08 maio 2006

Memória viva

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Na sua primeira viagem, o Titanic esperava fazer história. Era, em 1912, o maior barco alguma vez construído, tinha a melhor tecnologia da época e os especialistas diziam que era impossível de naufragar. Mas a história não se escreveu com um final feliz e o dia 14 de Abril significou a morte de cerca de 1500 pessoas nos mares frios do Atlântico Norte.

Lillian Asplud tinha então cinco anos. Viajava com a família - o pai, a mãe e quatro irmãos - e regressava a casa, partindo da Suécia para os Estados Unidos. Na noite do acidente, Lillian, a mãe e o irmão mais novo entraram nos botes de salvação (mulheres e crianças primeiro) deixando para trás o pai e três irmãos, que não sobreviveram.

Décadas depois do acidente, a mãe de Lillian descreveu a um jornal que, nessa noite, via os icebergs ao longe e que mantinha os filhos perto, para evitar perdê-los no meio de uma multidão agitada. Quando entrou para os botes, o marido disse-lhe para não se preocupar e sorriu-lhe...

Durante a sua vida, Lillian procurou sempre a discrição e evitava falar do Titanic... aliás, deixou indicações para que no funeral não fosse feita qualquer referência ao naufrágio. Lillian Asplud era a última sobrevivente com recordações do naufrágio, a última memória viva do Titanic. Morreu no Sábado, dia 6 de Maio, aos 99 anos.

2 comentários:

H. disse...

Com o filme que, digam lá o que disseram, marcou a minha adolescência, veio a vontade de saber mais coisas sobre o Titanic, um repositório fantástico de histórias de vida, esta sendo uma delas!

wasted blues disse...

Esta história, de facto, marca. Parece que existem dois últimos sobreviventes, mas como eram bebés na altura do acidente, não se recordam de nada. Lillian Asplud era mesmo a última pessoa que se lembrava do Titanic...