos diálogos repletos de trocadilhos ("It’s a dead end")… Corpse Bride é um filme a não perder e a rever vezes sem conta.

23 novembro 2005

Para aliviar o stress

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19 de Janeiro:

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Match Point... quando também Woody Allen se rendeu aos encantos de Scarlett Johansson.

Mais sobre o filme.