30 julho 2007

Adeus

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14 de Julho de 1918 - 30 de Julho de 2007

"A morte veio-lhe calma e docemente."

(Eva Bergman, filha de Ingmar)

4 comentários:

Alan Smithee disse...

Era para mim, no que diz respeito aos realizadores, o único génio vivo. Com a sua morte cria-se um vazio, que não vejo de momento, nenhum realizador, ser capaz de o preencher

Carlos Pereira disse...

Lembro-me que, quando falaste sobre os 10 filmes da tua vida (ou 10 dos muitos que certamente terás), referiste Persona, argumentando que te arrepiaste ao ver dois corpos transformarem-se num só. A mim aconteceu-me precisamente o mesmo. Bergman tinha o dom de abordar a nossa existência de forma ímpar. De um forma simultaneamente contida e explosiva, silenciosa e sensual. Mas acima de tudo, muito humana. Como se ele realmente soubesse a verdade dos mistérios da vida e percebesse efectivamente a essência do ser humano.

Cumprimentos Claudia ;)

Ursdens disse...

Bergman não morreu, está por aí algures a jogar xadrez com um indivíduo pálido e vestido de negro...

E há-de estar para sempre, pelo menos enquanto existirem pessoas evoluídas o suficiente para o compreender...

wasted blues disse...

Alan: tendo em conta o factor antiguidade, concordo contigo. Mas considero que existem outros grandes realizadores noutras gerações (Scorsese é o primeiro nome que me surge)!

Carlos: belo comentário, Carlos! De facto, 'Persona' continua imbatível, para mim, como o melhor Bergman e como um dos filmes que mais me marcou em toda a minha vida!

Ursdens: essa imagem também me surge, de tão poderosa que é! Bergman é Cinema com C grande!