Dois polícias detectives. Um político e a mulher. Um iraniano dono de uma loja. Um mexicano serralheiro. Um polícia recruta. Um casal coreano. Um realizador de televisão e a mulher. Dois ladrões de automóveis.
O palco desta galeria de personagens é Los Angeles.
Onde as pessoas não se tocam... entram em colisão.
O filme de Paul Haggis opta por um modelo de puzzle e sequências para desmontar as manifestações de racismo em Los Angeles. A partir de um acidente de automóvel, o realizador mostra várias histórias que se envolvem numa matriz comum, o racismo.
Observamos vidas em colisão, mas também solitárias, envolvidas num ambiente urbano que não pára, o que se reflecte nas relações pessoais. Ter a certeza do que é O certo e O errado, para depressa percebermos que o mundo não é a preto e branco.
Paul Haggis, também argumentista do vencedor do Óscar para Melhor Filme do ano passado - Million Dollar Baby - reúne um elenco de estrelas, num filme que ao ultrapassar a temática do preconceito a que se propõe à partida, apresenta uma história sobre a Humanidade.
Quando esteve nos cinemas pela primeira vez escapou-me. E não foi só porque não o fui ver, o filme passou-me realmente despercebido. Às vezes, até os mais cinéfilos se distraem. Eu distraí-me com este belo Crash. No entanto, comparações com Magnolia e Short Cuts são escusadas por aqui... até porque se tivesse de as fazer, Crash sairia a perder.

1 comentário:
concordo que sairia a perder
Enviar um comentário