Músico e actor. Brasileiro. Seu Jorge.
Estreia-se nos palcos portugueses em Novembro para apresentar o álbum Cru, lançado em 2004. Toca dia 3 na Aula Magna, em Lisboa; no dia 4 vai estar na Casa da Música, no Porto, e depois segue para os Açores, onde toca, no dia 6, no Teatro Micaelense.
Vi-o pela primeira vez na Cidade de Deus, redescobri-o com mais atenção em The Life Aquatic With Steve Zissou, onde aparecia a reinventar temas de David Bowie em português.
Mais sobre Seu Jorge
23 setembro 2005
Seu Jorge
22 setembro 2005
70 anos depois... um novo Méliès

A notícia foi dada por um descendente de Méliès...
Cléopatra um filme desaparecido há 70 anos, foi agora encontrado num depósito secreto em França. O filme de Georges Méliès, realizado em 1899, tem a curta duração de 2 minutos e era considerado perdido para sempre.
Georges Méliès (1861-1938) fez o seu primeiro filme em 1896, alguns meses depois dos irmãos Lumière. Em 1913, já tinha realizado mais de 500. Criador do espectáculo cinematográfico e inventor de muitas técnicas do cinema, pai dos filmes publicitários e da ficção científica, bem como de outros géneros... Méliès tornou-se reconhecido mundialmente em 1902 com Le Voyage dans la Lune.
19 setembro 2005
Frances Farmer
Nasceu no dia 19 de Setembro de 1913...
... depois tornou-se a menina rebelde de Hollywood.
Graeme Clifford contou a história: Frances (1982).
Os Nirvana fizeram-lhe a homenagem: Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle.
Um dos muitos sites sobre Frances Farmer.
17 setembro 2005
Alfred Hitchcock Presents
ta ra ra ra ra tam tam...
Toda a gente conhece os acordes (logo as onomatopeias não têm de estar muito fiéis:) desta mítica série de Sir Alfred Hitchcock.
A Sic Mulher vai transmitir a série a partir de segunda-feira, dia 19 de Setembro. Como fã dos filmes do senhor, esta é a oportunidade perfeita para resolver uma grave lacuna - nunca ter visto um episódio.
Ficam aqui as primeiras transmissões...
2ª - dia 19 - 22h
3ª - dia 20 - 15h / 23h
4ª - dia 21 - 07h
... depois é ir consultando.
Em Outubro, os americanos têm ainda mais sorte, pois a 1ª season vai ser lançada em DVD.
14 setembro 2005
Angry alien productions
The Big Chill é a mais recente produção das Angry alien productions.
Aproveito a "estreia" do "filme" para chamar a atenção do site. São versões/visões bastante originais e divertidas de filmes conhecidos, tudo em 30 segundos, protagonizadas por... coelhos.
13 setembro 2005
Nimas
Depois do cinema francês, o Nimas vai apostar nos clássicos de culto e nos documentários. Primeiro, de Setembro a Outubro, vão surgir dois pequenos ciclos. Daqui a um mês, dia 13 de Outubro, começa uma nova vida para o Nimas, com a reposição, em cópia nova, de Aurora, um dos filmes maiores de F.W. Murnau, também conhecido como um dos mais belos filmes de sempre.
Deixo aqui os filmes do ciclo dos clássicos:
29 e 30 de Setembro - Vertigo de Alfred Hitchcock
1 e 2 de Outubro - Amarcord de Federico Fellini
3 e 4 de Outubro - Vontade Indómita de King Vidor
5 e 6 de Outubro - O Acossado de Jean - Luc Godard
7 e 8 de Outubro - Wanda de Barbara Loden
9 e 10 de Outubro - A Sede do Mal de Orson Welles
11 e 12 de Outubro - A Sombra do Caçador de Charles Laughton
12 setembro 2005
Big Fish
Revi este fim-de-semana um dos últimos filmes do Tim Burton, Big Fish. Ao ser levada novamente para aquele universo tão particular, resolvi recuperar as linhas que escrevi na altura da estreia do filme no cinema. Mas não é possível voltar a elas sem um novo olhar, sem ter algo mais a dizer.
"Most men, they'll tell you a story straight true. It won't be complicated, but it won't be interesting either".
Tim Burton é senhor de um universo cinematográfico muito próprio e um cineasta que consegue encantar com as suas histórias.
Big Fish é uma fábula, talvez não tenha os tons negro como Eduardo Mãos-de-Tesoura, O Estranho Mundo de Jack ou A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, talvez um pouco mais colorida e, ao mesmo tempo, próxima da realidade, mas com toda a certeza um filme de Burton em toda a acepção do termo. É redutor pensar em Tim Burton apenas como um cineasta de fábulas, seja qual for o tom destas fábulas. Em Big Fish os elementos típicos do seu universo estão presentes, mas algo mudou. Tim Burton, pode dizer-se, cresceu... mas até esse crescimento foi à sua maneira.
Lembro-me que sai do cinema e apenas uma palavra me veio à mente: bonito. É realmente um filme bonito, este Big Fish. A história de um pai que inventa histórias tão mirabolantes sobre a sua vida e a história de um filho que em criança se maravilhava a ouvi-las e que depois cresce e se torna um céptico. A história do conflito entre pai e filho que depois de anos sem se falarem, voltam a reencontrar-se quando o pai está à beira da morte. A história de gigantes, bruxas, irmãs siamesas, poetas sem talento, olhos de vidro que nos mostram a nossa morte, jasmins, cidades fantasma com chão de relva e o mundo do circo.
Entre a realidade e a ficção das histórias contadas por Ed Boom (Albert Finney) ao seu filho (Billy Crudup), Big Fish é o filme de Tim Burton que mais se aproxima do mundo real. Mas preferia ter ficado na dúvida sobre a veracidade das histórias contadas.
Depois daquele momento tão belo em que o filho solta a imaginação e conta ele próprio uma história e encontra também ele as personagens que habitavam o mundo do pai, eu preferia ter ficado naquele limbo da imaginação. Um pouco como no Lost in Translation... o que preferiam? Ter ouvido o que Bill Murray segredou à Scarlett ou ficar na dúvida?
Agora, muitos meses depois, gosto mais do filme do que gostei na altura. Às vezes acontece. Mas o meu eleito continua a ser o genial Ed Wood.
11 setembro 2005
Espuma dos dias
Dia após dia
Não anda, arrasta os pés
É uma tristeza diária
Que, mesmo assim,
Vai e vem
Como todas as dores
Mágoas eternas
Que não se desfazem
Eternas na sua firmeza
Serenas no seu marcar
Passo atrás de passo
Olhar desconfiado atrás dos ombros
Cabeça segura apenas nos ombros
Voando nos seus pensamentos
Tristes
Nostálgicos...
Mas com alguma réstia de esperança
É a espuma dos dias





