26 maio 2007

J.

Tinha como alcunha o nome de um cão. Como o Indiana Jones. Mudou o nome assim que entrou no mundo do Cinema. Foi protagonista em quase todos os filmes em que entrou. Começou no cinema num emprego de Verão. Trabalhava em troca de algum dinheiro. E bilhetes de futebol. Tornou-se estrela de um dia para o outro. Um filme foi suficiente. Um realizador também. Com quem voltaria a trabalhar em cerca de vinte filmes. Dizia que não era actor. O que viam no ecrã, era o próprio. Considerava que tinha uma imagem a defender. Recusou fazer certos actos menos nobres. Como matar outra personagem pelas costas. Quis ser Patton. Mas não Dirty Harry. Recusou um papel no filme 1941, de Steven Spielberg. Não se deve fazer troça da II Grande Guerra, afirmou. Patriótico e conservador. Nas ideias e na política. Foi defensor da causa anti-comunista. Apoiou também políticos republicanos. Tinha uma imagem paternal, que inspirava confiança. Falava num tom baixo. Uma voz quase arrastada. E um andar muito característico. Uma anca estranha num corpo com quase dois metros de altura. Adorava tequila. Sauza Commemorativo Tequila. Perdia-se por um jogo de bridge, poker ou xadrez. Em 1978, conheceu Christopher Reeve, o super-homem. Virou-se para Cary Grant e disse - "This is our new man. He's taking over."

4 comentários:

Paulo disse...

John Wayne?

Pedro disse...

james stewart?

wasted blues disse...

paulo: é mesmo! Uma pequena homenagem no dia do 100º aniversário ;)

pedro: não, é mesmo o John Wayne. Até porque já tinha feito um texto destes para o Jimmy Stewart (espreita a sidebar, em "only angels have wings" ;)

Pedro disse...

sim sr., já lí e com muito prazer.;)