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03 outubro 2005

Light and Color

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Não sou fã de listas. Principalmente porque se tornaram banais.

Apesar de tudo, de vez em quando, aparecem listas que merecem um olhar. Um desses exemplos é a lista dos filmes que Martin Scorsese elege por terem: "masterful use of light and color"

Martin Scorsese's top 10 (in order):

Stanley Kubrick - Barry Lyndon
King Vidor - Duel in the Sun
William Cameron Menzies - Invaders from Mars
John M. Stahl - Leave Her to Heaven
John Huston - Moby Dick
Arthur Lubin' - Phantom of the Opera
Michael Powell/ Emeric Pressburger - The Red Shoes
John Ford - The Searchers
Stanley Donen - Singin' in the Rain
Alfred Hitchcock - Vertigo

The international film list (in order):

Jean-Luc Godard - Contempt
Ingmar Bergman - Cries and Whispers
Teinosuke Kinugasa - Gate of Hell
Wong Kar-Wai - In the Mood for Love
Bernardo Bertolucci - The Last Emperor
Michelangelo Antonioni - Red Desert
Jean Renoir - The River
Federico Fellini - Satyricon
Luchino Visconti - Senso
Sergei Paradjanov - Shadows of the Forgotten Ancestors

22 setembro 2005

70 anos depois... um novo Méliès

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A notícia foi dada por um descendente de Méliès...

Cléopatra um filme desaparecido há 70 anos, foi agora encontrado num depósito secreto em França. O filme de Georges Méliès, realizado em 1899, tem a curta duração de 2 minutos e era considerado perdido para sempre.

Georges Méliès (1861-1938) fez o seu primeiro filme em 1896, alguns meses depois dos irmãos Lumière. Em 1913, já tinha realizado mais de 500. Criador do espectáculo cinematográfico e inventor de muitas técnicas do cinema, pai dos filmes publicitários e da ficção científica, bem como de outros géneros... Méliès tornou-se reconhecido mundialmente em 1902 com Le Voyage dans la Lune.

08 setembro 2005

Orson Welles inédito

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The Other Side of the Wind é um filme inédito, realizado em 1975, por Orson Welles e interpretado por John Huston, e que pode chegar às salas de cinema no próximo ano. Um atraso de 30 anos por causa de uma batalha legal - entre investidores, amigos e familiares do realizador - pela aquisição dos direitos. Mas, finalmente, Mehdi Bouscheri e Oja Kodar (investidores) e Beatrice (filha de Welles) chegaram a um acordo.

Até agora guardado no cofre de um banco, The Other Side of the Wind voltou a juntar, depois de Moby Dick (1956), dois génios do cinema. Welles dirigiu e John Huston encarnou o papel de um realizador de mau feitio em decadência, com o nome de Jake Hannaford.

Mais informações: Le Monde - Orson Welles, des films à l'infini

12 março 2005

Alan Smithee is dead

Alan Smithee era, desde há alguns anos, o realizador de inúmeros filmes... que nunca realizou.

Porquê? Porque Alan Smithee nunca existiu - era um pseudónimo criado para que os realizadores pudessem assinar os filmes que não queriam assumir. Agora Hollyood anunciou que Alan Smithee vai deixar "existir" para ser substituído por... Thomas Lee.

O nome Alan Smithee era, assim, utilizado para disfarçar desentendimentos, produções que não corriam bem, fracassos. Chegou a ser realizado um filme sobre Alan Smithee, mas como nada correu bem na produção, o filme acabou por ser assinado por... Alan Smithee.

29 dezembro 2004

Manhattan

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"Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque. Idealizava-a despropocionalmente.» Não, é melhor «romantizava-a despropocionalmente.» Para ele, fosse qual fosse a estação, era sempre a cidade que existia a preto e branco e que pulsava com a magnífica música de George Gershwin.

Não, vou voltar ao princípio.

Capítulo 1.
«Ele era excessivamente romântico em relação a Manhattan, como em relação a tudo o resto. O alvoroço das multidões e do tráfego era o seu meio ideal. Para ele, Nova Iorque era mulheres bonitas e malandros de rua com a escola toda.»

Não. Banal demais para o meu gosto. Tenho de pôr isto mais profundo.

Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque. Para ele, era uma metáfora do declínio da cultura contemporânea. A mesma falta de integridade individual que levava muitas pessoas a escolher a saída mais fácil estava a transformar rapidamente a cidade dos seus sonhos...»

Muito moralista. E, francamente, eu quero ganhar algum dinheiro com isto.

Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque embora, para ele, fosse uma metáfora do declínio da cultura contemporânea. Que difícil era existir numa sociedade dessensibilizada pela droga, a música agressiva, a televisão, o crime, o lixo!»

Demasiado indignado. Não quero parecer indignado.

Capítulo 1.
«Ele era tão duro e romântico como a cidade que amava. Por trás dos óculos de aros pretos havia a intensa pulsão sexual do gato selvagem.»

Esta, adoro.

Nova Iorque era a sua cidade, e sê-lo-ia sempre!"

Manhattan - Woody Allen (1979)