11 fevereiro 2009

I'm Not There.

Photobucket Photobucket Photobucket
Photobucket Photobucket Photobucket

I'm Not There. é um filme multi-facetado. Literalmente. Inspirado pela música e pelas muitas vidas de Bob Dylan, o realizador Todd Haynes mostra-nos como é possível à arte revelar a verdade sem que para isso apenas imite uma concepção de realidade. Mais do que um retrato de Bob Dylan, Haynes procura mostrar, por isso, as várias facetas do músico. Levando à letra a ideia de que todos nós temos máscaras, aqui cada uma dessas máscaras é encarnada por actores (e actriz) diferentes. Cate Blanchett, Christian Bale, Marcus Carl Franklin, Heath Ledger, Richard Gere and Ben Whishaw tornam-se Dylan num filme que nunca menciona o seu nome, num puzzle de narrativas que se cruzam entre si mas que se mantém independentes umas das outras. Desta forma, vemos Dylan vagabundo. Dylan poeta. Dylan trovador. Dylan profeta e voz de uma geração. Dylan actor. E Dylan estrela de rock.

Para ajudar a esta mistura de géneros e narrativas, Todd Haynes cruza o preto e o branco com cor, imagens de arquivo com homenagens cinéfilas, e cria um filme fascinante e original no seu retrato e (des)construção. Dissertando sobre um homem que se recriava constantemente, sobre essa fuga de nós próprios e o eterno processo do Ser, I'm Not There. deixa-nos, no final, com mais questões do que respostas. Compõem estas peças um homem só? Acho que não. Mas todos essas facetas são essenciais para que consigamos começar a entender a complexidade de uma figura como a de Bob Dylan. Confesso que só agora iniciei essa viagem com mais atenção ao caminho.

5 comentários:

looT disse...

Gostei muito é um filme que não tem medo de arriscar e experimentar.

Sem dúvida um exercício interessante sobre a vida de Bob Dylan.

mas continuo a preferir o "Velvet Goldmine" :D

Izzi disse...

Ainda não vi (nem um, nem outro). Um dia destes....

wasted blues disse...

Loot: já não vejo o Velvet Goldmine há anos! Tenho de o rever um dia destes ;)

Izzi: experimenta ;)

Nuno Gonçalves disse...

Ah finalmente tem o bom senso de também adorar este filme. Foi um dos meus filmes do ano passado e acho que passou demasiado ao lado. Obra brilhante.

wasted blues disse...

Não estava à espera de gostar como gostei, talvez por não conhecer bem Bob Dylan.