Ainda a propósito de Frost/Nixon, o recordar de uma capa de revista que ficou na história.
"I did this cover in the spring of 1968, before Nixon was nominated ..."
04 março 2009
Nixon's last chance!
11 novembro 2007
Página 161
Na resposta ao desafio do Miguel em E Deus Criou a Mulher, do Ricardo em Imagens Perdidas e do Menphis em Scotch, Gin and Soda...
"Talvez porque, desde pequeno, escrevia poemas a todas as minhas tias ou porque fui, ao que parece, um menino envelhecido que opinava sobre tudo."
A Tia Júlia e o Escrevedor, de Mario Vargas Llosa
04 novembro 2007
20 julho 2007
Precisam-se editores...
Que juízo é possível fazer de 18 (!) editoras britânicas que não reconhecem um dos livros mais famosos e populares da sua própria literatura?
David Lassman, um escritor com algumas dificuldades em ver os seus próprios trabalhos publicados, resolveu testar as editoras. Enviou o primeiro capítulo de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e apenas alterou o título (para Primeiras Impressões, o nome original da obra) e o nome das personagens. Manteve até a histórica frase de abertura: "É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro, em posse de uma avultada fortuna, precisa de uma esposa." Por fim, assinou o texto com o nome de uma escritora inventada, Alison Laydeen.
Em 18 editoras, 17 reenviaram os textos recusando a publicação porque o texto tinha pouco interesse ou não responderam de todo. Um editor, apesar da recusa, considerou o texto muito original. E apenas um editor reconheceu o estilo de Jane Austen, aconselhando o "autor" a ler a obra da escritora por existirem muitas semelhanças e até um possível plágio.
Reuter 3 - 19-07-2007 8:39:39 - ARTS-AUSTEN/
08 maio 2007
Steinbeck!
Foram encontrados num armário e estiveram guardados durante 50 anos. Trata-se de um rascunho escrito à mão pelo escritor John Steinbeck e ainda de outros manuscritos.
Estes documentos pertenciam ao falecido produtor teatral Ernest H. Martin, que encontrou numa caixa, um manuscrito de 188 páginas do romance "Sweet Thursday", a sequela da obra "Cannery Row"; um outro manuscrito do livro "The Log from the Sea of Cortez", uma história que se passa durante a era McCarthy; um esboço inacabado de uma comédia musical intitulada "The Bear Flag Café" e ainda cópias em papel vegetal de 13 cartas escritas por Steinbeck desde 1953.
Os manuscritos vão ser levados a leilão pelo escritor Joel Eisenberg que, a pedido da viúva de Ernest H. Martin, analisou o conteúdo de uma caixa que seu marido guardava num armário, sem suspeitar de que se tratavam de textos inéditos de Steinbeck. O leilão da colecção realiza-se a 24 de Maio, em São Francisco, e pode alcançar o valor de meio milhão de dólares.
02 maio 2007
Uma passagem
Pediram-me aqui para que também eu escrevesse uma passagem preferida, de um livro especial.
Depois de pensar um pouco, lembrei-me desta...
"Mais do que a vista, esfregou o olhar. (...)
Tentou acertar o pensamento, voltou a focar a realidade. Mas o sol olhado de frente só traz escuridão."
Cronicando - Mia Couto
17 abril 2007
Tolkien
Muito antes d' O Senhor dos Anéis era tempo da Primeira Era do Mundo...
E nesse tempo, num grande país que ia para lá dos Portos Cinzentos a Ocidente, Morgoth estava em guerra contra os Elfos. Se os fãs d’ O Senhor dos Anéis se recordam da poderosa força do mal que respondia pelo nome de Sauron, descobrem agora que Sauron era apenas um servo do primeiro grande senhor das Trevas, Morgoth.
E quem são os filhos de Húrin que dão nome a esta nova obra de Tolkien? São os filhos de um herói amaldiçoado por Morgoth, numa história de tragédia e coragem, onde os elfos, os homens, os anões e outros seres partilham a mesma terra e o mesmo tempo.
O livro terá sido iniciado por Tolkien em 1917, mas embora o autor tenha trabalhado na história ao longo da vida, nunca conseguiu terminá-la. Essa tarefa coube ao filho, que há muitos anos, recolhe e organiza as notas e histórias inacabadas do pai. O Silmarillion ou A História da Terra Média, ambos de publicação póstuma, foram também da responsabilidade de Christopher Tolkien.
Actualmente um ancião com 82 anos de idade, o filho mais novo de Tolkien começou ainda adolescente a ajudar o pai na criação d’ O Senhor dos Anéis e foi também o responsável por muitos dos mapas da Terra Média. Os Filhos de Húrin junta-se agora às outras obras de Tolkien já publicadas em Portugal - O Hobbit, a trilogia d’ O Senhor dos Anéis, Silmarillion, Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média e ainda As Aventuras de Tom Bombadill.
O livro é colocado hoje, dia 17 de Abril, à venda. É editado pela Europa-América.
13 março 2007
19 dezembro 2006
Neverland... again
O livro Peter Pan in Scarlet, de Geraldine McCaughrean, nasceu de uma encomenda do Hospital Infantil Great Ormond Street, o proprietário dos direitos da obra original de J.M. Barrie. Diz-se que o Hospital lançou o desafio de "ressuscitar" Peter Pan porque os direitos de autor vão terminar em 2007.
Ao desafio responderam 200 escritores, cada um com a missão de escrever um capítulo do novo livro, mas foi Geraldine McCaughrean, escritora de literatura infantil, que venceu ao adaptar as personagens aos tempos modernos.
O livro chegou às bancas de todo o mundo em Outubro (editado cá pela Presença) e surgem agora as notícias da (inevitável) adaptação ao cinema. Os direitos do livro foram vendidos à Headline Pictures, BBC Films e U.K. Film Council.
18 dezembro 2006
10 novembro 2006
Jane Austen
Eu gosto de ler Jane Austen. E antes que me apelidem de romântica incurável, admito que sofro de romantismo... mas não em demasia.
Em Jane Austen gosto dos enganos e desenganos, trocadilhos e mal-entendidos. De como tudo acaba bem. De imaginar aqueles tempos. Das suas heróinas destemidas e cheias de personalidade. Gosto do hábito da correspondência de cartas. Dos segredos e frases poéticas. Gosto especialmente da forma como, através de episódios e do dito romantismo, Jane Austen nos dá retratos impecáveis da época em que viveu. Daqueles usos e costumes, regras e hábitos.
No cinema, Jane Austen não tem sido mal tratada. Se há filmes menos bons, como é o caso de Emma, também os há fabulosos, como Sense and Sensibility, pela mão de Ang Lee. Mas como são inúmeras as adaptações, tanto no cinema como na televisão, não faz sentido aqui inumerá-las.
Aproveito antes para deixar aqui a novidade que me levou a abordar Jane Austen à partida. Um livro intitulado The Jane Austen Book Club, de Karen Joy Fowler, está a ser adaptado ao cinema. Não conhecia o livro, mas a ideia parece, no mínimo, interessante - cinco mulheres e um homem formam um clube para debater as obras de Jane Austen e começam a constatar que as suas relações, novas e antigas, são como versões modernas dos livros da autora. Seis pessoas, tantas quantas as obras de Jane Austen.
O filme está a ser realizado por Robin Swicord e tem no elenco algumas estrelas, como Maria Bello, Lynn Redgrave ou Kathy Baker. As filmagens decorrem durante este mês e Dezembro, por isso, enquanto o filme não chega... vou ali comprar o livro!
29 julho 2006
22 julho 2006
Paul Auster aos quadradinhos
Paul Auster, A Trilogia de Nova Iorque, 1985
"Foi uma chamada para o número errado que despoletou tudo, o telefone a tocar três vezes no silêncio da noite, e a voz do outro lado da linha a perguntar por alguém que não era ele. Muito mais tarde, quando foi capaz de pensar nas coisas que lhe aconteceram, concluiria que nada era real excepto o acaso. Mas isso foi muito mais tarde. No início, houve apenas o acontecimento e as suas consequências. Não se trata de uma questão de tudo poder ter acontecido de um modo diferente, ou de tudo estar já predestinado desde a primeira palavra proferida pela boca do interlocutor desconhecido. A questão é a história propriamente dita; e se tem ou não algum significado, não é à história que compete revelar isso."
Ambos editados por cá, pela Edições Asa. Ambos na minha mesinha-de-cabeceira.
11 abril 2006
Starry, starry night.
Starry, starry night.
Paint your palette blue and grey,
Look out on a summer's day,
With eyes that know the darkness in my soul.
Shadows on the hills,
Sketch the trees and the daffodils,
Catch the breeze and the winter chills,
In colors on the snowy linen land.
Starry, starry night. - Don McLean
21 março 2006
17 fevereiro 2006
Tennessee Stud
... e a música que me levou à descoberta de Johnny Cash (escutada pela primeira vez na banda sonora de Jackie Brown, de Quentin Tarantino).
Back about eighteen and twenty-five
I left Tennessee very much alive
I never would've made it through the Arkansas mud
If I hadn't been riding on the Tennessee Stud
O resto aqui.
02 fevereiro 2006
13 janeiro 2006
Lentidão
"Porque terá desaparecido o prazer da lentidão? Ah! Onde estão os deambuladores de outrora? Onde estão esses heróis indolentes das canções populares, esses vagabundos que preguiçam de moinho em moinho e dormem ao relento? Terão desaparecido com os caminhos campestres, com os prados e as clareiras, com a Natureza? Há um provérbio checo que descreve a ociosidade por meio de uma metáfora: contemplam as janelas de Deus."
A Lentidão - Milan Kundera
09 janeiro 2006
Moreau
"(...) era uma dessas pessoas melancólicas, que sorriem com os cantos da boca descaídos."
15 novembro 2005
Mais um para a colecção...
Uma nova edição de Peter Pan.
Um novo olhar sobre as eternas personagens de J. M. Barrie.
Imperdível para quem, como eu, jamais esqueceu a Terra do Nunca.
Editora: Cavalo de Ferro
Ilustrações de Paula Rego
Tradução de José Manuel Lopes
PVP: €28
























