ta ra ra ra ra tam tam...
Toda a gente conhece os acordes (logo as onomatopeias não têm de estar muito fiéis:) desta mítica série de Sir Alfred Hitchcock.
A Sic Mulher vai transmitir a série a partir de segunda-feira, dia 19 de Setembro. Como fã dos filmes do senhor, esta é a oportunidade perfeita para resolver uma grave lacuna - nunca ter visto um episódio.
Ficam aqui as primeiras transmissões...
2ª - dia 19 - 22h
3ª - dia 20 - 15h / 23h
4ª - dia 21 - 07h
... depois é ir consultando.
Em Outubro, os americanos têm ainda mais sorte, pois a 1ª season vai ser lançada em DVD.
17 setembro 2005
Alfred Hitchcock Presents
14 setembro 2005
Angry alien productions
The Big Chill é a mais recente produção das Angry alien productions.
Aproveito a "estreia" do "filme" para chamar a atenção do site. São versões/visões bastante originais e divertidas de filmes conhecidos, tudo em 30 segundos, protagonizadas por... coelhos.
13 setembro 2005
Nimas
Depois do cinema francês, o Nimas vai apostar nos clássicos de culto e nos documentários. Primeiro, de Setembro a Outubro, vão surgir dois pequenos ciclos. Daqui a um mês, dia 13 de Outubro, começa uma nova vida para o Nimas, com a reposição, em cópia nova, de Aurora, um dos filmes maiores de F.W. Murnau, também conhecido como um dos mais belos filmes de sempre.
Deixo aqui os filmes do ciclo dos clássicos:
29 e 30 de Setembro - Vertigo de Alfred Hitchcock
1 e 2 de Outubro - Amarcord de Federico Fellini
3 e 4 de Outubro - Vontade Indómita de King Vidor
5 e 6 de Outubro - O Acossado de Jean - Luc Godard
7 e 8 de Outubro - Wanda de Barbara Loden
9 e 10 de Outubro - A Sede do Mal de Orson Welles
11 e 12 de Outubro - A Sombra do Caçador de Charles Laughton
12 setembro 2005
Big Fish
Revi este fim-de-semana um dos últimos filmes do Tim Burton, Big Fish. Ao ser levada novamente para aquele universo tão particular, resolvi recuperar as linhas que escrevi na altura da estreia do filme no cinema. Mas não é possível voltar a elas sem um novo olhar, sem ter algo mais a dizer.
"Most men, they'll tell you a story straight true. It won't be complicated, but it won't be interesting either".
Tim Burton é senhor de um universo cinematográfico muito próprio e um cineasta que consegue encantar com as suas histórias.
Big Fish é uma fábula, talvez não tenha os tons negro como Eduardo Mãos-de-Tesoura, O Estranho Mundo de Jack ou A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, talvez um pouco mais colorida e, ao mesmo tempo, próxima da realidade, mas com toda a certeza um filme de Burton em toda a acepção do termo. É redutor pensar em Tim Burton apenas como um cineasta de fábulas, seja qual for o tom destas fábulas. Em Big Fish os elementos típicos do seu universo estão presentes, mas algo mudou. Tim Burton, pode dizer-se, cresceu... mas até esse crescimento foi à sua maneira.
Lembro-me que sai do cinema e apenas uma palavra me veio à mente: bonito. É realmente um filme bonito, este Big Fish. A história de um pai que inventa histórias tão mirabolantes sobre a sua vida e a história de um filho que em criança se maravilhava a ouvi-las e que depois cresce e se torna um céptico. A história do conflito entre pai e filho que depois de anos sem se falarem, voltam a reencontrar-se quando o pai está à beira da morte. A história de gigantes, bruxas, irmãs siamesas, poetas sem talento, olhos de vidro que nos mostram a nossa morte, jasmins, cidades fantasma com chão de relva e o mundo do circo.
Entre a realidade e a ficção das histórias contadas por Ed Boom (Albert Finney) ao seu filho (Billy Crudup), Big Fish é o filme de Tim Burton que mais se aproxima do mundo real. Mas preferia ter ficado na dúvida sobre a veracidade das histórias contadas.
Depois daquele momento tão belo em que o filho solta a imaginação e conta ele próprio uma história e encontra também ele as personagens que habitavam o mundo do pai, eu preferia ter ficado naquele limbo da imaginação. Um pouco como no Lost in Translation... o que preferiam? Ter ouvido o que Bill Murray segredou à Scarlett ou ficar na dúvida?
Agora, muitos meses depois, gosto mais do filme do que gostei na altura. Às vezes acontece. Mas o meu eleito continua a ser o genial Ed Wood.
11 setembro 2005
Espuma dos dias
Dia após dia
Não anda, arrasta os pés
É uma tristeza diária
Que, mesmo assim,
Vai e vem
Como todas as dores
Mágoas eternas
Que não se desfazem
Eternas na sua firmeza
Serenas no seu marcar
Passo atrás de passo
Olhar desconfiado atrás dos ombros
Cabeça segura apenas nos ombros
Voando nos seus pensamentos
Tristes
Nostálgicos...
Mas com alguma réstia de esperança
É a espuma dos dias
10 setembro 2005
Amor de cowboy em Veneza
09 setembro 2005
Mode: Repeat #3
Desde o momento em que os seus acordes surgiram nesse prodigioso objecto de cinema que dá pelo nome de Lost in Translation... pela voz de Bill Murray, num tom desafinadamente cool...
More Than This - Roxy Music + Bryan Ferry
08 setembro 2005
Corpse Bride
Notícias de Veneza levam-me a mais um blue...
"Em Corpse Bride, de Tim Burton, até os esqueletos tocam blues...
O cadáver é excquis! O odor pode ser a carne putrefacta, mas os olhos são de uma doçura imensa - e prontos a saltar das órbitas, e a deixarem vermes à mostra, ao mais pequeno movimento brusco que também pode desatarraxar pernas ou disparar braços. Ela estava enterrada e morta (mas mal, quer uma coisa quer outra...), quando foi desinquietada pelo pálido Victor, herói romântico malgré lui, que no bosque, na véspera do casamento, ensaiava de viva voz os seus votos e depositou a aliança num arbusto que não era um arbusto afinal, eram os restos mortais dela, era um dedo, e... e o cadáver aceitou. Ser noiva.
E eis que o frágil Victor ficou com duas prometidas e entre dois mundos: o dos mortos (não por acaso o mais colorido) e o dos vivos (mais sombrio e monocromático), onde já tinha à espera Victoria (...).
Vasco Câmara, em Veneza
Jornal Público 08.09.05
Estreia em Portugal a 22 de Dezembro
Site oficial: Corpse Bride






