29 dezembro 2004

Manhattan

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"Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque. Idealizava-a despropocionalmente.» Não, é melhor «romantizava-a despropocionalmente.» Para ele, fosse qual fosse a estação, era sempre a cidade que existia a preto e branco e que pulsava com a magnífica música de George Gershwin.

Não, vou voltar ao princípio.

Capítulo 1.
«Ele era excessivamente romântico em relação a Manhattan, como em relação a tudo o resto. O alvoroço das multidões e do tráfego era o seu meio ideal. Para ele, Nova Iorque era mulheres bonitas e malandros de rua com a escola toda.»

Não. Banal demais para o meu gosto. Tenho de pôr isto mais profundo.

Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque. Para ele, era uma metáfora do declínio da cultura contemporânea. A mesma falta de integridade individual que levava muitas pessoas a escolher a saída mais fácil estava a transformar rapidamente a cidade dos seus sonhos...»

Muito moralista. E, francamente, eu quero ganhar algum dinheiro com isto.

Capítulo 1.
«Ele adorava Nova Iorque embora, para ele, fosse uma metáfora do declínio da cultura contemporânea. Que difícil era existir numa sociedade dessensibilizada pela droga, a música agressiva, a televisão, o crime, o lixo!»

Demasiado indignado. Não quero parecer indignado.

Capítulo 1.
«Ele era tão duro e romântico como a cidade que amava. Por trás dos óculos de aros pretos havia a intensa pulsão sexual do gato selvagem.»

Esta, adoro.

Nova Iorque era a sua cidade, e sê-lo-ia sempre!"

Manhattan - Woody Allen (1979)

1 comentário:

gustavosampaio disse...

e este é "o" filme da minha vida...