Todos os meses, sem excepção, sublinho no programa da Cinemateca Portuguesa os filmes que pretendo ir ver.
Todos os meses, sem excepção, acabo por só ir ver um ou dois... ou mesmo nenhum.
Alguns sublinhados de Maio:
Dia 03 - 19h00 - THE GIRL IN THE VELVET SWING de Richard Fleisher
Dia 08 - 19h00 - SPELLBOUND de Alfred Hitchcock
Dia 11 - 15h30 - STALAG 17 de Billy Wilder
Dia 15 - 15h30 - TO KILL A MOCKINGBIRD de Robert Mulligan
Dia 18 - 15h30 - RAGING BULL de Martin Scorsese
Dia 23 - 19h00 - THE BIG HEAT de Fritz Lang
Dia 25 - 21h30 - BITTER VICTORY de Nicholas Ray
Dia 26 - 19h00 - IN A LONELY PLACE de Nicholas Ray
Dia 29 - 19h00 - BONJOUR TRISTESSE de Otto Preminger
Balanço Abril - 0
01 maio 2006
Cinemateca 05/06
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15 comentários:
Belo hábito que este bloggeiro também compartilha ;)
"In a lonely place" do Nicholas Ray (dia 26, 19h) e "La notte" do grande Michelangelo Antonioni são - acho eu - dois filmes essenciais. Pena é que "la notte" venha desgarrado do predecessor (o fantástico "l'avventura") e do sucessor (o sensacional "l'eclisse"), naquela que é a trilogia fundamental do cinema moderno (a par da genial "trois couleurs" de Kieslowski), já que mudou - e muito - a narrativa cinematográfica.
Balanço de Abril: 11 (conforme dizia Truffaut: "os cinéfilos são pessoas doentes")
O teu balanço envergonha-me... ;)
Infelizmente, o meu horário de trabalho apenas me permite ir às sessões das 15h30 e as folgas ou não calham em dias interessantes ou servem para pôr o "outro" cinema em dia.
Espero que em Maio possa ter um balanço melhor... mas digo isto todos os meses!
Pois... o meu horário só me deixa ir (quando deixa!) às sessões das 19 e seguintes.
Msa as tardes de Sádabo já estão sempre reservadas para as sessões da "História Permanente do Cinema".. :)
Vergonha é quem não habita em Lisboa ou arredores ver estes calendários e apenas poder ir sonhando com os dias em que pertencia ao Império!
Já todos sabemos que Portugal é Lisboa e Porto e por vezes ainda Coimbra ou Viseu (excepção feita aos meses de verão em que Portugal se muda de armas e bagagens para o reino dos Al-Garbs) mas no dealbar do século XXI já era bom que se fosse descentralizando um pouco mais... até porque público existe... anda é muito desanimado de tão maltratado.
Tens toda a razão e mantendo a discussão no universo do cinema... o que descreves passa-se não só com a cinemateca mas com o "outro" cinema.
As salas por esse país fora nunca ou muito raramente exibem mais do que filmes ditos comerciais. O cinema independente, europeu ou de outras nacionalidades raramente sai de Lisboa e do Porto, com excepção dum ou outro festival.
E tendo em conta a indigência cultural que vai por este País fora é de estranhar que uma manifestação de cultura como é o Cinema que mal ou bem ainda vai congregando os gostos da chamada «massa popular», ao contrário de por exemplo o teatro ou a literatura, não seja mais apoiada quer por iniciativas privadas quer pelo Estado. Estou a falar, sim, dos antigos Clubes de Cinema que tendo um ou vários programadores, exibiam a contra-corrente cinema da mais variada sensibilidade, fugindo à enraizada ideia de que nas «províncias» apenas vinga o cinema-acção de porrada e tiros. Para onde foram estes programadores? Onde estão os distribuidores que estabelecessem sinergias com eles. Que fazer de todas as salas Cinema-teatro que estão abandonadas por estas terras fora?
Será que tal como a homónima obra de Aquilino somos mesmo "Terras do Demo"? Gostaria de acreditar que não!
e a propósito porque não estarmos todos atentos à situação do JBda Costa?...abraços.
Eu pelo menos estou...
Acho que um bom desafio a lançar à Cinemateca seria o de se descentralizar e alargar-se a outras cidades...
Enquanto isso não acontece, terá de ser a TV generalista a assumir a tarefa de divulgação do Cinema. Um programa como "o filme da minha vida" da velha RTP2 ou um "Lauro António Apresenta" da iniciática TVI seriam belas hipóteses...
Alcoviteiro, Já dei conta da situação aqui pelo blog e continuo atenta ;)
Hugo, exactamente a minha opinião! Quanto à TV, a 2 bem podia ressuscitar prgramas como "5 noites, 5 filmes", "no meu cinema" ou "o filme da minha vida", como referiste.
Mas lá está! Se vamos a ficar pela TV então qual também o sentido da maior parte das obras exibidas na Cinemateca? Muitas delas estão disponíveis em DVD afinal de contas. A Cinemateca não é só o ver o filme por si mas também o prazer do acto de «ir ao cinema» com todo o ritual que o circunda. Por isso eu falo em Colectividades de Cinema regionais que possam fazer redescobrir o prazer de sair à noite para ir à soirée ou as famosas matinées para a criançada nos Domingos.
A TV é a única forma de compensar o dito Portugal Profundo que não dispõe, praticamente, de salas de cinema...
Acresce, também, que no dito Portugal Profundo a TV Cabo é, muitas vezes, uma miragem...
Eu faço exactamente o mesmo que tu! E acontece-me precisamente o mesmo :)
Dos que mencionas, irei certamente ao The Big Heat e ao In a Lonely Place. Tb queria ir ao outro Nic
Ray mas ñ sei se conseguirei...
E sublinhei outros que quero ver tb...
O Bonjour Tristesse e o To Kill a Mockinbird já vi e aconselho!
Bonjour Tristesse e To Kill a Mockingbird são mesmo imperdíveis para quem nunca viu!
Nicholas Ray é dos realizadores que mais procuro na cinemateca porque a maioria dos filmes dele é difícil de arranjar em DVD. Acontece o mesmo com o Fritz Lang.
Fritz Lang mesmo assim já se encontra mais facilmente em dvd... o Ray é único e vê-lo na Cinemateca aguça a mística que os seus filmes já tem por si só :)
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