Brokeback Montain é uma história de amor... Dois cowboys no conservador Oeste norte-americano... Um boy meets boy que invadiu o território do Western, até aqui imaginário de homens duros, índios, saloons e tiroteios. Mas não há trejeitos femininos nos protagonistas, nem sequer a tentativa de transformar Brokeback Montain num manifesto homossexual.
Ennis del Mar, interpretado por Heath Ledger, e Jack Twist, a personagem de Jake Gyllenhall, encontram-se numa manhã de 1963, quando são contratados para vigiarem um rebanho de ovelhas nas montanhas. Os dias de trabalho passam, sob o céu azul imenso e as verdes pastagens de Brokeback Montain, até que numa noite a amizade transforma-se numa relação íntima e surgem sentimentos com os quais os dois cowboys não sabem lidar. O trabalho termina no fim do Verão. Os dois separam-se. Tudo parece terminar ali.
O reencontro acontece anos depois. Ennis está casado e tem duas filhas. Jack abandonou os rodeos e casou com a filha de um empresário. É o início de encontros ao longo dos anos, sempre às escondidas, quando escapam aos casamentos falhados e voltam ao local onde se conheceram.
Ennis e Jack nunca dizem que se amam. Os silêncios, as expressões faciais, o que não é dito, um olhar, um gesto, o ritmo que Ang Lee escolheu para contar a história é tão pacífico como as montanhas de Brokeback. São dois cowboys como os míticos cowboys do cinema, apenas o contexto é diferente.
Baseado num pequeno conto de Annie Proulx, publicado em 1997, Brokeback Montain é a história de um amor que dura 20 anos, num segredo escondido entre as montanhas. O filme de Ang Lee é o principal nomeado dos Óscares de 2006, mas chega à cerimónia recheado de prémios, entre os quais o Leão de Ouro do último Festival de Veneza e vários Globos de Ouro.
08 fevereiro 2006
Brokeback Montain
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)

4 comentários:
Espero que as pessoas saibam ir ver o filme pelo filme em si e não porque «é bem» ir ver o filme gay, agora que é assunto de moda. Até porque não é o primeiro nem será o último filme sobre gays. De repente lembrei-me de "My Own Private Idaho".
Para lá do tema gay este promete ser um filme sensível como Lee já mostrou ser capaz de fazer em, por exemplo, "The Ice Storm" ou "Crouching Tiger, Hidden Dragon". E veremos o que pensa a Academia dele em Março.
Mas aí é que está... não é (apenas) um filme sobre gays. É uma história de amor, trágica, como as grandes histórias de amor.
Devo vê-lo hoje e as expectativas são altas, mas se ainda não é desta que o Jake faz um mau filme então deve valer a pena :)
o filme eh mto bom, sensível e dramático... só nao entendi pq a maioria das pessoas riram durante algumas cenas entre os dois protagonistas... aposto q se fosse um casal hetero, nao achariam graça ou ate mesmo chorariam... e acredito q a maioria dos casais q estavam ali no cinema sao frustrados em suas relaçoes e se contentam com dois dias em suas montanhas urbanas...
Enviar um comentário