18 outubro 2005

Stay Gold, Ponyboy

Dedicado a um amigo que não conhecia The Outsiders...

Nature's first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leaf's a flower;
But only so an hour.
Then leaf subsides to leaf.
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.

Nothing Gold Can Stay - Robert Frost

To Have...

... and Have Not

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Slim: "You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything, and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and... blow."

Um filme que nasceu de um desafio...

O realizador Howard Hawks e o escritor Ernest Hemingway eram amigos... e o próprio Hawks contou um dia:

"Hemingway é um dos meus melhores amigos. Caçamos e pescamos juntos. Tentei convencê-lo a escrever para o cinema, mas ele disse-me: "Acho que sou um bom escritor em livros; não sei se o conseguiria ser num filme." Respondi-lhe que podia pegar na pior história dele e fazer um bom filme. "Qual é a minha pior história?" perguntou-me - "To Have and Have Not é horrível." "Pois", disse-me Hemingway "precisava de dinheiro e escrevi-a a correr. Não podes tirar dali um filme" - "Vamos tentar".

Decidimos que a melhor maneira de contar a história não era mostrar como o herói envelhecia, mas como tinha encontrado a rapariga, ou seja uma série de coisas que Hemingway não tinha escrito e que se tinham passado antes do ínicio do romance. Depois de quatro ou cinco dias de discussão, fomos cada um para sua casa e escrevemos o argumento que veio a ser filmado."

Nasceu um grande filme e uma bonita história de amor entre uma estreante no cinema, Lauren Bacall, com 19 anos, e Humprey Bogart, de 46 anos.

Bacall, ou melhor Slim, numa estreia brilhante, pickpocket de voz profunda e cigarro na boca. Diz-se que Hawks quis criar uma personagem feminina ainda mais insolente que o insolente Bogart. Humprey, esse, está igual a si próprio.

To Have and Have Not realizado por Howard Hawks (1944).

17 outubro 2005

Burton Anime

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Depois de Nightmare Before Christmas e Corpse Bride, Tim Burton vai voltar à animação.

O filme vai chamar-se 9 e a história é num mundo paralelo, onde o personagem principal, parecido com um boneco de pano, tenta derrotar um monstro que ameaça o seu povo.

O realizador é Shane Acker, o autor da curta metragem de animação que deu origem a esta longa metragem e Pamela Pettler é a autora do argumento. Tim Burton é um dos produtores.

16 outubro 2005

Momento

Madrugada de Sábado para Domingo... já passa das 4h.

A caminho do Largo de Camões, um senhor de barbas brancas e equilíbrio instável vem ter connosco.

Depois de alguma conversa, pega na minha mão e na do meu amigo, une-as nas suas próprias mãos e diz...

"Enquanto for possível, vale a pena".

12 outubro 2005

Fuckin' alone

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Toda a gente está num sonho
do que quer
de quem precisa
para se sentir bem
para estar viva
Para riscar as palavras que despreza
dum cérebro estrondoso
que dói depois
e só mais uma vez
para viver de novo
Quando esta situação se intromete
o cérebro sonhador arrisca
para mandar tudo pelo ar

Fuckin' Alone - Iggy Pop

11 outubro 2005

Wallace & Gromit em chamas

Ontem de manhã, dia 10, um incêndio destruiu a história da Aardman Animations em Bristol, no Reino Unido. O edifício vitoriano onde moravam os armazéns Aardman, produtora de animação que criou a série de filmes de Wallace & Gromit, estavam todos os adereços e cenários da história da empresa, que começou com os desenhos animados Morph na BBC e alcançou o sucesso internacional com filmes como A Fuga das Galinhas.

Arthur Sheriff, o porta-voz da Aardman, disse apenas... "Hoje era suposto ser um dia de celebração, mas, em vez disso, toda a nossa história desapareceu. O incêndio levou tudo o que fizemos desde o primeiro dia".

O incêndio, cujas causas ainda não estão apuradas, aconteceu no dia a seguir ao grande sucesso de estreia americana do mais recente filme das aventuras da dupla - Wallace & Gromit: The Curse of the Were-Rabbit - realizado por Steve Box e Nick Park.

09 outubro 2005

A morte é mais colorida?

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The love of his life...
the love of her afterlife.

07 outubro 2005

I ♥ Huckabees

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"Nobody sits like this rock sits. You rock rock. The rock just sits and is. You show us how to just sit here and that's what we need."

É possível encaixar o nome de David O. Russel num certo novo movimento de cinema independente norte-americano. Um movimento onde figuram nomes como Spike Jonze, Charlie Kaufman, Sofia Coppola, Wes Anderson, Michel Gondry, entre outros. Não sendo da mesma geração dos nomes citados, David O. Russel move-se nos meandros da nova geração com bastante agilidade. Depois de Three Kings, chegou a Portugal I ♥ Huckabees, o seu último filme. Chegou... mas com mais de um ano de atraso e estreou em apenas a uma sala em todo o país.

I ♥ Huckabees, Os Psico-Detectives em português, é uma comédia do absurdo, de laivos existencialistas e enigmas metafísicos... complicado? Que tal uma bela história sobre as relações humanas...

Albert (Jason Schwartzman) é um ecologista cheio de dúvidas existenciais que pensa que uma série de coincidências que lhe têm ocorrido são a resposta para o sentido da vida. Decide, por isso, contratar Bernard (Dustin Hoffman) e Vivian (Lily Tomlin) – os psico-detectives do título português. Este casal de detectives ajuda os clientes a resolver as suas questões metafísicas.

Durante a investigação vamos conhecendo as outras personagens deste puzzle. Desde Brad Stand (Jude Law), relações públicas da cadeia Huckabees que Albert não suporta, a Tommy Corn (Mark Wahlberg), um bombeiro que se torna o “outro eu” de Albert, passando pela antiga pupila do casal de detectives, que decidiu criar a sua própria teoria, completamente niilista, Caterine Vauban (Isabelle Huppert).

I ♥ Huckabees é um filme inclassificável e bizarro, mas é aí que reside o seu maior fascínio. Um filme que à superfície parece apenas absurdo mas que, quando olhado mais de perto, faz todo o sentido.