19 outubro 2007

Preferia mil palavras...

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Uma história dentro da história... sobre um homem que escreve e a misteriosa mulher que lhe aparece um dia. Uma musa, inspiração de páginas.

Martin Frost é um escritor de sucesso que acabou de publicar o último romance e decide descansar longe de tudo, numa isolada casa de campo. É aí que descobre, uma manhã, uma bela mulher. Mas será Claire, fruto da imaginação do solitário escritor ou uma verdadeira musa. Afastado do mundo, a história de Martin perde-se nos contornos da realidade e da ficção, sobre o que acontece na mente de um autor durante o processo criativo.

Segundo filme de Paul Auster como realizador, A Vida Íntima de Martin Frost partiu de um dos episódios d’"O Livro das Ilusões". Mas esta história devia ter ficado nas páginas de um livro. A primeira parte do filme ainda tem alguma graça, na sua curiosa premissa, na estranheza do que está a acontecer, mas o fim arrasta-se. Pergunto-me se, de facto, não teria sido melhor a curta-metragem previamente idealizada. Caso para dizer que Paulo Branco devia ter mantido o dinheiro na carteira.

4 comentários:

H. disse...

A impressão com que fiquei deste filme é mais ou menos similar à tua: esta história devia ter ficado nas páginas de um livro... As ideias são muito interessantes mas o resultado é um tanto ou quanto "atabalhoado", além de visualmente deixar muito a desejar...

Cataclismo Cerebral disse...

Há ideias que não resultam muito bem em termos cinematográficos... ainda não vi o filme mas, depois de ler algumas críticas e agora a tua, acredito que este é um desses exemplos.

Bjs

Miguel Marujo disse...

Ainda não vi. Mas quero ver. Anseio por uma segunda vida de Véronique, Irène Jacob pois claro.

wasted blues disse...

Helena: a segunda parte é mesmo o pior, não achas? A primeira ainda consegue manter algum misticismo.

Cataclismo: a curta-metragem talvez não tivesse resultado mal ;)

Miguel: hum, acho que vais ficar desapontado.