21 novembro 2005

O Quarteto faz 30 anos

Esta segunda-feira, dia 21 de Novembro, o Cinema Quarteto comemora 30 anos.

Para celebrar a data, os bilhetes custam apenas 50 cêntimos.

Os filmes em exibição estão aqui.

19 novembro 2005

Mode: Edit #3

Fotogramas escolhidos a dedo. Puras coincidências... ou talvez não.

Imagens de filmes e recordações cinéfilas.

Paper Moon (Peter Bogdanovich, 1973)

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Sweet and Lowdown (Woody Allen, 1999)

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17 novembro 2005

Man with a Movie Camera

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Michael Nyman vai interpretar amanhã, dia 18 de Novembro, no Porto, a banda sonora que compôs para o filme mudo soviético, Man With a Movie Camera, de Dziga Vertov. Mas, na bagagem, trás ainda outras partituras da sua longa carreira.
O músico britânico vai ser acompanhado pela sua orquestra, formada em 1977, composta por um quarteto de cordas, três saxofones, trombone, corneta, trompete, baixo e piano.

Mais aqui
Casa da Música
Sala 1 - 22h00
€15

(Re)criar... em polaco

Posters de filmes (re)criados por artistas polacos.

Formas originais de (re)ver obras e imaginários conhecidos... tudo aqui.

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Poster original e versão polaca

15 novembro 2005

Mais um para a colecção...

Uma nova edição de Peter Pan.

Um novo olhar sobre as eternas personagens de J. M. Barrie.

Imperdível para quem, como eu, jamais esqueceu a Terra do Nunca.

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Editora: Cavalo de Ferro
Ilustrações de Paula Rego
Tradução de José Manuel Lopes
PVP: €28

Elia Kazan: homem e cineasta

O realizador Elia Kazan é um dos casos mais emblemáticos e conhecidos da famosa "Caça às Bruxas" que nos anos 50 assolou o mundo de Hollywood. Apesar da carreira e dos filmes que deixou, para muitos, Kazan foi até ao fim persona non grata. Exemplo disso a cerimónia dos Óscares em que foi homenageado: mais de metade da sala não aplaudiu o realizador.

Trago aqui esta história porque foi lançada agora uma biografia do historiador e crítico de cinema da Time, Richard Schickel. Uma biografia que tenta justamente "limpar" a imagem de Elia Kazan.



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No livro, Schickel defende que o "crime de Kazan" foi a reacção legítima "by a man who had turned on the party some 17 years before his testimony and considered it a threat to democratic society. Kazan was opposed to them ... He didn't just opportunistically rat out his friends."

Schickel cita ainda Kazan, que chegou a considerar abandonar o cinema se fosse por uma boa causa. Mas Kazan disse: "What the hell am I giving up this up for, to defend a secrecy I didn't think right and to defend people who'd already been named or soon would be by someone else? I said I hated the Communists for many years and didn't feel right about giving up my career to defend them."

Mas, anos depois, o próprio Kazan dizia: "I thought what a terrible thing I had done; not the political aspect of it because maybe that was correct but it didn't matter now. Correct or not, all that mattered was the human side of things. I felt no political cause was worth hurting another human being for." Uma das principais criticas feitas a Kazan foi sempre o facto de ele não se ter arrependido do que fez.

O livro despertou-me a curiosidade, embora tenha separado sempre o homem do cineasta. Para mim, mais do que um informador, Elia Kazan é sinónimo de grandes filmes. O cinema seria muito mais pobre sem obras como Splendor in the Grass, East of Eden, On the Waterfront, A Face in the Crowd, entre outros.

O livro: Elia Kazan : A Biography

Janelas

Adoro esta mansão... embora tenha demasiadas janelas.
Para semi-abrir cada manhã.
Para semi-fechar cada tarde.

Jim Carroll

Tu já topaste as janelas?
Ora, vamos falar sobre janelas.
Eu já vi janelas muito malucas que me faziam caretas...
e algumas delas tinham reposteiros corridos e piscavam-me o olho.

On the Road - Jack Kerouac


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Sebastião Salgado - Exodus

14 novembro 2005

Por que você faz cinema?

Para chatear os imbecis. Para não ser aplaudido depois de sequências. Dó de peito. Para viver à beira do abismo. Para correr o risco de ser desmascarado pelo grande público. Para que conhecidos e desconhecidos se deliciem. Para que os justos e os bons ganhem dinheiro. Sobretudo eu mesmo. Porque de outro jeito a vida não vale a pena. Para ver e mostrar o nunca visto. O bem e o mal. O feio e o bonito. Porque vi "simão no deserto". Para insultar os arrogantes e poderosos quando ficam como "cachorros dentro d'água" no escuro do cinema. Para ser lesado em meus direitos autorais.

Resposta de Joaquim Pedro de Andrade à pergunta... "Por quê você faz cinema?" - Libération, 1987

Resposta transformada em música por Adriana Calcanhoto no álbum A Fábrica do Poema.